<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039</id><updated>2012-02-16T16:55:11.210-08:00</updated><category term='Palestra'/><title type='text'>Função Social do Direito</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-5916172340578158586</id><published>2011-11-25T12:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T12:23:47.330-08:00</updated><title type='text'>REALIDADE TRANSITIVA DOS PROCESSOS HUMANOS</title><content type='html'>A realidade do direito atual é uma realidade transitiva que se dá no bojo de vários processos em torno dos quais a pessoa humana está inserida.&lt;br /&gt;Processos humanos é o conjunto de elementos presentes na cultura dos povos (processos políticos, sociais, econômicos, culturais - ideológicos, filosóficos, religiosos - e jurídicos)  indispensáveis para a realização da pessoa humana, quer em sua vida material ou espiritual.&lt;br /&gt;Nos dias atuais, não há como se resolver os conflitos sociais sem a análise da atuação do homem em sociedade.&lt;br /&gt;Esta análise deve ser feita de forma inter, multi e transdicplinar desses mesmos processos, de modo que o aplicador do direito consiga realizar seus desejos, anseios e vicissitudes numa determinada realidade jurídica a qual o personagem está envolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço cordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestra Francisco José Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-5916172340578158586?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/5916172340578158586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/realidade-transitiva-dos-processos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5916172340578158586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5916172340578158586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/realidade-transitiva-dos-processos.html' title='REALIDADE TRANSITIVA DOS PROCESSOS HUMANOS'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-2920276056786088507</id><published>2011-11-12T05:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T05:49:45.765-08:00</updated><title type='text'>O DIREITO E O CAMUNDONGO II</title><content type='html'>Como tenho referido em minhas esposições jurídicas, a propósito da parábola "O direito e o camundongo", devo dizer que o público tem compreendido e aceito a relação que se tem feito sobre as pessoas que se revestem da condição de boas, mas na realidade, são ruins, e o artigo, anteriormente escrito, em forma de  parábola, "O direito e o camundongo", tem se revelado, por demais últil para compreender as várais armadilhas que se valem as pessoas, especialmente as ruins, para atender os seus interesses e direitos, em prejuízo dos direitos e interesses de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem atento, seja um bom camundongo, porque os ruins, estão impestiando as cidades e os homens ruins, havidos como "maus camundongos" precisam alterar os seus comportamentos, enquanto é tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço cordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Francisco José Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-2920276056786088507?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/2920276056786088507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/o-direito-e-o-camundongo-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/2920276056786088507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/2920276056786088507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/o-direito-e-o-camundongo-ii.html' title='O DIREITO E O CAMUNDONGO II'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' 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que, contemporaneamente, há que se ter claro que em cada épcoa da vida humana, a propriedade assumiu, um perfil próprio de cada momento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a propriedade ambiental é a evolução do processo humano que se dá na dimensão das relações intersubjetivas e empresárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Estamos estudando a possibilidade de transmissão on line desse evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo a presença e a participação de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço cordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Francisco José Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-6727052712859069044?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/6727052712859069044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/palestra-dia-09-de-dezembro-de-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6727052712859069044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6727052712859069044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/11/palestra-dia-09-de-dezembro-de-2011.html' title='PALESTRA: DIA 09 DE DEZEMBRO DE 2011'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' 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/&gt;&lt;br /&gt;Foi feita também, pelo público presente, várias considerações sobre a realidade do Poder Judiciário brasileiro, em especial, a realidade paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reflexões lançadas no lançamento nos deram a dimensão de que o público está recepcionando muito bem a teoria, e tem entendido o porquê de sua existência, assim como, desejam aplicá-la no caso concreto, especialmente, quando sabem que o seu objetivo final é concretizar a justiça e a paz social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profº. Francisco José Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-5086436008994208334?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/5086436008994208334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/09/lancamento-do-livro-na-ordem-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5086436008994208334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5086436008994208334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/09/lancamento-do-livro-na-ordem-dos.html' title='LANÇAMENTO DO LIVRO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SÃO PAULO'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-4036064500602164423</id><published>2011-07-23T10:59:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T05:50:07.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palestra'/><title type='text'>A EVOLUÇÃO DO DIREITO CONTEMPORÂNIO E A SUA FUNÇÃO SOCIAL</title><content type='html'>Palestra ao vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Francisco José Carvalho&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265" id="flvPlayer"&gt;    &lt;param name="movie" value="http://www.cursopessoal.com.br/hosting/OSplayer.swf" /&gt;&lt;param name="FlashVars" value="&amp;movie=http://www.cursopessoal.com.br/hosting/PALESTRAFLV.flv&amp;fgcolor=0x333333&amp;bgcolor=0x999999"&gt;&lt;embed src="http://www.cursopessoal.com.br/hosting/OSplayer.swf" flashvars="&amp;movie=http://www.cursopessoal.com.br/hosting/PALESTRAFLV.flv&amp;fgcolor=0x333333&amp;bgcolor=0x999999" width="320" height="265" type="application/x-shockwave-flash"&gt;    &lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe enviando sua pergunta no twitter @funcaosocial ou comentando aqui logo abaixo no Blog Função Social do Direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-4036064500602164423?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/4036064500602164423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/evolucao-do-direito-contemporanio-e-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/4036064500602164423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/4036064500602164423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/evolucao-do-direito-contemporanio-e-sua.html' title='A EVOLUÇÃO DO DIREITO CONTEMPORÂNIO E A SUA FUNÇÃO SOCIAL'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-5111544823249957976</id><published>2011-07-22T16:37:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T16:38:37.782-07:00</updated><title type='text'>Anulação de aposentadoria após 5 anos é tema de Repercussão Geral</title><content type='html'>O Supremo Tribunal Federal (STF) deu status de Repercussão Geral a processo que discute se uma aposentadoria concedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) há mais de cinco anos pode ou não ser anulada. No caso concreto, o TCU analisou a legalidade de uma aposentadoria concedida há quase de sete anos e, após facultar ao servidor o direito de contraditório e ampla defesa, constatou irregularidades e declarou a ilegalidade do benefício.&lt;br /&gt;A matéria será apreciada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 636553, de relatoria do ministro Gilmar Mendes. Após reconhecer a existência de Repercussão Geral na matéria, o ministro defendeu a aplicação da jurisprudência do Supremo ao caso. Mas como ele ficou vencido nesse ponto, o recurso será submetido a posterior análise do Plenário.&lt;br /&gt;Em 2010, o Supremo decidiu, por maioria de votos, que o TCU tem cinco anos para fazer o exame da aposentadoria sem a participação do interessado. Ultrapassado esse período, o servidor passa ter o direito de participar do processo lançando mão do contraditório e da ampla defesa. O objetivo é preservar a segurança jurídica.&lt;br /&gt;Alguns ministros, por outro lado, entenderam que, após cinco anos, o TCU perde o direito de avaliar a concessão da aposentadoria. Para eles, deve-se aplicar à hipótese o artigo 54 da Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. O dispositivo determina que a Administração Pública tem até cinco anos para anular atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os destinatários, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.&lt;br /&gt;Uma terceira vertente manifestou-se no sentido de manter o ato do TCU que cassou o benefício.&lt;br /&gt;Segurança jurídica&lt;br /&gt;No recurso que será julgado pelo Plenário, a União contesta decisão do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que impediu a Administração Pública de cassar o ato da aposentadoria, mesmo diante da constatação de irregularidades.&lt;br /&gt;Para o TJ-RS, a Administração Pública deve respeitar o prazo de cinco anos previsto no artigo 54 da Lei 9.784/99 para avaliar a regularidade de ato que concede aposentadoria.&lt;br /&gt;Como a aposentadoria foi concedida há quase sete anos, o ato não poderia ser reavaliado pelo TCU, mesmo que a Administração Pública tenha apontado irregularidade no valor do benefício.&lt;br /&gt;“Ultrapassado o prazo decadencial da norma referida sem que o ato impugnado fosse expurgado do universo jurídico, prevalece a segurança jurídica em detrimento da legalidade da atuação administrativa”, definiu o TJ-RS.&lt;br /&gt;A União, por sua vez, alega que a irregularidade no valor do benefício foi constatada após a concessão provisória da aposentadoria e que o prazo decadencial de cinco anos deve ser contado da data da publicação do ato do TCU que analisa a legalidade da aposentadoria. Isso porque seria a partir desse ato que a aposentadoria passa a ser considerado um direito subjetivo do servidor.&lt;br /&gt;RR/CG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-5111544823249957976?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/5111544823249957976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/anulacao-de-aposentadoria-apos-5-anos-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5111544823249957976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5111544823249957976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/anulacao-de-aposentadoria-apos-5-anos-e.html' title='Anulação de aposentadoria após 5 anos é tema de Repercussão Geral'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-7282201832478562999</id><published>2011-07-22T16:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T16:35:04.482-07:00</updated><title type='text'>Justiça Federal diz que Exame da OAB é inconstitucional</title><content type='html'>Desembargador concede liminar determinando que a OAB inscreva bachareis em direito como advogados &lt;br /&gt;O desembargador Vladimir Souza Carvalho, do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) concedeu liminar determinando que a OAB inscreva bachareis em direito como advogados sem exigir aprovação no Exame Nacional da Ordem. Para o desembargador, a exigência de prova para pessoas com diploma de direito reconhecido pelo MEC é inconstitucional. É primeira decisão de segunda instância que reconhece a inconstitucionalidade do Exame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o desembargador Vladimir Souza Carvalho, relator do caso, o Exame de Ordem é inconstitucional, na medida em que a Carta Magna prevê que "é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Portanto, para o magistrado, não cabe à OAB “exigir do bacharel em ciências jurídicas e sociais, ou, do bacharel em direito, a aprovação em seu exame, para poder ser inscrito em seu quadro, e, evidentemente, poder exercer a profissão de advogado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo a decisão, da forma como está regulamentada a norma atualmente, conferindo poder de decisão à Ordem, faz com que as avaliações realizadas ao longo da graduação percam a validade. “Trata-se de um esforço inútil, pois cabe à OAB e somente a ela dizer quem é ou não advogado”, ressalta Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, no entendimento do desembargador, a advocacia é a única profissão no país em que o estudante, já portando o diploma, necessita se submeter a um exame para poder exercê-la, “circunstância que, já de cara, bate no princípio da isonomia”, observa Carvalho, condição também prevista na legislação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De posse de um título, o bacharel em direito não pode exercer sua profissão. Não é mais estudante, nem estagiário, nem advogado. Ou melhor, pela ótica da OAB, não é nada”, aponta o magistrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Usurpação do poder"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o relator da decisão, a avaliação realizada pelo Conselho da OAB, obrigatória, “não se apresenta como devida, por representar uma usurpação de poder, que só é inerente a instituição de ensino superior”. Carvalho alega que somente a Presidência da República pode regulamentar, privativamente, a lei – o que, portanto, não deve ser de responsabilidade do Conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator ainda argumenta que o STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu a repercussão geral em um recurso extraordinário (RE 603.583-RS) que discute a constitucionalidade do Exame de Ordem para o ingresso no quadro de advogados da OAB. Segundo ele, “em breve, haverá uma solução definitiva para a questão”. &lt;br /&gt;Fonte: Última Instância - UOL (http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=219053&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-7282201832478562999?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/7282201832478562999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/justica-federal-diz-que-exame-da-oab-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7282201832478562999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7282201832478562999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/justica-federal-diz-que-exame-da-oab-e.html' title='Justiça Federal diz que Exame da OAB é inconstitucional'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-5460785133361151870</id><published>2011-07-18T16:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T16:40:04.965-07:00</updated><title type='text'>Fenômeno jurídico funcional estruturante</title><content type='html'>O direito enquanto ciência sofre a influência de todas as espécies de processos humanos existentes em sociedade, daí dizer que não há como compreender a evolução do direito sem levar em consideração esses dados presentes na realidade da pessoa humana. São eles os processos políticos, sociais, econômicos, culturais (ideológicos, filosóficos, religiosos) e jurídicos sob os quais incidem a regra jurídica.&lt;br /&gt;A regra de direito surge e incide necessariamente nesses processos humanos, exigindo dos personagens que vivem em sociedade a adoção de posturas (positivas ou negativas) tendendes a observar, atender, cumprir, desempenhar e exercer o conteúdo das normas jurídicas, ou seja, aquilo que elas disciplinam, regulam e exigem dos atores sociais.&lt;br /&gt;Nessa dinâmica, qualquer ação humana ou acontecimento humano é capaz de produzir efeitos jurídicos no âmbito das pessoas que por sua vez são regulados pelo direito.&lt;br /&gt;Fenômeno jurídico é o acontecimento natural ou humano do qual resulta efeitos no âmbito da esfera jurídica de determinada pessoa ou grupos de pessoas.&lt;br /&gt;Esse fenômeno jurídico se dá numa ou mais realidades do mundo da natureza, da qual participam as coisas, os bens, os objetos, as pessoas, os indivíduos, os cidadãos e, portanto, a pessoa humana. &lt;br /&gt;Ao afirmamos que o fenômeno jurídico atual é um fenômeno jurídico funcional estruturante queremos em realidade afirmar que esse fenômeno, precisamente, o fenômeno jurídico é aquele que exige a participação de todos os dados presentes na natureza da pessoa humana. &lt;br /&gt;Todos os dados que corroboram para que haja a manifestação da regra de direito são absolutamente necessários para a criação da regra de direito.&lt;br /&gt;É preciso ter claro que a regra de direito surge em decorrência de uma realidade social e política, mas também econômica, e a depender daquilo que está envolvido no interagir da sociedade, pode ser que haja uma inserção de ordem religiosa a exigir a tutela do Estado.&lt;br /&gt;Participam também no processo de criação da regra de direito os processos culturais que são a própria ideologia de um ou vários grupos sociais, a matriz filosófica, ou seja, a compreensão dos acontecimentos sociais que os inspirou e os dados morais que estão relacionados à religião.&lt;br /&gt;O fenômeno jurídico que exige a manifestação e a presença de todos os processos é um fenômeno jurídico funcional estruturante que depende de todos os dados da realidade sob o qual incide a regra de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço cordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco José Carvalho&lt;br /&gt;Mestre em Função Social do Direito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-5460785133361151870?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/5460785133361151870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/fenomeno-juridico-funcional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5460785133361151870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/5460785133361151870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/fenomeno-juridico-funcional.html' title='Fenômeno jurídico funcional estruturante'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-6544763290649699135</id><published>2011-07-11T16:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T16:44:35.450-07:00</updated><title type='text'>Video da entrevista do Coronel Ricardo Jacob com Dr. Francisco Jose a respeito do Livro - "Teoria da Função Social do Direito"</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/cMWf-hgJNzg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/cMWf-hgJNzg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-6544763290649699135?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/6544763290649699135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/video-da-entrevista-do-coronel-ricardo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6544763290649699135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6544763290649699135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/07/video-da-entrevista-do-coronel-ricardo.html' title='Video da entrevista do Coronel Ricardo Jacob com Dr. Francisco Jose a respeito do Livro - &quot;Teoria da Função Social do Direito&quot;'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cMWf-hgJNzg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-7834460630860439999</id><published>2011-06-30T14:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T14:59:30.371-07:00</updated><title type='text'>OPINIÃO DO PROFESSOR ARRUDA ALVIM SOBRE A OBRA TEORIA DA FUNÇÃO SOCIAL DO DIREITO</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De acordo com&amp;nbsp;o notável Professor Arruda&amp;nbsp;Alvim: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Trata-se de uma teoria instigante, explorada em diversos planos: o da Constituição brasileira vigente (CF/1988), o dos direitos de propriedade e contratual, o plano das políticas públicas e o da interpretação da norma jurídica (capítulos V a IX). A tais perspectivas, o autor acrescenta a da “universalização da função social do direito” (capítulo X), expressão de que se utiliza para demonstrar que todos os institutos jurídicos estão pautados por este princípio estruturante&lt;/strong&gt;".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E continua o jurista:&lt;strong&gt; &lt;em&gt;A leitura é convidativa e as ideias expostas são, certamente, inovadoras. Razão suficiente para louvarmos a iniciativa do autor e da editora Juruá em divulgar teoria igualmente digna de congratulações, que ocupará lugar de destaque no debate sobre as teorias do direito e da norma jurídica"&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 70.9pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;strong&gt;Do prefácio à obra do autor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-7834460630860439999?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/7834460630860439999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/opiniao-do-professor-arruda-alvim-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7834460630860439999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7834460630860439999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/opiniao-do-professor-arruda-alvim-sobre.html' title='OPINIÃO DO PROFESSOR ARRUDA ALVIM SOBRE A OBRA TEORIA DA FUNÇÃO SOCIAL DO DIREITO'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-6586949661932561654</id><published>2011-06-30T14:35:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T14:32:59.616-07:00</updated><title type='text'>Delineamentos da Obra Teoria da Função Social do Direito</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A obra Teoria da Função Social do Direito se constitui na mais moderna teoria do Direito Contemporâneo. Por meio dela o autor desenvolveu um novo método de investigação do fenômeno jurídico, a partir da análise dos fenômenos sociais, dos valores, bens e direitos consagrados no ordenamento jurídico. E ainda, o autor, além de desenvolver cientificamente essa teoria, leva em consideração que é possível resolver os conflitos sociais a partir da análise dos conflitos emergentes, tendo por referência a função social como princípio estruturante de todo o ordenamento jurídico. Com isso, o autor pretende fornecer elementos para todos os operadores do direito solucionar os conflitos, tanto na esfera judicial como na extrajudicial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mas não é só, o autor ainda elaborou um novo método de interpretação do fenômeno jurídico, fornecendo elementos de cognição para a aplicação, efetivação e concretização dos direitos mais elementares da pessoa humana e de todos os envolvidos em demandas judiciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A teoria da função social do direito é fruto das pesquisas que o autor desenvolveu no mestrado e também e, com louvor, após ser declarado Mestre em Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mas não é só. O autor investigou no cenário jurídico a compreensão da terminologia função e função social e descobriu que na realidade o tratamento&amp;nbsp; atribuído a essas terminologias se apresentam em certa medida e escala equivocados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Na realidade o autor foi buscar ao longo da história os fundamentos para a existência da função social do direito e encontrou como principais referências a filosofia judaico Cristã, a quem confere grande valor para conceber a teoria que ora apresenta a comunidade jurídica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O autor investigou a ação humana na sociedade e descobriu que a função social do direito é da natureza humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O Mestre Francisco José Carvalho investiga na obra os denominados valores, bens, princípios e direitos contemporâneos e os concebe na chamada trasitividade dos processos humanos para a partir deles apresentar ao universo jurídico uma nova forma e método de solução dos conflitos, a qual denomina de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Hermenêutica Funcional Estruturante”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Delineamentos necessários (pelo próprio autor)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A função social do direito é um tema corrente na literatura jurídica. Mas muitos tem explorado esse tema ao lado das questões concernentes à propreidade, ao contrato e a empresa, entre outros. Mas, muito pouco tem sido dito sobre a &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Função Social do Direito"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, enquanto teoria científica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Para suprir essa lacuna na doutrina nacional, elaboramos essa teoria não apenas como mais um dado doutrinal, mas uma verdadeira ferramenta de análise e solução dos conflitos em todas as esferas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 2; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito como princípio estruturante do ordenamento jurídico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é um principio estruturante do ordenamento jurídico e encontra sede ao longo da historia do homem na terra, desde os tempos mais remotos, assumindo em cada período, os contornos próprios do modelo político, econômico, cultural e jurídico de cada sociedade humana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Desde o momento em que a sociedade politicamente organizada criou a regra de direito para ela se submeter, isto é reger as relações sociais, essas mesmas regras objetivaram e objetivam alcançar uma finalidade, uma função predisposta em suas estruturas dogmáticas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não há função social da propriedade, do contrato, da empresa ou de qualquer outro instituto de direito publico ou privado, coletivo ou difuso, sem que se conceba essas funções sociais a partir da concepção de função social do direito que é quem fornece as bases metodológicos científicas para as instituições jurídicas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é o fim comum que a norma jurídica deve atender dentro de um ambiente que viabilize a paz social.”&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; (...) O direito sempre teve uma função social. A norma jurídica e criada para reger relações jurídicas, e nisso, a disciplina da norma deve alcançar o fim para o qual foi criada. Se ela não atinge o seu desiderato não há como disciplinar as relações jurídicas, e, portanto, não cumpre sua função, seu objeto&lt;b&gt;”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O processo social europeu do século XIX&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O crescimento econômico da indústria européia, ao lado da ausência de proteção aos direitos dos trabalhadores causou profundas tensões sociais. As massas de trabalhadores não tinham proteção alguma. Eram vítimas de pesadas jornadas de trabalho que reduziam a idade média de vida, crianças começavam a trabalhar muito cedo e os adultos chegavam à morte com uma idade muito baixa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Essa realidade permitiu o surgimento de várias correntes filosóficas para debater a situação dos trabalhadores, que não tinham seus direitos atendidos, entre eles, a aquisição da propriedade privada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A principal corrente filosófica desse período foi a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;“Doutrina da Função Social da Igreja Católica”&lt;/b&gt;, que por meio da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rerum Novarum&lt;/i&gt;, fez uma profunda reflexão da causa social e convocou todos os seguimentos da estrutura da sociedade para refletir a questão operária, a fim de buscar a solução dos conflitos entre trabalhadores e os patrões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A evolução do direito no século XX&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;No século XX, novos valores sociais são recepcionados como resultados dos processos enfrentados pelas lutas trabalhistas. Esses valores são os condicionadores da funcionalização do direito, que tem como princípios norteadores: a socialidade, eticidade, solidariedade, cooperação, a fraternidade e o bem comum, que devem conduzir à paz e a justiça social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Esses princípios norteadores se consolidaram no plano normativo com a Constituição do México de 1917 e a Constituição da Alemanha de 1919. Com efeito, com essas duas constituições, o direito, em especial o direito material passou a ser interpretado à luz dessas diretivas sob as quais foi construída a figura jurídica da função social do direito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito no século XX e XXI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é o resultado da evolução normativa que deitou raízes já no século XX, fruto das lutas sociais dos séculos XVIII e XIX e que encontraram após a Segunda Guerra Mundial, o terreno fértil para se concretizar nas legislações do mundo ocidental.&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Função social do direito é o conteúdo da norma jurídica. A função social de determinada norma é alcançar o fim almejado pelo legislador, dentro de uma perspectiva potencialmente valorativa. Se o comportamento humano é delineado pela norma, então a disciplina inscrita no texto normativo deve alcançar o fim almejado pela tutela do Estado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Cabe ao órgão legislativo, por meio da produção da lei, empreender o comando que a norma deve alcançar. A norma deve traçar os fins almejados por quem as criou, bem como, disciplinar as relações jurídicas, estabelecendo direitos e obrigações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Quando uma norma produz os efeitos que dela se espera, se pode dizer que ela cumpriu sua função normativa, apaziguando os conflitos que ela almejou disciplinar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é o fim comum a que a norma jurídica deve atender dentro de um ambiente que viabilize a paz social. Nisso, há que se ter presente que não há norma jurídica puramente individual, na medida em que ela regula relações humanas, sejam relações puramente de direito privado, relações de ordem pública, coletivas e/ou difusas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Objetivo da função social do direito&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Por meio da função social do direito, o legislador objetiva humanizar as relações jurídicas, adotando novos valores que o mundo, em especial, o mundo ocidental, adotou com a evolução dos processos sociológicos e dos anseios das camadas sociais de alcançar melhores dias, pondo fim aos valores individualistas que presidiram os séculos XVII ao XIX e parte do século XX. Nesse processo de humanização, é vedado ao homem obter vantagens em descompasso com os comandos normativos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O direito sempre teve uma função social. A norma jurídica é criada para reger relações jurídicas, e nisso, a disciplina da norma deve alcançar o fim para o qual foi criada. Se ela não atinge o seu desiderato não há como disciplinar as relações jurídicas, e, portanto, não cumpre sua função, o seu objeto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;Mais do que nunca, deve se dizer que a função social do direito é harmonizar os direitos e garantias do homem e do cidadão ao lado da criação de instrumentos de políticas públicas que permitam que esses direitos e garantias se efetivem no plano fático. Vale dizer, é a efetivação dos direitos que permite ao homem, ao cidadão, a empresa e o empresário alcançar do Estado, da sociedade e do mundo em que vivem as condições necessárias para se desenvolver e disseminar seus projetos, anseios e vicissitudes num ambiente capaz de tornar útil os predicados da justiça e da paz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social dos direitos nas constituições contemporâneas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito está arraigada nos textos normativos das constituições do mundo contemporâneo, em especial, do mundo ocidental. A função social do direito é a marca do novo constitucionalismo. Esse processo se deve à nova ordem social, política e ideológica, gestada após a Primeira Guerra Mundial, cujo marco inovador foi as Constituições do México e da Alemanha, antes referidas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Nos moldes contemporâneos, a função social do direito é o resultado da evolução normativa que deitou raízes no século XX, fruto das lutas sociais dos séculos XVII, XVIII e XIX e encontrou após a Segunda Guerra Mundial, o terreno fértil para se concretizar nas legislações do mundo a fora.&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Uma nova forma de pensar o direito a partir de sua função social&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;No estágio atual em que se encontra a sociedade contemporânea é preciso que operador do direito reveja seus conhecimentos, suas idéias, seus matizes, em fim, suas convicções e avalie sua postura no ordenamento jurídico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É preciso que o advogado, o jurista, o intérprete e o aplicador do direito faça uma reflexão do ordenamento jurídico a partir de sua função social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O fundamento da função social do direito &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Compreendemos que a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Função Social do Direito”&lt;/i&gt; é uma Teoria de Direito não apenas contemporânea, mas que encontra sede em toda a história do homem na Terra. Resulta dessa nossa afirmação que a “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Função Social do Direito”&lt;/i&gt; encontra sede no próprio fundamento do direito que é regular as relações humanas, buscando harmonizar o convívio social e tornar possível a vida do grupo social numa ambiência onde sejam celebradas a paz e a justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O surgimento da “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Teoria do Estado Social do Direito”&lt;/i&gt; ao lado da compreensão de que a propriedade deve ser assegurada, mas seu titular se obriga a adotar medidas condizentes com a razão da própria existência da coisa, permite uma releitura no perfil do direito de propriedade, como a função social do contrato, a função social da empresa e também de todos os outros institutos existentes no ordenamento jurídico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito como valor jurídico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é um valor jurídico construído a partir das lutas e conquistas sociais do homem nas várias fases da história da humanidade. Em cada fase da história humana ela representou e enfocou um sentido peculiar. Esse princípio jurídico é ordenador dos bens, dos valores, dos direitos, dos deveres, do agir e do gerir os consectários de uma vida cada vez melhor do cidadão, numa dinâmica que empreenda instrumentos para efetivar o princípio da dignidade da pessoa humana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A função social do direito é um valor que pré-existe ao mandamento da lei. Ela representa um sentido peculiar do homem de ver o mundo ordenado pela paz, num ambiente harmônico, equilibrado e justo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A teoria da função social do direito e a solução dos conflitos social&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A teoria da função social do direito tem como um de seus matizes ser um&amp;nbsp; instrumento hermenêutico de interpretação e de aplicação do direito. Por meio &amp;nbsp;dela, o autor tem claro que todo o direito lesado ou ameaçado de lesão será &amp;nbsp;deferido pela autoridade judiciária, pois para conceber essa teoria o autor buscou &amp;nbsp;fundamento em duas ordens: a ordem eterna que é a ordem de Deus e a ordem humana que é a ordem estruturante do Estado&amp;nbsp; Social de Direito Funcional Estruturante. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Qualquer operador do direito que encontra dificuldades na solução dos conflitos judiciais e na efetivação do bem da vida de seu cliente encontra na teoria da função social do direito o norte seguro para solucionar o conflito e ainda para efetivar esse direito no caso concreto, bastando se valer da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Hermenêutica Funcional Estruturante”&lt;/i&gt; e do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Silogismo Funcional Estruturante”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;Um abraço cordial&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Francisco José Carvalho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mestre em Função Social do Direito&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-6586949661932561654?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/6586949661932561654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/delineamentos-da-obra-teoria-da-funcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6586949661932561654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6586949661932561654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/delineamentos-da-obra-teoria-da-funcao.html' title='Delineamentos da Obra Teoria da Função Social do Direito'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-7415051518489615330</id><published>2011-06-29T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T13:43:53.343-07:00</updated><title type='text'>PELUSO DEFENDE CONCILIAÇÃO COMO ALTERNATIVA PARA A SOLUÇAÕ DE CONFLITOS</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Terça-feira, 28 de junho de 2011 &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Ao abrir o Seminário sobre Mediação e Conciliação de Conflitos Judiciais hoje (28), em São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, afirmou que a noção de acesso à Justiça já não pode limitar-se ao ingresso no sistema oficial da chamada solução adjudicada de conflitos, ou seja, o Poder Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;De acordo com ele, esse acesso deve significar, para o interessado, a possibilidade de estar diante do juiz, de dialogar com ele e&amp;nbsp;apresentar diretamente os seus argumentos e, com isso, propiciar uma maior integração das partes na solução dos conflitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;“Em outras palavras, é preciso difundir a cultura da conciliação e torná-la, como via alternativa ao jurisdicionado, um instrumento à disposição do Poder Judiciário na indelegável tarefa substantiva de pacificador social”, disse.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, Peluso ressaltou a importância da realização do seminário, que ocorre hoje e amanhã (28 e 29) no auditório da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). “Tenho certeza de que esse evento reforçará minha convicção de que esses mecanismos consensuais de solução de conflitos constituem missão que deve ser conhecida por todos aqueles que se preocupam com o futuro do Poder Judiciário e da democracia do século 21”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Judicialização&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Ao dar início aos trabalhos do seminário, o ministro destacou que as sociedades contemporâneas compartilham a experiência da expansão crescente da judicialização dos conflitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;“Em todos os continentes desse nosso mundo, cada vez mais globalizado, tribunais e juízes, independentemente da sua história, tradição jurídica e sistemas normativos particulares, enfrentam no dia a dia, sem perspectiva de resposta pronta e eficiente, um número cada vez mais expansivo de novos processos e ações judiciais”, ressaltou o presidente ao lembrar que esse&amp;nbsp; fenômeno enseja duas leituras distintas, sendo uma positiva, pois demonstra a confiança dos cidadãos na Justiça como uma instituição pacificadora de conflitos sociais, e outra negativa, uma vez que o grande volume de processos ameaça a eficácia do funcionamento dessa mesma Justiça e pode levar, a longo prazo, a uma perigosa desconfiança em relação ao Poder Judiciário e, consequentemente, ao próprio Estado de Direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Prioridades da gestão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;O ministro Peluso lembrou que em seu discurso de posse como presidente do STF e do CNJ, há pouco mais de um ano, assumiu como uma das prioridades de sua gestão a valorização da missão básica da magistratura e do Poder Judiciário. “Ou seja, a defesa dos direitos do cidadão e destinatário último de qualquer prestação jurisdicional digna desse nome. Esse objetivo tem sido perseguido por meio de duas vertentes complementares: a ampliação do acesso da maioria da população brasileira à Justiça e o combate à morosidade dos processos da minoria que hoje recorre ao Judiciário para a solução de conflitos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Lembrou ainda que a conciliação tem merecido sua atenção ao longo de toda a carreira, pois desde quando assumiu a função de juiz titular da 7ª Vara de Família e Sucessões de São Paulo defende, entre outras medidas, a transformação dos métodos alternativos de resolução de conflitos em instrumentos de atuação específica do Poder Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;“Com esse propósito, integrei grupos de magistrados, psicólogos, psicanalistas, assistentes sociais e advogados, que, a exemplo de experiências levadas a cabo em outros países, deu os primeiros passos na tentativa de criar, sobretudo no âmbito do Judiciário paulista, uma cultura do transcendente valor do uso rotineiro desses métodos de pacificação social”, recordou.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Na opinião do ministro Peluso, os mecanismos de mediação e conciliação precisam ser integrados ao trabalho diário dos magistrados como canais alternativos de exercício da função jurisdicional, concebido nos seus mais elevados termos, e não podem ser encarados como ferramentas estranhas à atividade jurisdicional e, muito menos, como atividade profissional subalterna.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;“Os magistrados devem entender que conciliar é tarefa tão ou mais essencial e nobre que dirigir processos ou expedir sentenças. É imperioso que o Judiciário coloque à disposição da sociedade outros modos de resolução de disputas além do meio tradicional de produção de sentenças, muitas vezes lento e custoso sob o ponto de vista material e psicológico, e quase sempre de resultados nulos do plano das lides sociológicas subjacentes às lides processuais”, defendeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Acrescentou também que parece frutífero tentar resolver os conflitos de um modo pacífico mediante consciências que nascem do diálogo e das disposições dos próprios interessados, sujeitos e senhores das disputas.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Resolução 125/2011&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Foi com base nessa visão do problema, de acordo com Peluso, que o CNJ aprovou no ano passado a Resolução 125, que criou as bases de implantação de uma política nacional de conciliação. São basicamente dois objetivos a serem perseguidos. Em primeiro lugar firmar entre os profissionais do Direito entendimento de que para os agentes sociais é mais importante prevenir e chegar a uma solução rápida para os litígios do que ter de recorrer sempre ao Judiciário, cada vez mais sobrecarregado pelo excesso de processos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, oferecer instrumentos de apoio aos tribunais para instalação de núcleos de mediação e conciliação que, certamente, terão forte impacto sobre a quantidade excessiva de processos apresentados àquelas Cortes.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Esses núcleos devem funcionar como centros para atender cidadãos que buscam as soluções de seus conflitos dirigindo-os para a conciliação e mediação pré-processuais ou em processos já iniciados e, até mesmo, conduzindo-os ao órgão competente se a questão estiver fora da atribuição dos centros ou da própria Justiça da qual façam parte. Para isso, os núcleos deverão ser como órgãos administrativos dos tribunais com a função de supervisão das atividades relacionadas aos métodos consensuais de solução de conflitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Programação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Durante todo o seminário, magistrados, conselheiros do CNJ, acadêmicos e representantes de diversas entidades vão discutir práticas para a conciliação e mediação de conflitos com o objetivo de estruturar uma política judiciária nacional de pacificação.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Leia a &lt;a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/FAAPconciliacao.pdf"&gt;íntegra do discurso&lt;/a&gt; do ministro Cezar Peluso.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;CM/CG&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Confira a &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/component/content/article?id=14746"&gt;programação&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western"&gt;Fonte :http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=182850&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-7415051518489615330?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/7415051518489615330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/peluso-defende-conciliacao-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7415051518489615330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7415051518489615330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/peluso-defende-conciliacao-como.html' title='PELUSO DEFENDE CONCILIAÇÃO COMO ALTERNATIVA PARA A SOLUÇAÕ DE CONFLITOS'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-2829666029827460723</id><published>2011-06-28T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T13:31:59.749-07:00</updated><title type='text'>A FUNÇÃO SOCIAL NO CÓDIGO CIVIL</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;29/06/2011.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Função social do direito é categoria programática de&amp;nbsp;ação que tem por escopo cumprir o catálogo de valores, bens e direitos presentes na ordem jurídica".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A função social como temos defendido em nossa teoria da função social do direito está contida em todo o ordenamento jurídico, de modo que no Código Civil de 2002, ela se apresenta de modo muito peculiar, porquanto ela tem entre outras finalidades, a&amp;nbsp;de permitir que as relações jurídicas intersubjetivas de deêm de modo probas, de boa-fé, e sem o intuito de causar qualquer dano a outrem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso, temos que ter claro que o conteúdo das relações civis devem ser norteadas pelo catálogo de valores, bens e direitos concebidos pela ordem jurídica, mas precisamente, a ordem jurídica constitucional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;um equívoco considerar a existência da função social como um princípio jurídico afeta&amp;nbsp;à propriedade e ao conrtrato apenas, pois, ela participa de modo peculair nesses dois institutos, mas antes porém, é preciso compreender que sua sede é a cultura humana ao longo dos tempos, e não a matriz da instituição jurídica da propreidade e&amp;nbsp;do contrato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto,&amp;nbsp;deve-se compreender a função social e a função social do direito como categorias programáticas de ação, e não meramente princípio jurídico, pois do que vale haver princípio se este não for observado, cumprido e atendido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todas as dimenssões do Código Civil de 2002 está presente a função social do direito para realizar o plano dogmático contido na instituição jurídica, valendo dizer que sem essa compreensão ampla, dinâmica, transitiva e difusa&amp;nbsp;inviável falar-se em função social e função social do direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;﻿Um abraço cordial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Francisco José Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Mestre em Função Social do Direito&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-2829666029827460723?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/2829666029827460723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/funcao-social-no-codigo-civil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/2829666029827460723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/2829666029827460723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/funcao-social-no-codigo-civil.html' title='A FUNÇÃO SOCIAL NO CÓDIGO CIVIL'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-7133054646711547020</id><published>2011-06-27T19:57:00.001-07:00</published><updated>2011-06-27T20:05:27.747-07:00</updated><title type='text'>RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</title><content type='html'>&lt;h2 align="right" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: normal; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-theme-font: major-fareast; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-theme-font: major-fareast;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: normal; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;30/06/2006&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;24/04/2011&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;28/06/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 8cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Sumário: 1. Introdução - 2. Responsabilidade civil ambiental - 3. Dano ambiental - 4. Espécies de danos ambientais - 5. Sujeitos da responsabilidade civil ambiental - 6. Fundamento da responsabilidade civil ambiental - 7. Atividade de risco - 8. Riscos ambientais - 9. Espécies de atividades de risco - 10. Procedimentos adotados em riscos ambientais - 11. Gestão dos riscos ambientais- 12. Avaliação de riscos ambientais- 13. Resultados produzidos pela avaliação dos riscos ambientais -14. Etapas de avaliação de riscos -15. Os riscos ambientais e o dever de indenizar -16. Instrumento de combate aos riscos ambientais - 17. O papel da ação civil pública nos riscos ambientais - 18. Do fundo de reparação do meio ambiente -19. Conclusões articuladas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 8cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;1. Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Desde os tempos mais remotos da cultura humana houve grande preocupação em se punir a ação daquele que, em detrimento do direito de outrem, agiu sem cautela e cuidados devidos, causando em razão de sua ação ou omissão, um dano a outrem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De fato, a responsabilidade civil, se não é o maior de todos os institutos existentes no âmbito do direito, é sem dúvida, aquele que mais tem apaixonado o operador do direito. É nela que vamos encontrar a origem, a fonte de vários outros institutos que se entrelaçam, dando suporte a defesa dos interesses que surgem entre os vários grupos sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O instituto da responsabilidade civil evolui com o passar dos tempos. Da conhecida vingança privada, ganhou força e passou, com a evolução do próprio direito, a tutelar o interesse das camadas sociais, não mais apenando o devedor com o seu próprio corpo, mas com o seu patrimônio. É chegada a vez da justiça distributiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Assim, historicamente se conhecem várias fases pelas quais a responsabilidade civil encontra fundamento. Com efeito, podemos assim dividí-la:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;a) fase da vingança privada – a vítima dos danos reprimia a ofensa recebida imprimindo no agressor, igual ofensa, como forma de reparar os danos que sofria em razão da conduta deflagrada, (responsabilidade objetiva);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;b) fase da composição – a vítima dos danos tinha a seu favor a atuação do Estado que exigia mediante ação contra o agressor uma soma em dinheiro que representava a reparação pelas ofensas recebidas pela vítima, e a&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;c) fase da responsabilidade subjetiva&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- nesta, também por atuação do Estado, em razão da proclamação da “Lex Aquilia de Damno”,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o agressor era punido pela ação geradora de dano à vítima, indagando-se das razões motivadoras da conduta geradora de prejuízo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Claro que além destas três fases colacionadas, ocorreram outras que certamente foram marcas determinantes da evolução do próprio direito, como é o caso, por exemplo, do surgimento da teoria da responsabilidade civil objetiva sem culpa, após as revoluções francesa e industrial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;É esta última forma de responsabilidade que nos interessa para o presente artigo, e sobre a qual passaremos a nos debruçar brevemente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Com a evolução destas fases da responsabilidade civil, o próprio instituto evoluiu, sendo que novos campos de atuação igualmente surgiram, passando o direito a regulamentar os efeitos dela decorrentes, como é o caso, da responsabilidade civil decorrente dos riscos ambientais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A proposta do presente artigo é estabelecer o fundamento jurídico decorrente da atividade geradora de riscos ambientais, e bem assim apontar o instrumento de defesa do meio ambiente quando um dano ocorrer ou estiver na iminência de ser deflagrado.&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;2. Responsabilidade civil ambiental&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A forma de responsabilização daquele que ofende o meio ambiente é diferente da reparação de outros bens da vida, porque o dano neste caso ofende uma categoria de direitos diferenciada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O bem atingido é de natureza difusa, cuja titularidade é a comunidade indeterminada de pessoas. Nestas circunstâncias, o bem tutelado denomina-se bem ambiental e sua natureza é difusa, pertencendo à coletividade e não exclusivamente a um indivíduo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A reparação ambiental decorrente de lesão ao meio ambiente, por tratar-se de bem difuso, se torna difícil, exatamente porque é categoria diferenciada de bem, ao contrário do bem individual, cuja reparação é possível ser estimada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/81) traz duas formas de reparação ambiental, quais&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sejam, a)&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a reparação e b) a recuperação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;No caso da reparação, verifica-se a abrangência dos bens patrimoniais e extrapatrimoniais. A reparação patrimonial é possível desde que o pretendente demonstre e quantifique quais foram os danos causados. Já a reparação do danos extrapatrimoniais é mais difícil, pois esta depende da exteriorização do valor dos bens ambientais lesados para a coletividade, ficando,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a nosso ver, a cargo do juiz a fixação do &lt;i&gt;quantum&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Tratando-se da recuperação verifica-se que esta é a forma mais difícil de recomposição do bem jurídico lesado, já que restabelecer o meio ambiente ao &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; &lt;i&gt;ante&lt;/i&gt; seria o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;mesmo que admitir que o dano não ocorreu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A responsabilidade civil ambiental é objetiva porque decorre de mandamento legal, e não de interpretação doutrinária ou jurisprudencial. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 117pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;3. Dano ambiental&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;No passado, ainda que de modo muito tímido, havia preocupação em reparar os danos ambientais. De acordo com Antonio Herman Benjamin, tal fenômeno deve-se a motivações&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“1) funcionais (a tradicional visão da responsabilidade civil como instrumento &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;post factum&lt;/i&gt;, destinado à reparação e não à prevenção de danos; 2) técnicas (inadaptabilidade do instituto à complexidade do dano ambiental, exigindo, por exemplo, um dano atual, autor e vítima claramente identificados, comportamento culposo e nexo causal estritamente determinado); 3) éticas (na hipótese de terminar em indenização, sendo impossível a reconstituição do bem lesado – a responsabilidade civil obriga, em última análise, a agregar-se um frio valor monetário à natureza, comercializando-a como tal)”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Todavia, como se verá adiante, a proteção do meio ambiente não se dava de modo difusa, co,mo a que hoje temos, sendo certo que a proteção está voltada, na imensa maioria das vezes, por meio de ações de reparação de danos individuais, ou por meio de instrumentos processuais que não estavam devidamente consolidados ou que não representavam o instrumento adequado, como foi o caso do manejo da ação popular visando repelira ação ilícita contra o meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;De outro lado, é certo que foi a partir da década de 80, que a preocupação em se reparar os danos ambientais e evitar a ocorrência de prejuízos ao meio ambiente, foi possível a adoção de uma política pública voltada para a tutela do meio ambiente. Essa Política pública de tutela do meio ambiente se notabilizou no cenário nacional por meio da Lei 6936/81 (Lei de Política Nacional do Meio Ambiente).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esse novo sistema legal disciplina a política tendente a prevenir e a reparar os danos ambientais. No entanto, esse modelo legislativo não trouxe o conceito de dano ambiental, tarefa essa lograda aos doutrinadores, que certamente tem na experiência do Direito Privado, os elementos norteadores para se buscar um conceito que se adapte a realidade do meio ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Dano ambiental é a ofensa aos direitos da comunidade a ter um meio ambiente ecologicamente equilibrado, livre de poluição e de degradação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para responsabilizar o agente poluidor e degradador ambiental basta provar a existência da fonte poluidora ou degradadora, o nexo de causalidade e o dano. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Havendo ofensa ao meio ambiente se aplica a teoria da responsabilidade civil objetiva ou do risco da atividade, ou seja, o dano ambiental deve ser reparado por quem o provocou, independente da existência de culpa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Assim dispõe o art. 14, § 1º da Lei 6.938/81: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Não há causa de irresponsabilidade civil ambiental, sendo, pois, irrelevante a existência de caso fortuito ou de motivo de força maior, como causas excludentes do dever de reparar o dano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Em sede de proteção ao meio ambiente, aplica-se a teoria do risco da atividade, onde a obrigação de indenizar independe do elemento subjetivo da conduta ou da atividade do agente, pois este deve assumir todos os riscos inerentes à sua atividade. Não importa se o dano foi causado por forças da natureza, falhas humanas ou se decorrente de obra do acaso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;4. Espécies de danos ambientais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para nós, em se tratando de meio ambiente, duas são as formas ou espécies de danos ambientais existentes: a) dano ambiental atual e b) dano ambiental diferido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Dano ambiental atual é aquele que surge no exato momento em que deflagrada a atividade, emerge suas conseqüências, ou seja, a violação ao meio ambiente com a produção de resultados danosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Por sua vez, o dano ambiental diferido é aquele que uma vez ocorrido, torna impossível o estabelecimento do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; ao ambiente atingido, causando um gravame tal, que ele se prolonga no tempo para as futuras gerações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;5. Sujeitos da responsabilidade civil ambiental&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Sujeitos responsáveis pelo dano ambiental são quaisquer pessoas que exerçam atividade de empreendimento industrial, fabril ou de qualquer natureza e, que no exercício desta atividade colocam em risco o bem ambiental, poluindo-o ou degradando-º&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A lei ambiental (Lei 6.938/81) pune todo e qualquer poluidor, seja ela pessoa física ou jurídica. Logo são eles os sujeitos ativos da responsabilidade civil ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Mas, deve-se ter presente também que a Administração Pública pode também figurar como pessoa jurídica capaz de provocar danos ao meio ambiente. Para isso, basta no exercício de suas atividades, empreender atividades de risco tendente a causar dano ou a colocar em risco o meio ambiente. Exemplo clássico disso é a Petrobrás, que desempenha atividade altamente lucrativa de bombeamento de petróleo. Essa atividade além de ser de um risco extraordinário é altamente poluente, devendo por isso ser responsabilizada quando causar danos ao sistema ecológico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O Sujeito passivo da responsabilidade civil ambiental pode ser apenas um indivíduo. Entretanto, se o dano ao meio ambiente atinge uma categoria indeterminada de pessoas, sujeito passivo será a coletividade que sofre com a degradação ambiental, nos exatos termos do art. 225, &lt;i&gt;caput&lt;/i&gt; da Constituição Federal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: list 72.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;6. Fundamento da responsabilidade civil ambiental&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O direito positivo brasileiro quando trata de meio ambiente, consagra a teoria da responsabilidade civil objetiva, com supedâneo no art. 14, § 1º da Lei nº 6.938, de 1.981, que estabelece: &lt;i&gt;"Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade.......”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Após a edição dessa lei, sobreveio a Constituição Federal em 1.988,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;recepcionando esta teoria no art. 225, § 3º, ao estabelecer que: “&lt;i&gt;As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Processualmente, foi promulgada em 24 de julho de &lt;metricconverter productid="1.985, a" w:st="on"&gt;1.985, a&lt;/metricconverter&gt; Lei 7.347, que trata da tutela processual do meio ambiente, disciplinando a ação de responsabilidade civil por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, etc. (art. 1º, e incisos).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Mais tarde, em 2.002, foi promulgado o novo Código Civil que estabelece dispositivo inovador em nosso sistema jurídico, disciplinando no art. 927, parágrafo único, a teoria do risco da atividade em decorrência do risco normalmente causado pelo empreendedor da atividade econômica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Com todos estes instrumentos legais protegendo o meio ambiente não há lugar para se falar em culpa quando tratamos de meio ambiente lesado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A culpa é elemento indispensável da responsabilidade civil subjetiva, traduzindo-se na incúria, na ausência do dever de cuidado, esmero e cautelas para com a atividade econômica que desempenha o empresário, o industrial, etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Em sede de proteção ao meio ambiente, se vingasse a teoria da responsabilidade civil subjetiva, a vítima do dano, seja o particular ou a coletividade, precisaria provar que o empreendedor da atividade agiu sem as cautelas necessárias, ou seja, sem a prudência, sem a negligência&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e sem a perícia exigida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Assim, na responsabilidade civil objetiva é apenas necessário provar os elementos: a) a atividade desenvolvida (conduta ativa ou omissiva); b) nexo de causalidade (relação de causa e efeito entre a atividade desenvolvida e o resultado produzido) e c) dano, consistente no prejuízo decorrente da atividade produzida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Na conjunção desses três elementos deve ser certa a fonte do dano, ou seja, o local de onde se originou, o prejuízo certo e determinado ou determinável. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para Paulo Affonso Leme Machado, &lt;i&gt;“A responsabilidade objetiva ambiental significa que quem danificar o ambiente tem o dever jurídico de repará-lo. Presente, pois, o binômio dano/reparação. Não se pergunta a razão da degradação para que haja o dever de reparar. A responsabilidade sem culpa tem incidência na indenização ou na reparação dos “danos causados ao meio ambiente e aos terceiros afetados por sua atividade” (art. 14, § 1º, da Lei 6.938/81)”.&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A preocupação do legislador foi punir, quem no exercício da atividade econômica, causa um prejuízo ao patrimônio material e moral da vítima, pessoa física ou jurídica. Assim, não se indaga das razões que levaram o agressor do meio ambiente a provocar um dano. Não se indaga os motivos pelos quais não agiu de outra forma, já que esta era a conduta que se esperava dele. De fato, demonstrado o dano, o nexo causal e a fonte geradora do dano, emerge o dever jurídico de reparar o meio ambiente lesado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;7. Atividade de risco&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Como dito alhures, o Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2.002, trouxe uma extraordinária inovação no âmbito da responsabilidade civil. Com efeito, estabelece o 927 e parágrafo único, verbis:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O dispositivo retro citado, trata da adoção da teoria da responsabilidade civil objetiva em decorrência do risco da atividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Pela análise dessa disposição, a culpa, como elemento da responsabilidade civil é afastada de plano, fazendo com que aquele que desenvolve atividade potencialmente perigosa e que coloca em risco a vida em todas as suas formas, seja responsabilizado pelo dano que causar. &lt;span style="color: black;"&gt;Nesta espécie de responsabilidade pelo risco da atividade, insere-se a atividade fabril, de produção, da empresa e do empresário, e de qualquer atividade ou empreendimento econômico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Pode-se assim dizer que o Código Civil de 2002 acolhe a responsabilidade civil ambiental, uma vez que todo aquele que em razão de sua atividade de risco causar dano, fica obrigado a reparar a vítima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O Código Civil de 2002 está em sintonia com a disposição do art. 14, § 1º da Lei 6.938/81 e com o art. 225, § 3º da Constituição Federal. Portanto, há um interesse do legislador de fazer com que os sistemas jurídicos caminhem em harmonia, sem qualquer contraposição as regras atinentes à responsabilidade civil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt 108pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;8. Risco ambiental&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Posta em ligeiras linhas a questão da responsabilidade civil ambiental, nos ocuparemos agora de tratar do risco ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Risco vem a ser perigo, possibilidade de perda. É tudo aquilo que pode causar um dano, uma diminuição no patrimônio material ou imaterial de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Risco ambiental é tudo aquilo que causa ou pode causar dano ao meio ambiente. Decorre da atividade potencialmente geradora de dano empreendida pelo empresário, pessoa física ou jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Ocorre o risco ambiental porque a atividade desenvolvida em dado momento encontra conforto na conduta, comissiva ou omissiva de alguém que por falta de medidas de natureza preventiva, deixa de tomar as cautelas devidas para evitar a ocorrência do dano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Os vários acidentes ambientais geralmente ocorrem por falhas humanas, ou seja, a atividade da pessoa jurídica ou do próprio homem não leva em consideração os danos ambientais que podem ser causados ao meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;9. Espécies de atividades de risco&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;É cada vez mais comum encontrarmos estampadas em manchetes de jornais, revistas e noticiário de rádio e televisão, o anúncio de que dada atividade representa riscos a população.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;São exemplos mais comuns de riscos ambientais: a) Derrame de óleo; b) Acidente com produtos químicos (derrames, incêndios na indústria, no comércio); c) Mortandade de animais (principalmente de peixes em cursos d'água); d) Outros, que se caracterizem como acidentes, e que coloquem em risco o meio ambiente e a saúde pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; text-transform: uppercase;"&gt;10. Procedimentos adotados em riscos ambientais&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando um risco ou mesmo um acidente ambiental é deflagrado com a efetivação do dano, diversos procedimentos padronizados são adotados, a partir da coleta de dados provenientes da denúncia registrada pelo órgão ambiental competente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em São Paulo, por exemplo, a CETESB – Companhia de Tecnologia Ambiental, possui um formulário para “Registros de Acidentes Ambientais” até o monitoramento final do caso.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Tal medida leva em consideração a preocupação com a segurança de todos os que possam ser atingidos e com o patrimônio econômico-ambiental envolvido. Ocorrendo um risco ambiental são enviadas viaturas do Órgão ao local do acidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uma vez feito o registro da ocorrência são adotados os procedimentos do atendimento emergencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;11. Gestão dos riscos ambientais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A gestão dos riscos ambientais está inserida num contexto muito maior, que é a própria noção de gestão dos recursos ambientais. Com efeito, não podemos falar em gestão dos riscos ambientais, sem nos atentar para a preservação e gestão dos recursos naturais, como a água, o ar, o solo, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Assim, é feliz o conceito trazido pela agenda 21 brasileira, para quem a gestão ambiental é &lt;i&gt;"O conjunto de princípios, estratégias e diretrizes de ações e procedimentos que visam proteger a integridade dos meios físico e biótico, bem como dos grupos sociais que deles dependem. O conceito inclui também o monitoramento e o controle de elementos essenciais à qualidade de vida, em geral, e à salubridade humana, &lt;personname productid="em particular. Envolve" w:st="on"&gt;em particular. Envolve&lt;/personname&gt; o monitoramento, controle fiscalização do uso dos recursos naturais, bem como o processo de estudo, avaliação e eventual licenciamento de atividades potencialmente poluidoras. Envolve ainda a nortatização de atividades, definição de parâmetros físicos, biológicos e químicos dos elementos naturais a serem monitorados, bem como os limites de sua exploração e/ou as condições de atendimento das exigências ambientais em geral&lt;/i&gt;".&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Para nós, a gestão dos riscos ambientais deve ser entendida dentro de um conceito mais amplo, sendo possível dizer que ela está inserida numa questão muito maior que é exatamente a noção do patrimônio público. Claro está que podemos falar apenas em gestão dos recursos naturais, separando-o do conceito mais amplo dentro do qual está inserido, ou seja, o próprio meio ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;12. Avaliação de riscos ambientais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A lei de Política Nacional do Meio Ambiente manifesta grande preocupação acerca dos impactos ambientais causados pela atividade poluidora e degradadora do meio ambiente.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Podemos conceituar impacto ambiental como sendo tudo o que causa reação adversa negativa no meio ambiente, capaz de causar um desequilíbrio a toda espécie de vida, ou mesmo, um impacto que cause um resultado tal que não permite a continuidade da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para Paulo de Bessa Antunes, &lt;i&gt;“O impacto ambiental é, portanto, o resultado da intervenção humana sobre o meio ambiente. Pode ser positivo ou negativo, dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Segundo o mesmo autor: “(.....) o impacto ambiental é uma modificação brusca causada no meio ambiente. É desnecessário dizer que o EIA somente se destina a examinar os impactos ambientais decorrentes da intervenção humana voluntária sobre o meio ambiente”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn8" name="_ftnref8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nossa norma de estrutura abraçou as disposições da Política Nacional do Meio Ambiente e fixou disciplina relativa a esta matéria no art. 225, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;caput&lt;/i&gt;, e inciso IV.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn9" name="_ftnref9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A avaliação de riscos ambientais é um poderosíssimo instrumento por meio do qual objetiva-se quantificar os riscos gerados pelas áreas contaminadas, bem como proteger os bens envolvidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A proteção leva em consideração a saúde da população e os ecossistemas, edificações, instalações de infra-estrutura urbana, produção agrícola e outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Os vários riscos ambientais surgidos ocorrem na grande maioria das vezes porque a atividade empreendida é potencialmente geradora de danos ao meio ambiente. E é exatamente por isso que o legislador estabeleceu a responsabilidade civil objetiva daquele que polui e degrada o meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Toda a atividade desenvolvida pelo pela empresa e pelo empresário, deve ser precedida de licenciamento ambiental para que se evite danos ao meio ambiente e às espécies&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;animais e vegetais que dele fazem parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para se instalar uma empresa capaz de produzir riscos ao ecossistema planetário, a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente prevê e exige o Estudo Prévio de Impactos Ambientais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA/RIMA ou EPIA/RIMA) é elaborado por uma equipe multidisciplinar de profissionais habilitados e inscritos no Cadastro Técnico do IBAMA, com vistas a emitir licenças capazes de autorizar o modelo de produção.&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;13. Resultados produzidos pela avaliação dos riscos ambientais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Feita a avaliação dos riscos ambientais vários são os resultados favoráveis que surgem, tais como:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a) determinação da necessidade de remediação em função do uso atual ou proposto da área onde ocorreu o risco;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;b) embasamento no estabelecimento de níveis de remediação aceitáveis para a condição de uso e ocupação do solo no local e imediações;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;c) embasamento da seleção das técnicas de remediação a serem empregadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 126pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;14. Etapas de avaliação de riscos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São as seguintes as etapas de avaliação dos riscos ambientais:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 54pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 54.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;identificação e quantificação dos principais contaminantes nos diversos meios;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 54pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 54.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;2)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;identificação da população potencialmente atingida pela contaminação;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 54pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 54.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;3)&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;identificação das principais vias de exposição e determinação das concentrações de ingresso dos contaminantes;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;4) avaliação dos riscos através da comparação das concentrações de ingresso com dados toxicológicos existentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Ao gestor ambiental cabe acompanhar em conjunto com o órgão licenciador todos os passos de detectação e finalização dos acidentes ambientais.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn10" name="_ftnref10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Em 17 de fevereiro de 2.005, foi aprovado por meio do Decreto &lt;metricconverter productid="5.376, a" w:st="on"&gt;5.376, a&lt;/metricconverter&gt; nova Regulamentação acerca do Sistema Nacional de Defesa Civil - SINDEC. Com efeito, o SINDEC é um órgão público composto por entidades da Administração Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Somam-se também as entidades privadas e comunidade como um todo. Esses órgãos são responsáveis por ações na defesa civil em todo o país. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De fato, o objetivo dessas ações é exatamente somar esforços no sentido de prevenir o meio ambiente das ações ruinosas geradoras de danos. Entre essas ações certamente estão aquelas pertinentes aos acidentes ambientais, como por exemplo, aqueles provenientes de contaminação geradas por riscos em postos de combustíveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O SINDEC deve por meio de seus órgãos nas várias instâncias de governo, somar esforços no sentido de buscar soluções que mitiguem os efeitos da poluição e da degradação ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 144pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;15. Os riscos ambientais e o dever de indenizar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 126pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ocorrendo danos ambientais, sejam quais forem sua natureza, e não tendo o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;empreendedor da atividade econômica causador, tomado as medidas necessárias para que o mesmo não ocorresse, surge o dever jurídico de recomposição dos danos ao meio ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Os danos ao meio ambiente, provenientes de riscos efetivamente gerados devem ser quantificados para que haja a reparação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com a Lei 6938/81, cominada com o art. 225 e parágrafo 3º da Constituição Federal, podemos depreender que duas são as formas de reparação do dano ambiental, a saber: a) recuperação do meio ambiente lesado ou degradado, restabelecendo-o ao seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status quo ante&lt;/i&gt; e b) indenização em dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A existência de duas formas de reparação de danos ao meio ambiente não é questão pacífica. Claro está que por tratar-se de meio ambiente, a forma ideal é aquela que visa restabelecer o mesmo&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a seu&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;estado anterior, como se os danos não houvessem ocorrido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com José Rubens Morato Leite, com a reparação do dano&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;“buscar-se-á, sempre, em primeiro lugar, a recomposição do bem ao estado em que este se encontrava antes de ter sofrido a lesão. Apenas na impossibilidade de se fazê-lo, é que deverá ser imputada a condenação pecuniária, com vistas a ressarcir o que foi lesado”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn11" name="_ftnref11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A atividade de risco gerada pelo empreendedor que causa dano ao meio ambiente deve ser cessada o quanto antes. Assim, podemos dizer que ante a dificuldade de se apontar o melhor critério para se reparar os danos causados, e conseqüentemente sua liquidação, melhor seria que a atividade geradora de dano fosse cessada imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;E nesse sentido, leciona o Professor Édis Milaré: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A modalidade ideal - e a primeira que deve ser tentada, mesmo que mais onerosa – de reparação do dano ambiental é a reconstituição ou recuperação do meio ambiente agredido, cessando-se a atividade lesiva e revertendo-se a degradação ambiental”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn12" name="_ftnref12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Há que se frisar que a recuperação do meio ambiente através da fixação de uma quantia em dinheiro, em nenhum momento restabelece o seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status quo ante&lt;/i&gt;, até porque o dinheiro acaba muito repentinamente, e uma floresta plantada, levará anos a fio para crescer e representar uma qualidade de vida saudável à comunidade, que nenhuma cifra pode estimar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para a liquidação dos danos ambientais devemos levar em consideração quais foram os danos materiais provocados. Se for possível quantificar em dinheiro o montante da indenização mediante perícia, cálculo ao contador ou por outra forma, esta tem que ser certa e apta a assegurar o máximo possível de satisfação e tentativa de recolocação, quando possível, do meio ambiente ao seu estado anterior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Segundo a lição de José Carlos Barbosa Moreira, &lt;i&gt;“ nas hipóteses em que o autor formula pedido genérico (art. 286, 2ª parte, ns. I a II), e somente nelas (art. 459, p.u), se ao longo do processo de conhecimento não for passível colher os elementos necessários à indenização do objeto mediato do pedido, faculta-se ao juiz, quando condena o réu, deixar de fixar o valor ou de individuar o objeto da condenação. A sentença será então ilíquida, e como tal insuscetível, por si só, de abrir ao vencedor as vias executivas, tornando-se indispensável proceder antes à liquidação da condenação genérica, (arts. 586, § 1º, e 603). Tal necessidade surge sempre que se queira promover execução pecuniária, para reparação causada pelo crime, com fundamento em sentença condenatória penal (art. 584, II)”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn13" name="_ftnref13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esta situação é para as hipóteses de fixação do montante em casos de danos materiais, vez que a nosso ver, a fixação dos danos morais não depende de liquidação, já que sua fixação deve ser certa, quer acolhendo o pedido inicial ou fixadando-se ao talante do magistrado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;16. Instrumento de combate aos riscos ambientais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;No passado para se reparar um dano ao meio ambiente se questionava se o autor da ação era o titular do bem lesado, ou seja, vigorava muitas&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;vezes o princípio segundo o qual o pretendente deveria provar a propriedade incidente sob o objeto da demanda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Naquela época, a ação que visava a tutela do bem lesado era a ação de reparação de dano unicamente. Com efeito, não raras vezes, o bem ambiental era tutelado por meio da ação individual de ressarcimento de danos. Entretanto, com o advento da lei nº 4.717, de 29 de junho de 1.965, (Lei de Ação Popular), buscou-se a tutela do patrimônio público.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com esta lei considera-se patrimônio público os bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico (art. 1º, § 1º). Este conjunto de bens abrange os bens ambientais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;É fácil notar que anteriormente a Lei 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública), ainda continuava em vigor a velha concepção individualista do direito privado, mormente a tradicional doutrina liberal vigente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Tal concepção dos interesses meramente privados, aos poucos foi cedendo lugar em razão do advento da Lei de Ação Civil Pública, que representou para a época e para as posteriores, o maior instrumento processual de defesa dos bens e recursos ambientais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A Ação Civil Pública é um instrumento jurídico que possui como finalidade a tutela do meio ambiente, bens, direitos de valor artísticos, estéticos, históricos, turísticos e paisagísticos, além de outros interesses difusos e coletivos e infrações de ordem econômica.(art. 1º LACP).&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn14" name="_ftnref14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A tutela do meio ambiente foi encartada com a compreensão de que os bens e valores ambientais representam uma categoria nova de direito, cuja proteção não mais se poderia fazer com os mesmos instrumentos consagrados com o Código de Processo Civil de 1.973.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesse sentido, é feliz a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;lição de Arruda Alvim: “Os bens protegidos pela ação civil pública, antes da Lei 7.347/1985, eram, em termos reais, insuscetíveis de proteção. Ainda que houvesse algumas proteções, a proteção era inteiramente destituída de eficácia, porque destituída de instrumental preordenado a proporcionar autêntica proteção. São bens, contemporaneamente, altamente prezáveis, de que podem servir de exemplos de exemplos emblemáticos o meio ambiente e a situação dos consumidores”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn15" name="_ftnref15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Sustenta esse autor que: &lt;i&gt;“A ação civil pública nasceu para proteger novos bens jurídicos, referindo-se a uma nova pauta de bens ou valores, marcados pelas características do que veio a ser denominado de interesses e direitos difusos ou coletivos, das quais se pode dizer sempre profundamente diferentes ou “opostos” às da categoria clássica dos direitos subjetivos, o que marcaram o direito privado e o processo civil tradicional”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn16" name="_ftnref16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Na esteira do entendimento do autor, podemos dizer ainda que a preservação do meio ambiente, como bem prezável, por meio da ação civil pública, só foi possível graças ao instrumental trazido com as reformas processuais posteriormente a edição do Código de Processo Civil de 1.973 e em especial, com o surgimento do Código de Defesa do Consumidor, o que representou um marco de grandes mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A compreensão dessas mudanças só foi possível porque a doutrina entendeu que estaria diante de um novo trato das questões ligadas aos novos direitos e, portanto, as novas tutelas trazidas pelas constantes reformas havidas no Código de Processo Civil. A essas novas formas de compreensão e a essa nova dinâmica legislativa atribui-se o nome de tutela jurisdicional diferenciada.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn17" name="_ftnref17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Donaldo Armelin que entre nós sempre se notabilizou por esta nova forma de ver as reformas processuais, acentua: &lt;i&gt;“Dois posicionamentos, pelo menos, podem ser adotados a respeito da conceituação de tutela diferenciada: Um, adotando como referencial da tutela jurisdicional diferenciada a própria tutela, em si mesma, ou seja, o provimento jurisdicional que atende, em si mesma, ou seja, o provimento jurisdicional que atende a pretensão da parte, segundo, o tipo de necessidade de tutela ali veiculado. Outro, qualificando a tutela jurisdicional diferenciada pelo prisma de sua cronologia no inter&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;procedimental em que se insere, bem assim como a antecipação de seus efeitos, de sorte a escapar das técnicas tradicionalmente adotadas nesse particular”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn18" name="_ftnref18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Ensinando a respeito da tutela jurisdicional diferenciada, o professor João Batista Lopes que afirma: &lt;i&gt;“Em verdade, a tutela jurisdicional diferenciada não significa mera especialidade de procedimentos, mas está direcionada à efetividade do processo, isto é, deve ser assegurado, à parte o tipo ou espécie de tutela mais adequado à proteção real do direito”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn19" name="_ftnref19" style="mso-footnote-id: ftn19;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;E enfatiza o autor: &lt;i&gt;“(....) é possível conceituar a tutela jurisdicional diferenciada como um conjunto de instrumentos e modelos para satisfazer o processo atuar pronta e eficazmente, garantindo a adequada proteção dos direitos segundo os princípios, regras e valores constantes da ordem jurídica”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn20" name="_ftnref20" style="mso-footnote-id: ftn20;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A tutela jurisdicional diferenciada é uma nova linguagem do processo civil moderno, que, antes de tudo, é uma linguagem constitucional, dado ao panorama legislativo inaugurado com a Constituição Federal de 1988 e às reformas processuais que a sucederam.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn21" name="_ftnref21" style="mso-footnote-id: ftn21;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Com a lei de Ação Civil Pública, alterada pela Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), surge um novo conceito de direito, os denominados direitos difusos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Assim, o Código de Defesa do Consumidor, expressamente prevê no art. 81, parágrafo único, inciso I, a disciplina dos direitos ou interesses difusos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Art. 81 – A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Parágrafo único: A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;I- interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeito deste Código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas ligadas por circunstâncias de fato.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; tab-stops: list 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Para Celso Antonio Pacheco Fiorrillo&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;:“Por conta do aludido preceito, o direito difuso apresenta-se como um direito transindividual, tendo um objetivo indivisível, titularidade indeterminada e interligada por circunstâncias de fato.” &lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Para esse a&lt;/span&gt;utor: “&lt;i&gt;Transindivisdualidade”&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; – &lt;/b&gt;O citado Art. 81 da Lei 8.078/90, ao preceituar que os interesses ou direitos difusos são transindividuais, objetivo ou defini-los como aqueles que transcendem o indivíduo, ultrapassando o limite da esfera de direitos e obrigações de cunho individual”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn22" name="_ftnref22" style="mso-footnote-id: ftn22;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;No mesmo sentido, nos ensina que: “&lt;i&gt;Individualidade – O direito difuso possui a natureza de ser indivisível. Não há como cindi-lo. Trata-se de um objetivo que, ao mesmo tempo, a todos pertence, mas ninguém, em específico possui. Um típico exemplo é o ar atmosférico. É uma “espécie de comunhão, tipificada pelo fato de que a satisfação de todos, assim como a lesão de um só constitui, ipso facto, lesão da inteira coletividade”&lt;/i&gt;, conforme ensinamento de José Barbosa Moreira”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn23" name="_ftnref23" style="mso-footnote-id: ftn23;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Asseguram Daniel Roberto Fink, Amilton Alonso Junior e Marcelo Dawalibi &lt;i&gt;que “Qualquer atitude – ato positivo- da Administração que se afaste das regras estabelecidas está sujeita ao controle jurisdicional, seja pela via da ação civil pública – interesses difusos e coletivos dos administrados, mandado de segurança – interesse individual do empreendedor – e ação popular – interesse do cidadão expresso no inciso LXXXIII, do art. 5º, da Constituição da República”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn24" name="_ftnref24" style="mso-footnote-id: ftn24;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Portanto, em se tratando de defesa do meio ambiente, outros instrumentos legais são destinados à sua proteção, que deve ter em mira sempre a preservação, recuperação e manutenção da sadia qualidade de vida para as presentes e futuras gerações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;17. O papel da ação civil pública nos riscos ambientais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A Ação Civil Pública desempenha um extraordinário papel no âmbito dos riscos ambientais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A notícia de que um determinado fato pode gerar riscos ao meio ambiente traduz-se numa possibilidade concreta de atuação do órgão do Ministério Público que pode, assim que tomar conhecimento dos fatos instaurar o Inquérito Civil Público, a fim de se apurar os eventuais riscos existentes ou que estejam para eclodir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Por meio do inquérito civil público são colhidos elementos indispensáveis à futura propositura da ação civil pública de reparação dos danos ambientais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Na fase preliminar onde são colhidos os elementos de provas a demonstrar os danos ocorridos pelo surgimento dos riscos ambientais, não há contraditório, já que o representante do Ministério Público investiga os elementos e atos, requisitando documentos, perícias, depoimentos, vistorias e inspeções, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Segundo Rodolfo de Camargo Mancuso: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por outras palavras esse inquérito é um instrumento destinado a possibilitar uma ‘triagem’ das várias denúncias que chegam ao conhecimento do Ministério Público: somente as que resultarem fundadas e relevantes acarretarão, por certo, a propositura da ação; de todo modo, a conclusão a que chegue o Ministério Público não é vinculante para a entidade denunciante”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn25" name="_ftnref25" style="mso-footnote-id: ftn25;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;No processo de investigação de dado fato que causa danos ao meio ambiente, a atividade do Ministério Público quase sempre é acompanhada por uma investigação criminal. Com efeito, estes órgãos devem trabalhar em conjunto, a fim de reunir todos os elementos indispensáveis para se instruir futura ação civil pública de reparação de danos ambientais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Tratando-se de um processo de cunho investigatório, não há razões para se pensar em aplicação de sanções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Dessa forma, o inquérito civil que visa apurar a ocorrência de danos ao meio ambiente é um procedimento inquisitorial regido pelo princípio da publicidade, havendo exceção apenas na hipótese em que se exige sigilo, quando sua informação poderá prejudicar o interesse público.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A autoridade pública, ao instaurar o inquérito civil deve solicitar o quanto antes das autoridades competentes envolvidas e dos particulares, informações acerca do evento que gerou ou está a gerar danos ao meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;18. Do fundo de reparação do meio ambiente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Nos casos de cometimentos de danos ao meio, a Lei 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública), prevê no art. 13 &lt;i&gt;caput &lt;/i&gt;que &lt;i&gt;“Havendo condenação em dinheiro, a indenização pelo dano causado reverterá a um fundo gerido, por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade, sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O fundo para reconstituição do meio ambiente lesado, denominado de Fundo de Defesa de Direitos Difusos, é regulamentado pelo Decreto nº 1.306/94. O Conselho gestor desse fundo foi criado pela lei 9.008/95, e que acabou por dispor sobre alguns aspectos de sua regulamentação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De acordo com o art. 2º, I, do Decreto 1.306/94 e do art. 1º, § 2º, I, da Lei 9.008/95, são considerados recursos do fundo, entre outros, o produto da arrecadação das condenações judiciais de que tratam o art. 11 e o art. 13 da Lei nº 7347/85.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Cumpre observar que as somas apuradas em condenações devem ser aplicadas no local do fato onde ocorreram os danos e não em outra localidade, pois se assim ocorrer, entendemos que haverá falta de critérios na sua gestão. O gestor destes recursos não pode a seu talante, deixar de aplicar os recursos obtidos de uma área degrada para outra. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 126pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;19. Conclusões articuladas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 1. A&lt;/metricconverter&gt; responsabilidade civil ambiental é objetiva. Ela decorre da atividade normalmente causadora de riscos ao meio ambiente, encontrando base legal nas seguintes disposições: § 1º do art. 14, da Lei 6.938/81 (Lei de Política Nacional do Meio Ambiente); Lei 7.347 de 24 de julho de 1.985 (Lei de Ação Civil Pública); art. 225 e § 3º da Constituição Federal de 1988 e art. 927 parágrafo único da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2.002 (Código Civil);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 2. As formas de responsabilização do agente degradador e poluidor do meio ambiente são diferentes da reparação de outros bens da vida, porque o dano neste caso ofende uma categoria de direitos diferenciada. Isso é assim porque o bem ambiental é um bem de natureza difusa, cuja titularidade pertence a uma comunidade indeterminada de pessoas, ao contrário do bem individual que em tese, não repercute na esfera jurídica de terceiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 3. A atividade potencialmente geradora de riscos deve merecer a avaliação de impactos ambientais e de seu respectivo licenciamento, a fim de se averiguar as possibilidades de ocorrência de danos ao meio ambiente. Os danos dela decorrentes devem ser geridos, pautando-se pela gestão dos próprios recursos naturais como indispensáveis à preservação do meio lesado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 4. Havendo a hipótese do surgimento de riscos ambientais e sua conseqüente eclosão, há a necessidade premente de se instaurar o inquérito civil e a ação civil pública de reparação do dano ambiental, a fim de buscar a reparação integral do meio ambiente lesado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;Um abraço cordial.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Francisco José Carvalho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoHeader" style="margin: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: right 489.05pt; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mestre &lt;personname productid="em Fun￧￣o Social" w:st="on"&gt;em Função Social&lt;/personname&gt; do Direito &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeading7" style="margin: 10pt 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #404040;"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;ARMELIN,&lt;/b&gt; Donaldo. Tutela Jurisdicional Diferenciada: Revista de Processo, nº 65, 65:46.&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;ARRUDA ALVIM NETTO, &lt;/b&gt;José Manoel de. A ação Civil Pública após 20 anos. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;BARBOSA MOREIRA&lt;/b&gt;, José Carlos. O Novo Processo Civil Brasileiro,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Editora Forense, Vol. II,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Rio de Janeiro, 1976.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BENJAMIN&lt;/b&gt;, Antônio Herman. Responsabilidade Civil pelo dano ambiental. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;In: &lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Revista de Direito Ambiental&lt;/b&gt; – Vol. 9. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;ANTUNES&lt;/b&gt;, Paulo de Bessa. Direito do Ambiente. 6ª Edição. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo. 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b&gt;CARVALHO&lt;/b&gt;. Francisco José. Tutela Jurisdicional Diferenciada na Lei de Cumprimento da Sentença, in “Atualidades do Processo Civil”. Coordenação Arruda Alvim e Eduardo Arruda Alvim. Curitiba: Editora Juruá, Vol. I, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;____________. Francisco José. Teoria da Função Social do Direito. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;In&lt;/i&gt; WWW.funcaosocialdodireito.com.br, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;____________.Francisco José. Curso de Direito Ambiental. Curitiba, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;____________.Francisco José. Teoria da Função Social do Direito. Curitiba, Juruá &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Editora, 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;____________. Curso de Direito Ambiental. Curitiba: Juruá, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;____________www.funcaosocialdodireito.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;CETESB -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DAWALIB&lt;/b&gt;, Amilton Alonso, Jr. E Marcelo. &lt;span style="color: black;"&gt;Aspectos Jurídicos do Licenciamento Ambiental, Editora Forense Universitária, 2ª Edição, Rio de Janeiro, 2.002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="color: black; mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt;FIORRILLO,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="color: black; mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt; Celso Antonio Pacheco. &lt;/span&gt;Curso de Direito Ambiental Brasileiro, Editora Saraiva, 5ª edição, São Paulo, 2004.&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;FINK&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, Daniel Roberto, Aspectos Jurídicos do Licenciamento Ambiental, Editora Forense Universitária, 2ª Edição, Rio de Janeiro, 2.002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LEITE&lt;/b&gt;, José Rubens Morato. Dano Ambiental do Individual ao Coletivo Extrapatrimonial. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LOPES&lt;/b&gt;, João Batista. Tutela Antecipada no Processo Civil Brasileiro: Editora Saraiva, 2ª edição, São Paulo, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;MACHADO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 13ª Edição. São Paulo: Malheiros; 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MANCUSO&lt;/b&gt;, Rodolfo de Camargo. Ação Civil Pública em Defesa do Meio Ambiente, do Patrimônio Cultural e dos Consumidores. 8ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais; 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MILARÉ&lt;/b&gt;, Édis.&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt; Direito do Ambiente. Revista dos Tribunais, 2ª Edição, São Paulo, 2001.&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-theme-font: major-fareast;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-theme-font: major-fareast;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Artigo publicado no Livro Perspectivas Contemporâneas do Direito. São Paulo: Editora Phoenix, 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; BENJAMIN, Antonio Herman V. Responsabilidade cível pelo dano ambiental, Revista de Direito Ambiental nº 9,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;p. 8.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Direito Ambiental Brasileiro. Editora Malheiros, 13ª&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;edição, São Paulo, 2.005, p. 336.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; WWW.CETESB.COM.BR.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Agenda 21. 1999, p.44.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; A lei de Política Nacional do Meio Ambiente, Lei 6.938/81 estabelece em seu inciso II que degradação são as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“alterações adversas das características do meio ambiente” (inciso II, do art. 3º, da Lei 6938/81).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Direito Ambiental. Editora Lumem Júris, 6ª edição, São Paulo, 2.002, p. 229.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref8" name="_ftn8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Ob.Cit.p.229.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref9" name="_ftn9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Mas não foi só. As Resoluções Governamentais do CONAMA e outros estabeleceram padrões de poluição, objetivando estabelecer parâmetros de poluição, sob pena de multar o poluidor por ferir estas normas, em caso de lançamento de poluentes foras dos índices previstos nas resoluções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn10" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref10" name="_ftn10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; Feita a avaliação dos riscos, torna-se indispensável abstrair os resultados para se apurar quais as decisões que serão tomadas pelo órgão ambiental e pelo agente poluidor.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn11" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref11" name="_ftn11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; José Rubens Morato e Dantas, Marcelo. “ Algumas considerações acerca do fundo para reconstituição dos bens lesados”, RT 726/71.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn12" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref12" name="_ftn12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Direito do Ambiente, Ob. Cit. p. 425.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn13" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref13" name="_ftn13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; O Novo Processo Civil Brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Forense, Vol. II, 1976,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;p.14.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn14" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref14" name="_ftn14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Profundo estudioso da Lei de Ação Civil Pública, o professor Édis Milaré sustenta: "O escopo da ação civil pública consiste em fazer atuar a função jurisdicional, visando à tutela de interesses vitais da comunidade. Em face da inércia do Poder Judiciário, indispensável à sua atuação imparcial, é preciso saber quem está legitimado a defender esses interesses, que não podem subordinar-se à livre disposição de seus titulares" in&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt; Direito do Ambiente, 2ª Edição. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2001, p. 505&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn15" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref15" name="_ftn15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; A Ação Civil Pública após 20 anos. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2005. p.77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn16" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref16" name="_ftn16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; A Ação Civil Pública após 20 anos. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005. p.77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn17" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref17" name="_ftn17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;CARVALHO, Francisco José. Tutela Jurisdicional Diferenciada na Lei de Cumprimento da Sentença, in Atualidades do Processo Civil, coordenação Arruda Alvim e Eduardo Arruda Alvim. Curitiba: Editora Juruá, Vol. I, 2007, p. 156.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn18" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref18" name="_ftn18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; Tutela Jurisdicional Diferenciada: Revista de Processo, nº 65, 65:46.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn19" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref19" name="_ftn19" style="mso-footnote-id: ftn19;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; Tutela Antecipada no Processo Civil Brasileiro. São Paulo: Editora Saraiva, 2ª edição, 2003, p. 39.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn20" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref20" name="_ftn20" style="mso-footnote-id: ftn20;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt; Ob.Cit. p. 40.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn21" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref21" name="_ftn21" style="mso-footnote-id: ftn21;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;CARVALHO, Francisco José. Tutela Jurisdicional Diferenciada na Lei de Cumprimento da Sentença, in Atualidades do Processo Civil, Ob. Cit. P. 156.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn22" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref22" name="_ftn22" style="mso-footnote-id: ftn22;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; FIORRILLO,&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt; Celso Antonio Pacheco.&lt;/span&gt; Curso de Direito Ambiental Brasileiro. São Paulo: Editora Saraiva, 5ª Edição, 2004,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;p. 6.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn23" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref23" name="_ftn23" style="mso-footnote-id: ftn23;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 9pt; mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt; Ob. Cit. p. 6.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn24" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref24" name="_ftn24" style="mso-footnote-id: ftn24;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; Aspectos jurídicos do Licenciamento Ambiental. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2ª edição, 2.002, p. 84.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn25" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref25" name="_ftn25" style="mso-footnote-id: ftn25;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; MANCUSO, Rodolfo de Camargo. Ação Civil Publica em Defesa do Meio Ambiente, do Patrimônio Cultural e dos Consumidores. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 5ª Edição, 1.997,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;p. 98.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-7133054646711547020?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/7133054646711547020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/responsabilidade-civil-ambiental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7133054646711547020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/7133054646711547020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/responsabilidade-civil-ambiental.html' title='RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-6366503542875056783</id><published>2011-06-27T13:10:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T13:17:11.084-07:00</updated><title type='text'>ESTADO DE DIREITO E ESTADO DA DESORDEM</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Defendendo o Estado de Direito e compatendo o espertalhão de plantão"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;27-06-2011&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos num tempo muito difícil para concretizar os direitos mais elementares da pessoa humana. Enquanto muitos cumprem suas obrigações no tempo, modo e forma pactuados, outros preferem não cumpri-las, o que acaba por gerar desiquilíbrio nas relações jurídicas e também na ordem social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;muito comum nos depararmos hodiernamente com a presença de bons pagadores, mas infelizmente, há os maus pagadores, pessoas que se valem da condição de rogados para não pagar o que devem e ainda, caçoam do credor e do Poder Judiciário, sobre o pretexto de que devem, e pagam quando querem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos defendido com poder e autoridade de que vivemos num Estado de direito, isto é num Estado da ordem, e não num Estado da desordem, de modo que é preciso aprisionar o mal pagador, ou seja, aquele que usa dessa condição para dar verdadeiros calotes no merdcado e ainda ficar no berço explendido da própria esperteza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O&amp;nbsp; Estado de dirieto não se compadece desses que atribuimos o nome de &lt;strong&gt;"espertalhões de plnatão"&lt;/strong&gt; e de verdadeiros &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"maus camundoingos"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que se valem da ordem jurídica para retardar a entrega do bem da vida, ou quando não entregam, deixam para o amanhã ou para a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No estágio atual do direito contemporâneo, o Estado está amplamente arraigado de medidas de força para se buscar apenar aquele que em vez de cumprir suas obrigações, prefere a desordem do que a solidariedade social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ponto, temos defendido por meio da Teoria da Função Social do Direito e da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Hermenêutica Funcional Estruturante"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que é preciso mover as ações para evitar que maus pagadores façam uso do Poder Judiciário e da boa-fé de outrem para a defesa de seus próprios interesses, vindo em copntra partida, a ferir os direitos de outrem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ordem jurídica atual, merece destaque as tutelas jurisidiconais diferenciadas para que se possa impor veto a atitudes de quem se vale do direito somente para satisfazer os próprios intereseses e deixar os credortes a ver navios, isto é, sem receber o que tem direito. (&lt;strong&gt;CARVALHO, Francisco José. Curso de Direito Ambiental. Curitiba, Juruá, 2010).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, convocamos a todos para munir esforços para por meio da Teoria da Função Social do Direito capturar o espertalhão de plantão, impor-lhe a sanção correspondente, a fim de que este pela força do Estado do direito cumpra a ordem jurídica que dia preferiu desrespeitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Um abraço cordial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Fracnisco José Carvalho, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Mestre em Função Social do Direito﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636620079637108039-6366503542875056783?l=franciscojosecarvalho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/feeds/6366503542875056783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/estado-de-direito-e-estado-da-desordem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6366503542875056783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636620079637108039/posts/default/6366503542875056783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franciscojosecarvalho.blogspot.com/2011/06/estado-de-direito-e-estado-da-desordem.html' title='ESTADO DE DIREITO E ESTADO DA DESORDEM'/><author><name>FRANCISCO JOSÉ CARVALHO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180798869914091351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-UdEcFhOah8o/TfvsdRIn_qI/AAAAAAAAAAU/AyLwy5HVucU/s220/francisco_trans_fdbrbd%255B1%255D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636620079637108039.post-5487857935289536571</id><published>2011-06-26T10:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T16:34:20.963-07:00</updated><title type='text'>PROCESSO CIVIL CONTEMPORÂNEO</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;PROCESSO CIVIL CONTEMPORÂNEO&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 align="right" style="margin: 0cm 0cm 0pt 171pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;03/01/2008&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt 162pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;SUMÁRIO: 1. Introdução 2. Os valores sociais do século XX 3. &lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Natureza dos novos direitos e valores contemporâneos &lt;metricconverter productid="4. A" w:st="on"&gt;4. &lt;span style="color: windowtext; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;span style="color: windowtext; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; evolução do processo civil 5. Novos instrumentos processuais 5.1. As reformas no processo civil clássico 5.2. O objeto das reformas no processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; 6. Nova interpretação à tutela processual &lt;metricconverter productid="7. A" w:st="on"&gt;7. A&lt;/metricconverter&gt; defesa coletiva dos direitos 8. O objeto da Ação Civil Pública &lt;metricconverter productid="9. A" w:st="on"&gt;9. A&lt;/metricconverter&gt; legitimidade ativa nas ações coletivas &lt;metricconverter productid="10. A" w:st="on"&gt;10. A&lt;/metricconverter&gt; legitimidade passiva nas ações coletivas 11. O papel do Ministério Público &lt;metricconverter productid="12. A" w:st="on"&gt;12. A&lt;/metricconverter&gt; força do instrumental coletivo 13. Estruturas diferenciadas de preservação dos novos direitos 14. Diferenças das estruturas processuais contemporâneas &lt;metricconverter productid="15. A" w:st="on"&gt;15. &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; coisa julgada no processo civil coletivo 16. &lt;/span&gt;O processo civil contemporâneo e o acesso à justiça &lt;metricconverter productid="17. A" w:st="on"&gt;17. A&lt;/metricconverter&gt; função social da justiça no processo civil contemporâneo 18. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Práticas contrárias à justiça no processo civil contemporâneo 19. Uma medida de força do processo civil contemporâneo 20. O objeto da justiça no processo civil contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 171pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;1. Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A evolução social e a evolução do direito no século XX permitiram ao legislador acolher novas realidades jurídicas, antes não contempladas no ordenamento jurídico pátrio. Essas novas realidades já existiam no plano fático, enquanto que no plano jurídico não mereciam proteção legal ou, a proteção existente não se ajustava às exigências que se faziam necessárias com essa evolução.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Não haviam grandes preocupações com essas novas realidades ou classe de bens e direitos que surgiram no limiar do século XX, porque existindo em abundância na natureza ou na sociedade, permitiam ao homem entender que jamais se tornariam escassos ou ainda, que a proteção existente era suficiente para conferir a respectiva tutela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Exemplos comuns desses bens, valores, interesses e direitos, cuja proteção se dava apenas na órbita do direito público e do direito privado são: a água, o ar, o solo, os valores culturais, paisagísticos, as relações empresariais e de consumo, a prestação de serviços públicos, a proteção ao nascituro, os direitos da personalidade, os negócios jurídicos, dentre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Além desses bens e direitos protegidos no âmbito do direito civil e do direito constitucional, foi possível com o avanço social, econômico, tecnológico-científico e cultural, o surgimento de outras preocupações como o meio ambiente, a biodiversidade, o biodireito, as células tronco embrionárias, a tutela da saúde pública, do saneamento ambiental, a tutela da previdência social, entre tantos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Com efeito, tais categorias surgiram com a evolução social e a evolução do direito, ao lado do avanço dos processos em que essas categorias de direitos se encontraram no limiar do século XX e se apresentam no XXI, constituindo marca determinante do avanço tecnológico e científico em cujas dinâmicas as sociedades foram buscar suporte para justificar suas necessidades e impor suas dominações, seja econômicas, ideológicas ou culturais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A preocupação do legislador em proteger essa classe de direitos se deve ao fato não só da evolução social, da evolução do direito, mas também do avanço dos processos sociológicos, que encontrou fôlego diante da necessidade de proteção de cada um deles de acordo com a natureza e a qualidade que representam. Vale dizer, a proteção também se deve em razão da destinação econômica e valorativa que cada um desempenha no âmbito dos direitos do homem, do cidadão, da empresa e do empresário. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para proteger essa categoria de direitos numa evolução contínua dos processos sociais, o legislador adotou novos modelos jurídicos, não desprezando os existentes, procurando compatibilizar o novo com aquilo que já era útil, dentro de uma perspectiva de inovação e adequação dos sistemas de proteção dos direitos às realidades surgidas com o evoluir dos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O processo civil, nesta tônica, absorveu as novas tendências dos processos sociais e da evolução do direito, avançando no campo da interpretação das realidades reconhecidas pelo ordenamento, fazendo nascer um novo modelo de proteção naquilo que se pretende agora tratar como processo civil contemporâneo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Ressaltamos, no entanto, que devido a amplitude e profundidade do processo civil contemporâneo, exporemos brevemente, os valores contemporâneos emergentes no século XX, e a evolução do processo civil ao lado do instrumental coletivo da ação civil pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;2. Os valores sociais do século XX&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Os valores determinam os processos e os processos os caminhos que devem ser trilhados pela sociedade em determinada época. Cada época e período histórico produzem mutações no cenário social, político, econômico, cultural, ideológico e jurídico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;No evoluir da sociedade, os conflitos sociais produzem alteração de conceitos, rompem paradigmas e fazem surgir novos valores que são colocados como condicionantes de uma nova dinâmica, fazendo prevalecer novos modelos que servem de suporte para justificar as mudanças.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Foi o que ocorreu, por exemplo, após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Essas duas revoluções mudaram o mundo e estiveram estribadas na tríade ideológica do liberalismo econômico (liberdade, igualdade fraternidade). Estes eram os valores da classe social burguesa, especialmente francesa, que desejava o destaque político condizente com a capacidade econômica que ela representava, assumindo assim o poder político.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Com a chegada da burguesia ao poder em 1789, esses ideais foram colocados &lt;personname productid="em pr￡tica. No" w:st="on"&gt;em prática. No&lt;/personname&gt; âmbito legislativo nascem os códigos civis, e mais tarde os códigos de processo civil, igualmente bebendo da mesma fonte inspiradora do individualismo que pregava a não intervenção do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Mas como se sabe a tríade ideológica do século XIX não representou uma mudança no plano estrutural da sociedade em suas várias classes sociais, que se viram nas mãos dessa mesma burguesia, sendo aos poucos vítimas do capital e da exploração desenfreada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O crescimento econômico da indústria européia, ao lado da ausência de proteção aos direitos dos trabalhadores, causou profundas tensões sociais. As massas de trabalhadores não tinham proteção alguma. Eram vítimas de pesadas jornadas de trabalho que reduziam a idade média de vida, as crianças começavam a trabalhar muito cedo e os adultos chegavam à morte com uma idade muito baixa.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Novos valores sociais são recepcionados como resultado dos processos enfrentados pelas lutas trabalhistas. Esses valores são os condicionadores da funcionalização do direito, que tem como princípios norteadores: a socialidade, a solidariedade, a fraternidade e o bem comum, que devem conduzir à paz social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Esses princípios norteadores se consolidaram no plano normativo com a Constituição do México de 1917 e a Constituição da Alemanha de 1919. Com efeito, com essas duas constituições, o direito, em especial o direito material passou a ser interpretado à luz dessas diretivas sob as quais foi construída a figura jurídica da função social do direito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No século XX se percebe o aparecimento de uma nova categoria de direitos que não mais pertencem a uma categoria de trabalhadores ou pequenos grupos sociais. Direitos como do consumidor, direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito à paz, à saúde, a uma qualidade de vida, à segurança, direito à educação, ao patrimônio comum da humanidade, ao progresso, direito à comunicação, aos direitos das crianças e adolescentes, direitos do idoso, entre outros, são direitos que não mais pertencem a um grupo identificado, senão a todos, ricos e pobres, negros e brancos, seja qual for sua condição social ou religiosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Essa nova categoria de bens, valores, interesses e direitos, que se diga, não eram novos do ponto de vista da própria existência, não eram tutelados eficazmente, por meio de normas capazes de impor veto à atividade do empreendedor econômico, que não se preocupava com a proteção aos direitos daqueles que eram lesados.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A tônica sempre crescente desses bens, valores, interesses e direitos se tornou corrente no século XX, mas sua implementação, tanto no plano normativo, quanto na efetivação, ainda hoje, não foi acolhida com plenitude, mas representa uma alteração substancial para a contínua melhoria em busca da equiparação real entre os indivíduos.&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;3. Natureza dos novos direitos e valores contemporâneos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Esses novos direitos contemporâneos têm natureza jurídica difusa. Eles estão sob a custódia do Estado, mas também da sociedade, haja vista que de todos se exige a preservação, proteção e respeito mútuo, como é o caso do meio ambiente, das relações de consumo, do idoso, da criança e do adolescente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;São direitos cujos titulares se encontram difusos na sociedade. Direitos que pertencem a cada um e a todos ao mesmo tempo. São direitos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terceira geração&lt;/i&gt;, chamados também fraternais, pois em princípio, congregam todos os seus titulares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A necessidade de se proteger e preservar esses novos bens, valores, interesses e direitos contemporâneos fez com que o mundo se deparasse com uma nova vertente, a vertente mundial que ressoou a partir da década de 70 do milênio passado, fazendo com que, especialmente, a tônica da necessidade de preservar o meio ambiente se tornasse uma realidade palpável, a exigir a adoção de medidas condizentes com os crescentes desastres ecológicos que se sucederam.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Esses bens e direitos foram erigidos no plano do ordenamento jurídico como os condicionadores de uma nova realidade, exigindo-se uma tutela especial, específica e ao mesmo tempo ampla, de modo que seus titulares, estando difusos na coletividade, merecessem um tratamento diferenciado, especialmente do ponto de vista da legitimidade ativa desses bens e direitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Lembra Arruda Alvim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“São bens contemporaneamente, altamente prezáveis, de que podem servir de exemplos emblemáticos o meio ambiente e a situação dos consumidores”,&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Esses direitos são reconhecidos como indispensáveis à satisfação das necessidades, comodidades e utilidades para o indivíduo, para o homem, para o cidadão, para a empresa e para o empresário, que clamam por uma tutela jurisdicional diferenciada, cujo mecanismo de proteção não pode ser oferecido pelo modelo do processo civil clássico, mercê da estrutura processual erigida no indivíduo e que não atende a dinâmica e realidade do mundo moderno.&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;metricconverter productid="4. A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;4. A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; evolução do processo civil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A evolução do processo civil não se deu da noite para dia. Ela foi fruto das alterações ocorridas no processo social e na evolução do próprio direito. Com efeito, para compreender como se deu esta dinâmica, é preciso fazer breves considerações de ordem histórica e examinar a partir de que momento o processo civil acolheu a dinâmica social, como razão preponderante para surgir aquilo que se denomina processo civil contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Verificamos que ao longo do século XIX e no emergir do século XX a Revolução Industrial trouxe profundas transformações no comportamento do indivíduo, especialmente no que diz respeito aos clamores das classes menos abastadas da sociedade. Estas, por sua vez, foram vítimas do avanço industrial e do processo produtivo em larga escala que fez do trabalhador um instrumento do capital, ignorando seus direitos e suas perspectivas frente às necessidades de se proteger à vida, à saúde, à família, à propriedade, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;No âmbito do direito material sabemos que a proteção aos direitos do trabalhador, não somente o trabalhador inglês, mas de outros europeus e mais tarde dos latinos americanos, se dava no âmbito do modelo clássico individualista, instaurado pela Revolução Francesa e Revolução Industrial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Nessa seara, o processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; tinha como tônica a defesa dos direitos do indivíduo, considerado em si mesmo como pessoa e como agente social, não reconhendo as realidades que aos poucos vieram a surgir no cenário das mudanças do século XX.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com a Revolução Industrial surgem os vários empreendimentos econômicos, de metal e de tecido, nasce a atividade de transporte em enormes locomotivas, fazendo surgir também preocupações com os transportes de mercadorias e do próprio homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os conflitos que antes estavam relacionados ao campo da individualidade passaram a atingir grupos isolados de pessoas, e, muitas vezes, categorias de pessoas representativas de certo grupo social e econômico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os trabalhadores que vendiam sua mão-de-obra para o empresário passaram a necessitar de uma maior proteção aos seus direitos e interesses à medida em que o mecanismo de produção em larga escala passou a gerar cada vez mais riscos à classe operária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O novo modelo de produção em escala propiciou um gravame, consistente no dano igualmente em larga escala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nessa complexidade, o empresário que produzia passou a colocar os produtos no mercado, não se detendo muitas vezes aos riscos que poderia gerar, causando com a comercialização das mercadorias aborrecimentos. A exposição e entrega de produtos passou a gerar dano não apenas a uma única pessoa, mas a um grupo de pessoas, que com o passar do tempo, passou a ser cada vez maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;É nesse momento que surge uma nova categoria de pessoas, consumidores que adquirem o produto no mercado de consumo e que em regra, não detém o conhecimento sobre o modelo de produção, vindo em conseqüência da produção em larga escala e, às vezes, sem controle de qualidade, a ser vítima de acidentes de consumo.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Surge a idéia de coletividade de pessoas, de coletividade de trabalhadores, de coletividades indeterminadas que podem ser vítimas de produtos e serviços colocados no mercado para o consumo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;Os consumidores passam a ter direitos nunca antes reconhecidos pelo ordenamento jurídico, de modo que o Estado passa a lhes assegurar um tratamento novo e diferenciado no que tange a proteção. Tratamento este que entre nós irá ocorrer a partir do último quartel do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; foi inicialmente estruturado a partir da concepção individualista dos valores que influenciaram a Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade) e serviram de suporte para a Revolução Industrial. A classe social que saiu vencedora da primeira Revolução foi a burguesia, que por sua vez financiou a Revolução Industrial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A presença forte desta classe social no poder em toda a Europa reestruturou o direito, especialmente o direito material, tendo como tônica a expressão “Direito Comercial” que privilegiou o detentor das riquezas e instaurou um marco de proteção para aquele que podia gerar riquezas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Deve ser dito também que no modelo processual &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico,&lt;/i&gt; quem tinha poder, tinha proteção, e quem não tinha, ficava à margem da lei, que por sua vez era criada pelos detentores do poder para proteger quem podia comprar e vender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;É marca sempre presente entre nós o conteúdo do art. 6º do Código de Processo Civil: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei”&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Esta é uma regra geral consagrada pelo modelo individualista do Código Buzaid, e que aos poucos, foi ganhando outras disposições legislativas que acolheram novos legitimados para a ação. Por essa razão, surgem novos direitos que não mais pertencem ao indivíduo em si, mas a uma categoria ou grupo de pessoas, determinadas ou não, cuja qualidade de direitos e valores estas legislações passaram a tutelar, proteger e disciplinar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Estando a sociedade em constante evolução, foi preciso que o processo civil também evoluísse e evoluísse em sintonia com o direito material, exigindo do legislador uma nova postura frente à necessidade de se proteger a coletividade dos novos conflitos advindos da evolução dos processos sociais e do próprio direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; não foi capaz de responder ao avanço tecnológico e nem tutelar aos novos bens, valores, interesses e direitos que o mundo absorveu com o evoluir dos tempos. Foi preciso que o legislador adotasse mecanismos próprios que enfrentassem essa realidade, buscando a disciplina e a ordenação numa contestualidade não mais individualista, mas coletiva e transindividual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Com Arruda Alvim é possível compreender como se deu esse fenômeno&lt;i&gt;: “Por isso é que se pode dizer, com propriedade que a chamada dogmática clássica inspirada e construída em função do individualismo jurídico e que resultou no positivismo jurídico, encontra-se superada, e esta situação diante dessa não mais poder satisfazer às necessidades contemporâneas, animadas por uma consciência coletiva reivindicante e tendo em vista os reclamos de que todas estas situações viessem a ser protegidas”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Se o processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico &lt;/i&gt;esteve vocacionado para a proteção do indivíduo e seu patrimônio, pode se dizer sem medo de errar que - o processo civil contemporâneo - está vocacionado para a defesa das massas, seus bens, valores, interesses e direitos, numa perspectiva altamente valorativa, cujo norte maior é a prevenção e a defesa da vida como patrimônio humano fundamental e de todas as categorias de direitos existentes, que fazem do homem, do cidadão, da empresa e do empresário, agentes transformadores dos processos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Mas deve ser dito também que o processo civil evoluiu a partir da necessidade de se ter cada vez mais rápido uma resposta do Poder Judiciário em relação à demanda, num curto espaço de tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A demora do Poder Judiciário em responder ao jurisdicionado diante do conflito social deflagrado, também foi um dos motivos enfrentados e ainda hoje exige uma resposta com a mesma velocidade que o processo tecnológico tem exigido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A acessibilidade à Justiça concedida pela Constituição Federal, muitas vezes não condiz com a dura realidade encontrada nas estruturas do Poder Judiciário.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn8" name="_ftnref8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Essa quadra histórica permite concluir que ao lado do avanço dos processos sociais, dos mecanismos de produção e da tecnologia, o homem deve fazer uma avaliação no próprio modo de pensar e agir. Este pensar e agir deve se compatibilizar com os valores emergentes no século XX e nos dias correntes ser o agente transformador das estruturas, partindo da concepção do coletivo, abandonando o eu e abraçando o nosso, tendo como razão precípua os valores de socialidade, solidariedade, fraternidade e bem comum, antes já incrustados nas alterações sociais, exigindo a implementação no comportamento do próprio ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;5. Novos instrumentos processuais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desde os meados do século XIX e por certo durante a maior parte do século XX, as relações sociais mantiveram-se regradas pela ação do capitalismo que é o sistema econômico tendente a gerar riquezas e propiciar o surgimento das desigualdades sociais. Este é o sistema econômico vigente nos dias atuais, não tem prazo para vencer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Não podemos perder o foco, mas é bom lembrar que o sistema econômico determina também os processos sociais. Por meio deles surgem novas tecnológicas e novas relações sociais que precisam também ser tuteladas com a mesma urgência do avanço das técnicas e dos mecanismos de produção. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Devemos lembrar nesta contestualidade, que o individuo integrante de uma classe social humilde sempre foi a parte que mais sofreu os reflexos do capitalismo, em decorrência&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;da inexistência de um mecanismo de proteção apto a fazer valer seus direitos e lhe garantir o acesso à justiça de forma eficaz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; defendia o individuo e não a coletividade, na medida em que a defesa estava consubstanciada na concepção de direitos subjetivos, que sempre representou a idéia de direitos individuais. Nesse sentido, toda vez que o risco ou o dano envolvesse um número muito maior de pessoas, se tornava difícil à tutela de seus direitos, inviabilizando por isso mesmo, o alcance efetivo da prestação jurisdicional. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Como outrora ficou consignado, a realidade social deflagrada com a Revolução Industrial permitiu o surgimento do dano em larga escala atingindo também em larga escala a grande massa de consumidores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nesse panorama, as massas, vítimas dos acidentes de consumo, dificilmente tinham satisfeitas suas pretensões judiciais, à medida em que o mecanismo de proteção individualista não permitia a efetivação dos direitos. Era preciso então criar um mecanismo de proteção capaz de abraçar toda uma coletividade, vítima do sistema de produção escalonado.&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O processo civil &lt;i&gt;clássico&lt;/i&gt; como procuramos descrever nasceu numa estrutura ideológica fundada no individualismo, cujos berços foram a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, ao contrário do processo civil contemporâneo que foi fruto das necessidades sociais e do avanço dos processos sociológicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;5.1. As reformas no processo civil clássico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Os novos instrumentos processuais vieram à tona com a evolução do Direito Constitucional brasileiro, fornecendo ao ordenamento jurídico pátrio princípios inovadores também no Direito Processual Civil. Deve-se dizer que a Constituição Federal de 1988 foi para o Brasil, o rompimento do modelo tradicional de processo civil inaugurando no ordenamento jurídico a estrutura de um novo processo, o processo civil coletivo, ao lado do já existente processo civil individual.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn9" name="_ftnref9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O surgimento do processo civil coletivo com a Constituição Federal de 1988 exigiu do legislador infraconstitucional, um trabalho árduo de adequação do corpo das leis à nova base principiológica que a Carta Magna apresenta à sociedade. Entre os princípios inovadores do processo civil constitucional estão: a) a dignidade da pessoa humana; b) o acesso à justiça; c) a tutela do consumidor, d) a tutela do meio ambiente, e) à tutela à saúde e ao saneamento ambiental, f) a ampliação aos direitos sociais e da seguridade social, g) o direito à propriedade e sua função social, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;No cenário constitucional, a expressão cidadão é a marca de um novo trato aos direitos individuais e sociais, capazes de criar uma nova visão do homem a partir da compreensão de que ele é o elemento base da estrutura da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;No plano normativo infraconstitucional, as reformas do Código de Processo Civil vão surgir com a adoção das tutelas cautelares, antecipações de tutelas, as tutelas de urgência. As mudanças ressoam também no recurso de agravo de instrumento. Tudo isso levou e possibilitou à sociedade, o livre acesso ao Poder Judiciário, por meio do ajuizamento de demandas tendentes a tutelar os direitos fundamentais do cidadão.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn10" name="_ftnref10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pode-se assim dizer que as mudanças ocorridas no Código de Processo Civil motivaram-se pelos valores sociais emergentes no século XX e influenciaram o processo civil público e privado.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn11" name="_ftnref11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListBullet" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-list: none; tab-stops: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esta realidade no direito positivo nacional foi trazida pelas seguintes legislações:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;a) Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1.965, (Lei de Ação Popular), inicialmente usada para impor veto às ações do poder executivo e de seus agentes, tendentes a causar dano no exercício das atividades, mas foi durante muito tempo manejada para proteger o meio ambiente, diante da ausência da legislação específica no campo processual;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn12" name="_ftnref12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;b) A Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), disciplina pela primeira vez no Brasil, de forma ampla a tutela material do meio ambiente;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;c) Lei n­º 7.347 de 24 de julho de 1.985 (Lei de Ação Civil Pública);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;d) Lei nº 7.853/89 (Estabelece a defesa de pessoas portadoras de deficiência);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;e) Lei nº 7.913/89 (disciplina a responsabilidade civil por danos causados aos investidores de mercados imobiliários);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;f) Lei nº 8.069/90 (Institui o Estatuto de Proteção a Criança e ao Adolescente);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;g) Constituição Federal, art. 225 (Tutela Constitucional do Meio Ambiente);&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;h) Lei 8.078 de 11 de setembro de 1.990 (Código de Defesa do Consumidor).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ambas as legislações instituíram e representam ao lado da Lei de Ação Civil Pública, um sistema de defesa do consumidor, um sistema de defesa da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Além das legislações referidas, é fato notório que o Código de Processo Civil de 1.973 passou por várias reformas que procuraram criar novos instrumentos e regras procedimentais para dinamizar o processo civil, agilizar e tornar efetivo a prestação jurisdicional do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Entre as várias reformas empreendidas pelo legislador no processo civil clássico, podemos destacar no âmbito legislativos três reformas processuais, conhecidas entre os operadores do direito como as ondas ou etapas de reformas processuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A primeira etapa de reformas do Código de Processo Civil de 11 de janeiro de 1.973 sobreveio no final do ano de 1.994. Nessa primeira onda, a Comissão reformista era presidida pelo então Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira do Superior Tribunal de Justiça, elaborou vários projetos setoriais de alterações do referido diploma legal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No entanto, devemos observar que anos antes, em 1.992, veio a lume a lei 8.455, de 24-08-1992, modificou dispositivos relativos à prova pericial, dispensando-se o compromisso dos peritos e assistentes técnicos, disciplinou ainda aspectos sob a suspeição e impedimentos para os auxiliares da Justiça, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Observamos também que em 24-09-1993, foi publicada a Lei 8.710, que admite a citação pelo correio, exceção aos casos antes vedados pólo Código. Em 29-06-1994, sobreveio a Lei 8.898, estabelecendo disciplina par a liquidação de sentença, tendo cito suprimida a liquidação por cálculo ao contador, cabendo ao credor, na liquidação, oferecer o cálculo atualizado com a inclusão dos juros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Dessa mesma época, outras eles foram editadas. São elas: a) Lei nº 8.950, de 13-12-1994 (altera dispositivos do CPC sobre os recursos); b) Lei nº 8951, de 13-12-1994 (altera dispositivos relativos a consignação em pagamento e de usucapião) c) Lei 8.952, de 13-12-1994&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(altera dispositivo do CPC, no processo de conhecimento e no cautelar); d) Lei 8.953, de 13-12-1994 (altera dispositivos do CPC no que se refere ao processo de execução);&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lei 9.079, de 14-07-1995 (acrescenta dispositivo no CPC, com a adoção da ação monitória)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A segunda etapa de reformas no Código de Processo Civil teve início no final do ano de 2001. Com efeito, a Lei 10.352, de 26-01-2001, trata mais uma vez de mudanças na disciplina dos recursos, no que diz respeito notadamente ao reexame necessário. Adveio também a Lei 10.358, de 27-12-2001, estabelecendo alterações do processo de conhecimento e atribui eficácia às tutelas mandamentais. No ano de 2002, houve outra alteração do mesmo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Codex,&lt;/i&gt; dessa vez por meio da Lei 10.444, de 07-04-2002, estabelecendo modificações no instituto da tutela antecipada, bem como objetivando a efetivação da tutela específica e ainda altera o modelo do processo de execução.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mais recentemente, verificamos a presença de uma terceira etapa de reformas no Código de Processo Civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt;: a) Lei 11.187/05 (confere nova disciplina ao agravo de instrumento); b) Lei11.232/05 (estabelece a fase de cumprimento das sentenças no processo de conhecimento e revoga dispositivos relativos à execução fundada em título judicial, etc); c) Lei 11.276/06, (&lt;/span&gt;disciplina à forma de interposição de recursos, ao saneamento de nulidades processuais, ao recebimento de recurso de apelação e a outras questões); d) Lei &lt;span style="color: black;"&gt;11.277/06 (acresce o art. 285-A ao art. 285 do CPC) e Lei 11.280/06 (&lt;/span&gt;estabelece disciplina relativos à incompetência relativa, meios eletrônicos, prescrição, distribuição por dependência, exceção de incompetência, revelia, carta precatória e rogatória, ação rescisória e vista dos autos; e revoga o art. 194 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Há que se sublinhar que o advento desse complexo de legislações não foi suficiente para amoldar as novas realidades jurídicas. Com efeito, foi preciso também que o aplicador da lei, o jurista e o intérprete fizessem um esforço também condizente com as mudanças operadas. Isso ocorreu a partir de uma interpretação diferenciada do processo civil moderno. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;5.2. O objeto das reformas no processo civil clássico&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;As várias mudanças operadas no Código de Processo Civil de 1.973 se fizeram necessárias para adequação das realidades surgidas, fazendo com que elas se incorporassem as denominadas tutelas jurisdicionais diferenciadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A tutela jurisdicional diferenciada é uma nova linguagem do processo civil moderno, que antes de tudo, é uma linguagem constitucional, dado ao panorama legislativo inaugurado com a Constituição Federal de 1.988 e com as reformas processuais que a sucederam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListBullet" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-list: none; tab-stops: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A Constituição Federal de 1.988 representou definitivamente no ordenamento jurídico pátrio, o fundamento da tutela para a nova classe de direitos antes contemplados pela Lei de Ação Civil Pública (Lei 7.347/85); Lei de Ação Popular (Lei nº 4.717/65) e a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81), proclamando a necessidade se preservar o meio ambiente (art. 225), bem como ao patrimônio cultural (art. 216), a propriedade (ar. 5ª XXII e XXIII), ao lado da propriedade rural e urbana (art. &lt;metricconverter productid="182 a" w:st="on"&gt;182 a&lt;/metricconverter&gt; 186 da CF); além de disciplinar a atividade econômica ao lado da preservação do meio ambiente e da atividade de consumo (art. 170), entre tantas outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListBullet" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-list: none; tab-stops: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esse plexo legislativo forneceu ao intérprete, ao jurista e ao operador do direito, diretivas para se interpretar os novos direitos, reconhecendo os processos sociais e o panorama valorativo em que eles foram gestados, inaugurando um novo tempo para o processo civil brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListBullet" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-list: none; tab-stops: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Portanto, o processo civil contemporâneo é marcado pelas reformas havidas no Código de Processo Civil, pela nova disciplina dos bens, valores, interesses e direitos emergentes no século XX, a partir de sua estruturação no plano constitucional no âmbito material e processual, por meio da criação de novos mecanismos de tutela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;6. Nova interpretação à tutela processual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A compreensão das mudanças operadas pelo Direito e pelo Direito Processual Civil só foi possível porque a doutrina entendeu que, estar-se-ia na realidade, diante de um novo trato das questões ligadas aos novos direitos e, portanto, as novas tutelas trazidas pelas constantes reformas havidas no Código de Processo Civil. A essas novas formas de compreensão e a essa nova dinâmica legislativa atribui-se o nome de tutela jurisdicional diferenciada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pensamento de vários processualistas nacionais contribuiu de forma marcante para que possamos compreender esse novo tratamento dado às tutelas processuais. Donaldo Armelin um dos nomes mais marcantes nos estudos das tutelas diferenciadas, afirma: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Dois posicionamentos, pelo menos, podem ser adotados a respeito da conceituação de tutela diferenciada: Um, adotando como referencial da tutela jurisdicional diferenciada a própria tutela, em si mesma, ou seja, o provimento jurisdicional que atende, em si mesma, ou seja, o provimento jurisdicional que atende a pretensão da parte, segundo, o tipo de necessidade de tutela ali veiculado. Outro, qualificando a tutela jurisdicional diferenciada pelo prisma de sua cronologia no &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;inter &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;procedimental em que se insere, bem assim como a antecipação de seus efeitos, de sorte a escapar das técnicas tradicionalmente adotadas nesse particular”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn13" name="_ftnref13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por seu turno, João Batista Lopes assevera: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Em verdade, a tutela jurisdicional diferenciada não significa mera &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;especialidade de procedimentos&lt;/span&gt;, mas está direcionada à &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;efetividade&lt;/span&gt; do processo, isto é, deve ser assegurado, à parte o t6ipo ou espécie de tutela mais adequado à proteção real do direito.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn14" name="_ftnref14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;No dizer desse&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;autor: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“(....) é possível conceituar a tutela jurisdicional diferenciada como um conjunto de instrumentos e modelos para satisfazer o processo atuar pronta e eficazmente, garantindo a adequada proteção dos direitos segundo os princípios, regras e valores constantes da ordem jurídica”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn15" name="_ftnref15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A tutela jurisdicional diferenciada é a marca da evolução do direito processual civil. Sua estrutura, forma, âmbito e objeto estão delineados nas reformas empreendidas pelo legislador infraconstitucional, que entendeu por bem adotar modelos não mais fechados de interpretação, dimensionado e redirecionando a processualista para que haja efetivamente a pronta e eficaz entrega do bem da vida, num curto espaço de tempo àquele que é o seu titular. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como se disse, à medida que os processos sociais foram avançando e o legislador reconheceu a necessidade de tutelar os bens, valores, interesses e direitos emergentes no século XX, o processo civil foi aos poucos se amoldando às novas exigências do mundo moderno, absorvendo nesse contexto as realidades antes não disciplinadas pelo ordenamento jurídico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É preciso também que ao lado do surgimento de um novo tratamento das realidades jurídicas, seja o operador do direito ou aqueles recém formados que saem das faculdades, recebam a devida formação acadêmica condizente com o avanço da dinâmica social e jurídica. Vale dizer, não se concebe que as entidades de ensino não estejam comprometidas com o avanço social e jurídico e não invistam em profissionais altamente capacitados para formar não meros bacharéis em Direito, mas verdadeiras cabeças pensantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;7. A defesa coletiva dos direitos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;No processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt;, instaurado após as revoluções francesa e industrial, a proteção dos direitos se dava no âmbito dos direitos subjetivos. Essa tônica foi adotada pelos países do Ocidente, de modo que a defesa dos direitos ao longo do tempo, se mostrou muito difícil. Os conflitos decorrentes do processo produtivo atingiram com o evoluir dos tempos - grupos sociais cada vez maiores - inviabilizando a tutela dos direitos daqueles que se viam lesados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Essa realidade, fruto do processo produtivo atingiu os consumidores que passaram a ser vítimas da produção em larga escala e nessa seara o mecanismo de proteção vigente, guardava até o último quartel do século XX, o modelo individualista de proteção, que no mais das vezes, não permitia a responsabilização do fabricante, pois o sistema de proteção e da tutela dos direitos não permitia a dinamização da ação para proteger aquele que era lesado, levando-o a perder a ação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Com o passar do tempo, o legislador passou a adotar no campo processual, um novo mecanismo de tutela dos direitos e interesses jurídicos que a sociedade reconheceu como novos. Todavia, esse mecanismo se deu de forma muito tímida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No passado, uma vez surgindo o dano, fosse ele decorrente da relação de consumo ou do empreendedor da atividade econômica fabril, têxtil, industrial, mecanizada ou não, a ação que visava recompor o direito lesado era a ação de reparação de dano, cuja proteção se dava no âmbito dos direitos subjetivos. Vale dizer, a parte mais fraca da relação jurídica era a que mais sofria, haja vista que a estrutura clássica do processo civil não permitia um sistema de defesa ampla.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os primeiros sinais na alteração no modelo de proteção pode ser verificada com o advento da lei nº 4.717, de 29 de junho de 1.965, (Lei de Ação Popular), onde se buscou &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a tutela do patrimônio público.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn16" name="_ftnref16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vale transcrever as lições de Alberto Carneiro Marques, ao se pronunciar sobre a ação popular, em brilhante defesa de Mestrado: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“ (....) o limite de atuação do legitimado era tão restrito ao objeto específico da lei, consistente na defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa, que não se poderia mesmo afirmar que a Ação Popular era suficiente para proporcionar efetiva tutela a direitos e interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos, bastando notar que, por meio dela, não seriam albergáveis nenhum dos novos direitos oriundos da chamada “revolução das massas”. Nem mesmo a alteração que lhe promovida pela Lei 6.513, de 20/12/1977, deram à Ação Popular aptidão para a defesa de tais direitos”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn17" name="_ftnref17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É oportuno lembrar que a Lei de Ação Popular surgiu no ordenamento jurídico vocacionada para a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios e de outros entes administrativos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mais tarde, porém, surge a Lei 7.347 de 24 de julho de 1.985 (Lei de Ação Civil Pública) para a defesa do meio ambiente e outros direitos de natureza difusa, bens e direitos não mais pertencentes aos indivíduos ou grupo, mas a novas categorias as quais não se pode determinar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A evolução normativa e sua conseqüente aplicabilidade são elucidadas com percuciência por Arruda Alvim, que sustenta: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Os bens protegidos pela ação civil pública, antes da Lei 7.347/1985, eram, em termos reais, insuscetíveis de proteção. Ainda que houvesse algumas proteções, a proteção era inteiramente destituída de eficácia, porque destituída de instrumental preordenado a proporcionar autêntica proteção. São bens, contemporaneamente, altamente prezáveis, de que podem servir de exemplos de exemplos emblemáticos o meio ambiente e a situação dos consumidores&lt;/i&gt;”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn18" name="_ftnref18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É possível compreender também, na linha daquilo que já foi dito pela doutrina especializada, que a Ação Civil Pública representou o marco inicial da tutela coletiva no Brasil, pois segundo o Ministro Teori Albino Zawascki: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mais que disciplinar um novo procedimento qualquer, a nova Lei veio inaugurar um autentico sub-sistema de processo voltado para a tutela&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de uma também original espécie de direito material: a dos direitos transindividuais, caracterizados por se situarem em domínio jurídico, não de uma pessoa ou de pessoas determinadas, mas sim de uma coletividade”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn19" name="_ftnref19" style="mso-footnote-id: ftn19;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os conflitos que antes estavam relacionados ao campo da individualidade, com a Lei 7.347/85 passaram a atingir grupos isolados de pessoas e muitas vezes, categorias de pessoas representativas de certo grupo social e econômico e mais adiante, grupos indeterminados e por fim, toda a coletividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O plexo normativo de defesa dos direitos difusos ganhou fôlego com a edição da Lei 8.078 de 11 de setembro de 1.990 (Código de Defesa do Consumidor) e ao lado da Lei de Ação Civil Pública, constitui um sistema de defesa processual civil coletivo dos direitos e interesses da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A tutela, bem como a defesa de direitos coletivos e a tutela coletiva de direitos pode se dar não somente por meio da ação popular e a ação civil pública. Nessa seara o mandado de segurança coletivo representa um instrumental capaz de viabilizar a proteção dos direitos adquiridos e ameaçados de lesão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;8. O objeto da ação civil pública&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Os novos bens, valores, interesses e direitos contemporâneos que se firmaram no século XX como resultados das mudanças operadas no ordenamento jurídico são tutelados de forma coletiva por meio da Ação Popular, Ação Civil Pública e pelo Mandado de Segurança, ambos se constituindo instrumentos aptos para se pleitear em juízo a defesa dos direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos, marcas de uma nova era do processo civil brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;A ação civil pública é regulamentado pela Lei n.º 7.347/85 e subseqüentes alterações, possui base jurídica na Constituição Federal, que disciplina igualmente as novas categorias de direitos, utilizando-se paralelamente com o Código de Defesa do Consumidor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.45pt;"&gt;&amp;nbsp; Por meio desse instrumental se pode perceber a eficácia e segurança nas decisões, e seus limites impostos possuem como finalidade não a restrição do direito, mas de tornar suas decisões mais precisas, porquanto o âmbito de atuação é muito mais extenso do que a ação de natureza individual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 3.6pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&amp;nbsp;Afirma Paulo de Tarso Brandão que: “....&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a Ação Civil Pública é um instrumento de defesa da cidadania, estando, assim, a serviço da ordem política e que, via de conseqüência, é um instituto que interessa à Teoria Política”&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn20" name="_ftnref20" style="mso-footnote-id: ftn20;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 3.6pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Em realidade, a ação civil pública está no centro da defesa dos direitos e prerrogativas do cidadão, na medida em que inovou no cenário processual, representeando não apenas um instrumental que defende os interesses dos grupos sociais, mas está no vértice das grandes questões econômicas, políticas e culturais. É comum nos dias correntes quando surge a ameaça de lesão ou quando esse se concretiza, a notícia de que alguém manejará a ação civil pública para apurar a responsabilidade daquele que violou ou está a violar esses direitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Para esclarecer melhor o objeto em estudo, é necessária a verificação da finalidade da proteção dos direitos e interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos, tratado pelo art. 81, parágrafo único, incisos I, II e III do Código de Defesa do Consumidor.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn21" name="_ftnref21" style="mso-footnote-id: ftn21;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para que se possa ter uma compreensão correta, deve-se esclarecer que a Lei 4.717/65 (Lei de Ação Popular) e a Lei 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública), antecedem à Constituição Federal de 1988, e ao Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº 8.078 de 1.990).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Ação Civil Pública representam as maiores inovações no campo da tutela dos direitos transindividuais, coletivos e difusos, conforme dispõe o art. 81, parágrafo único, inciso I, II e III, disciplinando o que vem a ser Direito ou Interesse Difuso, nos termos seguintes:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Art. 81 – A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Parágrafo único: A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;I- interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeito deste Código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas ligadas por circunstâncias de fato.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; tab-stops: list 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.25pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Nas palavras de &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Celso Antonio Pacheco Fiorrillo: “Por conta do aludido preceito, o direito difuso apresenta-se como um direito transindividual, tendo um objetivo indivisível, titularidade indeterminada e interligada por circunstâncias de fato.”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn22" name="_ftnref22" style="mso-footnote-id: ftn22;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Para esse autor: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Transindivisdualidade&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; - &lt;/b&gt;O citado Art. 81 da Lei 8.078/90, ao preceituar que os interesses ou direitos difusos são transindividuais, objetivo ou defini-los como aqueles que transcendem o indivíduo, ultrapassando o limite da esfera de direitos e obrigações de cunho individual”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn23" name="_ftnref23" style="mso-footnote-id: ftn23;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 37.4pt;"&gt;No mesmo sentir de suas lições: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Individualidade - O direito difuso possui a natureza de ser indivisível. Não há como cindi-lo. Trata-se de um objetivo que, ao mesmo tempo, a todos pertence, mas ninguém, em específico possui. Um típico exemplo é o ar atmosférico. É uma “espécie de comunhão, tipificada pelo fato de que a satisfação de todos, assim como a lesão de um só constitui, ipso facto, lesão da inteira coletividade...”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn24" name="_ftnref24" style="mso-footnote-id: ftn24;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os direitos protegidos pela tutela do meio ambiente, os direitos do consumidor, entre tantos outros, são os direitos difusos, os direitos coletivos e os individuais homogêneos, que gozam de um núcleo conceitual comum que permite um tratamento até certo ponto conjunto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Advoga&lt;span style="color: black; layout-grid-mode: line;"&gt; Hugo Higro Mazzilli: "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os interesses difusos compreendem grupos menos determinados de pessoas, entre os quais inexiste vínculo jurídico ou fático preciso. São como um feixe ou conjunto de interesses individuais, de pessoas indetermináveis, unidas por pontos conexos”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn25" name="_ftnref25" style="mso-footnote-id: ftn25;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="color: black; layout-grid-mode: line;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;O mesmo autor prossegue: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“O objeto dos interesses difusos é indivisível. Assim, por exemplo, a pretensão ao meio ambiente hígido, posto compartilhada por número indeterminável de pessoas, não pode ser quantificada ou dividida entre membros da coletividade; também o produto de eventual indenização obtida em razão da degradação ambiental não pode ser repartido entre os integrantes do grupo lesado, não apenas porque cada um dos lesados não pode ser individualmente determinado, mas porque o próprio interesse é indivisível. Destarte, estão incluídos no grupo lesado não só os atuais moradores da região atingida, como também os futuros moradores do local; não só as pessoas que ali vivem atualmente, mas até mesmo as gerações futuras, que, não raro, também suportarão os efeitos da degradação ambiental. Em si mesmo, o próprio interesse em jogo é indivisível.”&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn26" name="_ftnref26" style="mso-footnote-id: ftn26;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; layout-grid-mode: line; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[26]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No entanto, como já dito, a idéia de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, vem sufragada pelo Código de Defesa do Consumidor&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn27" name="_ftnref27" style="mso-footnote-id: ftn27;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[27]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, pela Lei de Ação Civil Pública, Política Nacional do Meio Ambiente&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn28" name="_ftnref28" style="mso-footnote-id: ftn28;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[28]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e pela Constituição Federal, ambos referendados pela Constituição Federal, art. 129, inciso III.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Para a tutela dessa classe de bens, valores e direitos é aplicável à Lei de Ação Civil Pública, por força art. 117 da Lei nº 8.078/90 que instituiu o Código de Defesa do Consumidor e determinou a inclusão do artigo 21 na Lei n&lt;sup&gt;º &lt;/sup&gt;7.347/85, determinando que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais, no que for cabível, os dispositivos do Título II da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesse sentido, a Lei de Ação Civil Pública tem aplicabilidade ao lado do Código de Processo Civil e do Código de Defesa do Consumidor, formando um sistema contemporaneamente novo de proteção e defesa dos novos bens, valores, interesses e direitos contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;9. A legitimidade ativa nas ações coletivas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sistema de proteção coletiva dos direitos transindividuais, de natureza indivisível, dos direitos e interesses coletivos e dos direitos e interesses individuais homogêneos são tutelados de forma especial pelo Código do Consumidor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A disciplina do art. 82 da referida norma legitimou vários entes para agir na defesa dessa classe de bens, valores, interesses e direitos contemporâneos (art. 81, § único I, II e III).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Vale dizer, a legitimidade ativa foi outorgada pelo sistema coletivo aos seguintes órgãos: o Ministério Público; a União, Estados, Municípios e o Distrito Federal; entidades e órgãos da administração pública, direta e indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à tutela dos direitos e direitos protegidos por este Código e associações constituídas há mais de ano, que incluam, entre seus fins institucionais, a defesa dos direitos e direitos protegidos por este Código, dispensada a autorização assemblear (incs. I a IV do art. 82).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Deve-se dizer ainda que a esses entes foi outorgado um poder condizente com a evolução dessa classe de direitos, porquanto, a teor do art.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;art. 83 do Código de Defesa do Consumidor&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;podem&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;utilizar qualquer tipo de ação capaz de propiciar sua adequada e efetiva tutela. Vale dizer, qualquer pretensão a defesa desses direitos pode ser manejada por esses entes, desde o mandado de segurança coletivo (art. 5º, LXX, “a” e “b” da CF/88), e qualquer outra ação de conhecimento que vise obter uma sentença de natureza meramente declaratória, constitutiva ou condenatória, ação de execução, ações cautelares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Cumpre-se sublinhar que em qualquer dessas ações podem, no caso concreto, caso o procedimento admita, ser pleiteado a tutela antecipada, nos moldes do art. 273 do Código de Processo Civil, o cumprimento de obrigação de faze e de não fazer, postulando-se a fixação de multa para a hipótese de descumprimento do preceito legal e da determinação da autoridade judiciária.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;strong&gt;9.1. Pressupostos processuais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;São pressupostos para se intentar as ações civis pública: a) interesse de agir; b) legitimidade de parte e c) ofensa a bem, valores, direitos, interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Para que haja interesse de agir deve haver no mínimo a perspectiva de um prejuízo certo, determinado ou determinável e ainda, que haja possibilidade de demanda judicial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Para a propositura de demanda judicial é crucial a ação do órgão legitimado, que age por força da lei, para a tutela dos direitos e interesses de um grupo determinado ou indeterminado de pessoas a pretensão deduzida como de direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O interesse de agir em sede de ação civil pública foi deslocado do particular para um ente com representação conferida por lei. Assim o Ministério Público, bem como a União Estados e Municípios e os demais legitimados, tem legitimidade para a propositura de demanda judicial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm -4.65pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O pedido imediato da ação civil pública traduz-se num preceito de natureza cominatória, posto que impõe &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lato sensu&lt;/i&gt; uma condenação ao infrator.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm -4.65pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A Lei nº 7.347/85, estabelece no art. 11 que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"Na ação que tenha por objeto o cumprimento da prestação de fazer ou não fazer, o juiz determinará o cumprimento da prestação da atividade devida ou a cessação da atividade nociva, sob pena de execução específica, ou de cominação de multa diária, se esta for suficiente ou compatível, independentemente de requerimento do autor." &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em se tratando de indenização é preciso que fique claramente demonstrado o dano certo, dano presente, determinado ou determinável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não há possibilidade de indenizar sem a configuração de dano certo e presente, tal circunstância é decorrência da sistematização da responsabilidade civil, seja de dano decorrente de ofensa ao meio ambiente, às relações de consumo ou de outras de natureza coletiva e difusa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto ao interesse de agir, estabelece o art. 3º e o art. 6º do Código de Processo Civil:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Art. 3º- Para propor ou contestar&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ação é necessário ter interesse e legitimidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Art. 6º- Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No sistema do processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt;, somente se poderia pleitear em nome próprio direito alheio quando houvesse autorização expressa &lt;personname productid="em lei. Tal" w:st="on"&gt;em lei. Tal&lt;/personname&gt; dinâmica foi profundamente alterada pelo processo civil contemporâneo, que estabelece outra dinâmica. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os direitos tutelados no âmbito da ação civil pública são direitos fundamentais, cujo titular é a comunidade indeterminada de pessoas, e não propriamente o indivíduo. Esse por seu turno tem a ação individual, mas se insere no contexto de grupo e de indeterminabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim, em sede de processo civil coletivo, não há falar em substituição processual, mas em legitimação autônoma, decorrente de expresso mandamento legal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com os professores Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A figura da substituição processual pertence &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;exclusivamente&lt;/span&gt; ao direito singular, e, no âmbito processual, ao &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;direito processual civil individual&lt;/span&gt;. Só tem sentido falar-se em substituição processual diante da discussão sobre um direito subjetivo (singular), objeto da substituição: o substituto substitui pessoa &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;determinada&lt;/span&gt;, defendendo em seu nome o direito alheio substituído”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn29" name="_ftnref29" style="mso-footnote-id: ftn29;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[29]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esses mesmos autores justificam: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Os direitos difusos e coletivos não podem ser regidos pelo mesmo sistema, justamente por ter como característica a não individualidade. Não se pode substituir &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;coletividade&lt;/span&gt; ou &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;pessoas indeterminadas&lt;/span&gt;. O fenômeno é outro, próprio do &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;direito processual civil coletivo”&lt;/span&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn30" name="_ftnref30" style="mso-footnote-id: ftn30;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[30]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;E arrematam: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“No caso, é impertinente falar-se em legitimação ordinária, instituto que se presta a explicar o fenômeno no processo civil individual. Mas, se tivéssemos que reduzir esse fenômeno à dicotomia clássica do direito individual (legitimação ordinária e extraordinária), não hesitaríamos em dizer que a legitimação para a defesa do interesse social seria sempre ordinária, pois não se poderia substituir processualmente a sociedade, titular de direito difuso ou coletivo”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn31" name="_ftnref31" style="mso-footnote-id: ftn31;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[31]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Logo, há uma sistemática diferente, porquanto no processo civil moderno, a estrutura da legitimidade ativa foi construída a partir do surgimento da nova categoria de bens, valores, interesses e direitos consagrados pelas normas já referidas.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn32" name="_ftnref32" style="mso-footnote-id: ftn32;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[32]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Para esses bens, valores e direitos, a norma prevê uma legitimação autônoma diferenciada, não sendo ela representada pelo indivíduo em si mesmo, nem por um substituto processual, mas por um órgão dotado de especialidade específica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Acorde com os professores Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, O Ministério Público: "(....) quando ajuíza ação civil pública para defesa de direitos difusos ou coletivos não é substituição processual, mas legitimação ordinária em virtude de legitimação autônoma para a condução do processo." Segundo esses processualistas&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"Quando o legislador legitima o MP para a proprositura de ação civil é porque identificou previamente o interesse processual, que deriva da própria outorga da legitimação".&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn33" name="_ftnref33" style="mso-footnote-id: ftn33;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[33]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;Por fim, esclarecem: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"(....) em matéria de direitos difusos e coletivos é mais correto falar-se em legitimação-autônoma para a condução do processo e não em substituição processual. A legitimação do MP para o ajuizamento da ação coletiva para a defesa de direitos difusos ou coletivos (CDC 82), é, portanto, ordinária", pois segundo eles, a "..legitimação não se confunde com a representação processual (CPC 8º e 12)."&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn34" name="_ftnref34" style="mso-footnote-id: ftn34;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[34]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Deve-se dizer que a legitimação é institucional, porquanto decorrente de mandamento constitucional, art. 129, III, de modo que a nomenclatura que se atribui a esse tipo de legitimidade não é o mais importante, ao passo que o que efetivamente interessa é a tutela dessas estruturas processuais diferenciadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Estabelece ainda o art. 5º da Lei nº 7.347/85: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A ação principal e a cautelar poderão ser propostas pelo Ministério Público, pela União, pelos Estados e Municípios. Poderão também ser propostas por autarquia, empresa pública, fundação, sociedade de economia mista ou por associação que”:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;;"&gt;I - esteja constituída há pelo menos um ano, nos termos da lei civil;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;II - inclua, entre suas finalidades institucionais a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A lei 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública), art. 5º, ao lado do art. 82, do Código de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn35" name="_ftnref35" style="mso-footnote-id: ftn35;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[35]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt; estabelece um rol taxativo e especializado de legitimados para a defesa dos interesses coletivos e difusos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.blogger.com/" name="art5"&gt;&lt;/a&gt;Art. 5&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&amp;nbsp; Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn36" name="_ftnref36" style="mso-footnote-id: ftn36;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[36]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;I - o Ministério Público&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn37" name="_ftnref37" style="mso-footnote-id: ftn37;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[37]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;II - a Defensoria Pública&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn38" name="_ftnref38" style="mso-footnote-id: ftn38;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[38]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn39" name="_ftnref39" style="mso-footnote-id: ftn39;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[39]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn40" name="_ftnref40" style="mso-footnote-id: ftn40;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[40]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;V - a associação que, concomitantemente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn41" name="_ftnref41" style="mso-footnote-id: ftn41;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[41]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn42" name="_ftnref42" style="mso-footnote-id: ftn42;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[42]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="art5§3"&gt;&lt;/a&gt;§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn43" name="_ftnref43" style="mso-footnote-id: ftn43;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[43]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8078.htm#art112"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;(Redação dada pela Lei nº 8.078, de 1990)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.blogger.com/" name="art5§4"&gt;&lt;/a&gt;§ 4.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn44" name="_ftnref44" style="mso-footnote-id: ftn44;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[44]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8078.htm#art113"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;(Incluído pela Lei nª 8.078, de 11.9.1990)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="art5§5"&gt;&lt;/a&gt;§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn45" name="_ftnref45" style="mso-footnote-id: ftn45;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[45]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8078.htm#art113"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;(Incluído pela Lei nº 8.078, de 11.9.1990)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Ministério Público é o primeiro a receber da lei a legitimidade para agir, visto que além da isenção das custas e honorários, recebeu de nossa Carta Magna (artigo 129, III) independência institucional para esse desiderato, também prevista na Lei Federal nº &lt;sup&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;8.625/93, em seu art. 24 inciso IV e na Lei Complementar do Estado de São Paulo de nº &lt;sup&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;734/93 que trata da organização do Ministério Público Estadual, em seu art. 109, inciso VIII. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A legitimação coletiva visa por outro lado, colocar em pé de igualdade o agressor dos direitos coletivos e difusos às suas respectivas vítimas, criando ainda que substancialmente uma igualdade na tutela desses bens, valores, interesses e direitos, como vaticina José Carlos Barbosa Moreira: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Todos nós sabemos que o litigante individual sofre certas desvantagens, sobretudo quando luta contra adversários de poder político ou de grande poder econômico. Além disso, o litigante individual é, em regra, um litigante que eu chamaria de acidental; ele em geral litiga uma ou duas vezes na vida, ao passo que uma pessoa jurídica de direito público ou uma grande empresa são, em regra litigantes habituais.têm um grande número de processos, participam de uma imensa quantidade de lítios judiciais; e com isso naturalmente se beneficiam da experiência, te seus fichários de jurisprudência, têm seus repositórios, t~e suas bibliotecas, t~e uma porção de pessoas que se conjugam, que trabalham em colaboração para colher elementos, para reunir subsídios. É evidente que tudo isso representa vantagem”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn46" name="_ftnref46" style="mso-footnote-id: ftn46;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[46]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Para possibilitar que a sociedade tenha a seu favor um aparelhamento que possa concorrer com as grandes empresas que estão sempre muito bem equipadas, é que o instrumental coletivo legitima órgãos especiais, pois, estes estão em tese também organizados estruturalmente para promover a defesa dos direitos que reputamos fundamentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;metricconverter productid="10. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;10. A&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt; legitimidade passiva nas ações coletivas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A legitimidade passiva nas ações coletivas são todos aqueles que de forma direita ou indireta tenha laborado em conduta ou atividade positiva ou negativa que acarreta dano aos direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Assim, o Código de Defesa do Consumidor fornece um rol exemplificativo de quem pode ser sujeito passivo tanto nas ações individuais quanto nas ações coletivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;De acordo com a disposição do art. 3º da referida Lei 8.078 de 11 de setembro de 1990: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Pela citada disposição podemos sublinhar que qualquer pessoa física ou jurídica que desempenhar uma das atividades descritas no referido preceito pode ser sujeita passiva nas ações de reparação de dano ao consumidor, ao meio ambiente, aos bens e interesses de valor artístico, estético, paisagísticos, etc. Note-se portanto, que a leitura do art. 3º deve ser feita em sintonia com o art. 81, § único, inciso I, II e III do mesmo Código corroborado ainda com a norma dos art´s 1º ao 6º da Lei 7.347 de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;24/07/1.985, (Lei de ação Civil Pública).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;11. O papel do Ministério Público&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O Ministério Público para promover a ação civil pública tem autonomia. Tal autonomia decorre da Constituição Federal, da Lei de Ação Civil Pública e do Código de Defesa do Consumidor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assegura Hugo Nigro Mazzilli que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“(....) no caso de interesse difusos, em vista de sua abrangência ou extensão, não há como negar estar o Ministério Público sempre legitimado à sua defesa, mas, no caso de interesses individuais homogêneos ou no caso de interesses coletivos em sentido estrito, sua iniciativa ou intervenção processual só podem ocorrer quando haja efetiva conveniência social na atuação ministerial.”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn47" name="_ftnref47" style="mso-footnote-id: ftn47;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[47]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e cita a Súmula nº 7 do Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo: “O Ministério Público está legitimado à defesa de interesses individuais homogêneos que tenham expressão para a coletividade, como: a) os que digam respeito à saúde ou à segurança das pessoas, ou ao acesso das crianças e adolescentes à educação; b) aqueles em que haja extraordinária dispersão dos lesados; c) quando convenha à coletividade o zelo pelo funcionamento de um sistema econômico, social ou jurídico.”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn48" name="_ftnref48" style="mso-footnote-id: ftn48;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[48]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim, a autonomia do Ministério Público para atuar decorre da Constituição Federal, e demais leis especiais, de modo que entendo que isso não impede a atuação conjunta de outros órgãos legitimados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Deve se ter presente que se o Ministério Público não figurar como parte na ação coletiva, deverá intervir como fiscal da lei (art. 5º, § 1º, da Lei de ação civil Pública). Caso hja abandono por qualquer legitimado, poderá retomar a ação, como letigimado (art. 5º, § 3º). &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn49" name="_ftnref49" style="mso-footnote-id: ftn49;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[49]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;No caso em que a associação autora deixar de promover a ação de execução, haverá o órgão do Ministério Público de promovê-la no prazo de 60 (sessenta) dias, após o trânsito em julgado da decisão, seja ela condenatória, ou que tenha por escopo direito difuso ou coletivo (art. 15).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Ainda nos termos do art. 5º, § 5º&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn50" name="_ftnref50" style="mso-footnote-id: ftn50;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[50]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da Lei de Ação civil Pública: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Por meio dessa disposição legal, tanto o Ministério Público da União quanto do Estado podem, em litisconsórcio, promover a defesa dos interesses difusos e coletivos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Não há no nosso entender qualquer colidência de interesses, porquanto, a categoria de bens defensável pelo instrumental coletivo é que legitima essa postura do legislador, estando em plena sintonia com o princípio fundamental do amplo acesso à justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;metricconverter productid="12. A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;12. A&lt;/b&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; força do instrumental coletivo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A lei de ação civil pública é um instrumental coletivo dotada de força capaz de garantir a segurança dos direitos lesados ou ameaçados de lesão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A Lei nº 7.347/85 trás preceito específico quando trata do objeto de instrumento processual, é o que se depreende do art 3º da aludida lei &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação de fazer ou de não fazer".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Na feliz a lição de Arruda Alvim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A ação civil pública nasceu para proteger &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;novos &lt;/span&gt;bens jurídicos, referindo-se a uma nova pauta de bens ou valores, marcados pelas características do que veio a ser denominado de interesses e direitos difusos ou coletivos, das quais se pode dizer sempre profundamente diferentes ou “opostos” às da categoria clássica dos direitos subjetivos&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;, o que &lt;/span&gt;marcaram o direito privado e o processo civil tradicional”&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn51" name="_ftnref51" style="mso-footnote-id: ftn51;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[51]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Segundo Rodolfo de Camargo Mancuso &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"A lei não tem características de texto de direito material, apresentando-se precipuamente lei de natureza processual, que objetiva disciplinar a ação civil pública em matéria de interesses metaindividuais". Segundo esse autor: "essa a razão pela qual a lei não contém, dispositivos conceituais, v.g. o que se deve entender por "meio ambiente"&lt;/i&gt;, consumidor", ou "ordem urbanística". E acrescenta: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"Limita-se a traçar o perfil processual-procedimental da ação e o mesmo isso com o respaldo da aplicação subsidiária do CPC (art. 19)".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn52" name="_ftnref52" style="mso-footnote-id: ftn52;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[52]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Um outro autor, Édis Milaré, que sempre se notabilizou pela luta e proteção aos direitos difusos, assegura&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;:&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"O escopo da ação civil pública consiste em fazer atuar a função jurisdicional, visando à tutela de interesses vitais da comunidade. Em face da inércia do Poder Judiciário, indispensável à sua atuação imparcial, é preciso saber quem está legitimado a defender esses interesses, que não podem subordinar-se à livre disposição de seus titulares"&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn53" name="_ftnref53" style="mso-footnote-id: ftn53;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[53]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;No passado era difícil a tutela do direito da coletividade por falta de um instrumento jurídico eficaz, quando se tinha apenas a ação de responsabilidade civil individual e logo após, a adoção da ação popular como instrumento passível de defesa do meio ambiente, em particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Nos tempos atuais, tudo ficou mais fácil, graças à ação civil pública a coletividade está protegida com um instrumental prático e eficaz, e não mais tendo apenas o direito de ação de ressarcimento de danos individual, que se mostra um instrumento incompatível para pleitear a defesa dos direitos difusos em juízo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;A força desse instrumental coletivo confere poderes especiais ao magistrado que pode, no exercício de suas atribuições, levar ao conhecimento do órgão do Ministério Público quando no &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis (art. 7º da Lei 7.347/85).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Naquilo que é objeto de investigação nas ações coletivas, pode ainda o Ministério Público:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;a) requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias (art. 8º);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;b) poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, de qualquer organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis. (art. 8º, § 1º).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Tudo isso, nos leva a crer que a legitimidade especial garante com maior possibilidade de êxito alcançar a tutela dos direitos e interesses coletivos e difusos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Em realidade, a força da ação civil pública como instrumental se amolda a dinâmica que o processo civil assumiu com a Constituição Federal de 1988, representando a marca da tutela coletiva dos direitos humanos fundamentais em nosso ordenamento. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nesse sentido, afirmou Alberto Carneio marques: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A ação civil pública, que até então era destinada à reparação de danos causados ao consumidor, ao meio ambiente e a bens e direitos de valor artístico, estético, turístico e paisagístico, com a Constituição Federal de 1988 foi elevada á categoria de garantia fundamental, com significativa ampliação do seu rol de atuação, que passou a incluir a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, deferindo ao Ministério Público a incumbência de inquérito civil e as respectiva ação (art. 129, III)”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn54" name="_ftnref54" style="mso-footnote-id: ftn54;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[54]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Portanto, o instrumental coletivo foi alçado à categoria de direito e garantia fundamental, tutelando a nova classe de bens, valores, interesses e direitos que o mundo contemporâneo adotou com a marca da determinação da evolução dos processos sociológicos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;13. Estruturas diferenciadas de preservação dos interesses e direitos coletivos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sistema de proteção dos novos direitos está circunscrito a certas estruturas processuais diferenciadas surgidas com o processo civil coletivo nos fins do século XX, não mais se valendo do sistema do Processo Civil clássico, porquanto incompatível com as realidades jurídicas advindas com o processo histórico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Em sede de tutela de interesse e direitos transindividuais, coletivos e individuais homogêneos é imperioso reconhecer que o Estado promove por meio de legislações especiais, com fundamento na Constituição Federal e leis esparsas, uma tutela jurisdicional diferenciada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Na realidade, têm-se estruturas jurisdicionais diferenciadas que podem ser assim classificadas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;a) interesses ou direitos difusos transindividuais de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstância de fato (art. 81, § único, inciso I do CDC);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O que qualifica, potencializa e justifica a defesa dos direitos transindividuais de forma coletiva é a indivisibilidade de seu objeto. Com efeito, não se sabe a quantidade de pessoas a serem atingidas pelo evento danoso ou que tenham ou possam vir a ter suas vidas colocas em risco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Um exemplo para aclarar a necessidade de se pleitear a defesa coletiva dos direitos e interesses transindividuais de uma comunidade indeterminada de pessoas é a inserção no mercado de consumo de um remédio que não produzirá nenhum efeito aqueles que ingerirem sua substância. A exposição pode ser exagerado, mas, suponha-se que haja uma epidemia de sarampo ou outra doença qualquer e haja um único remédio para o tratamento. O produto foi colocado no mercado e está sendo utilizado pelo consumidor. No curso do tratamento se descobre que o princípio ativo responsável pela cura não tem efeito porque as medidas usadas não foram suficientes ou o reagente é incompatível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Está se diante de uma questão de saúde pública que precisa ser tratada de forma coletiva, por meio de um instrumental correto e por meio de órgão &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ou entidade com titularidade especiais, como conferido pela lei de ação civil pública e pela Constituição Federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ademais, qualquer problema de saúde causado vítimas, o sistema de reparação será o coletivo e não o individual. Portanto, é a qualidade do direito e do interesse em jogo que justifica a adoção da tutela coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Essa categoria de direitos é sem dúvida alguma, a que mais exige no âmbito da ação civil pública, a tutela processual pretendida, a medida em que o legislador se pautou em sua estrutura, por uma construção processual típica (bens, valores, interesses e direitos de natureza difusa, coletiva e individuais homogêneos), portanto, transindividual, ultrapassando o indivíduo em si mesmo considerado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Devemos anotar que os direitos protegidos pela ação civil pública não dizem respeito apenas às questões afetas a condenação em dinheiro, obrigações de fazer e de não fazer. Há que se fazer uma interpretação ampla e em conjunto com vários dispositivos constantes do artigo 1º, 3º e 4º da referida norma, porquanto o que se visa no final do provimento é uma tutela definitiva, embora se possam requerer provimentos preventivos para se evitar ameaça de lesão ou para sanar lesões já iniciadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Resumidamente, pode-se dizer que são as seguintes as tutelas que podem ser postuladas em juízo para a defesa dos direitos difusos, enquanto estrutura diferenciada:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;a) pretensão à reparação de danos materiais já efetivados, podendo ser apurados os reflexos extrapatrimoniais (1º);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A disposição contida no aludido preceito não afastou a possibilidade do manejo da ação popular pelo legitimado, pessoa física, cidadão, dotado de título de eleitor. Veja-se, portanto, que a referida lei de ação civil pública se harmonizou com a já existente lei de ação popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;b) pretensão à condenação em obrigação de fazer ou de não fazer, com a cominação de multa para a hipótese de descumprimento do preceito judicial (art. 3º);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;c) pretensão preventiva, por meio de ação cautelar que tenha por objetivo evitar a ocorrência de dano ao bem tutelado (art. 4º);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Além destas três categorias de provimentos que são conferidas diretamente pela norma, certamente, outros podem ser requeridos, como pretensões de natureza declaratória, inibitória, executiva e até mesmo constitutiva, sendo, no entanto, necessário analisar no caso concreto, o provimento que se amolde à espécie de tutela pretendida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Insta observar que a natureza dos bens, valores, interesses e direitos protegidos por meio da ação civil pública são direitos irremediavelmente tutelados em nível constitucional, daí se infere que ao texto da citada lei adjetiva - ação civil pública - não se pode dar interpretação estanque e ou separada da proteção maior, ao qual encontra ressonância máxima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;b) interesses ou direitos coletivos transindividuais de natureza indivisível, de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base (art. 81, §&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;único, inciso II do CDC) e,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A segunda categoria de direitos tuteladas pela ação civil pública diz respeito àqueles direitos pertencentes a certos grupos ou classes de pessoas representadas por entidades. É necessário que a representação se dê por meio do órgão autorizado, como por exemplo, entidades sindicais, Ordem dos Advogados do Brasil, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;c) interesses ou direitos individuais homogêneos decorrentes de origem comum (art. 81, § único, inciso III do CDC).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.85pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A terceira categoria de interesses e direitos cuja tutela se dá de forma individual e também coletiva são os individuais homogêneos, traduzindo estes em direitos subjetivos. O instrumental coletivo de tutela e proteção é um reconhecimento do legislador que tais interesses e direitos não podiam passar despercebidos diante do avanço dos processos sociais, culturais e jurídicos. Nesse contexto, a Constituição Federal atribuiu ao Ministério Público à missão de defendê-los e protegê-los. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Leciona José Marcelo Menezes Vigliar: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os interesses individuais homogêneos são interesses divisíveis, cindíveis e atribuíveis. Tratam-se de interesses individuais, cujos interessados são determinados (no mínimo, sempre determináveis) e que se uniram diante da ocorrência de um evento comum que os congregou. Nada de comum há entre eles para que se possa considerar uma classe de pessoas. Tais interesses foram concebidos apenas para o ajuizamento de uma demanda coletiva que objetiva a inexistência de resultados diversos para eventos comuns que são julgados, hipótese comum antes da disciplina legal desses interesses, e que, além disso, proporcionam uma indiscutível economia processual”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn55" name="_ftnref55" style="mso-footnote-id: ftn55;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[55]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Na esteira dos ensinamentos desse autor pode se dizer que os interesses individuais homogêneos pertencentes a cada cidadão podem ser tutelados de modo coletivo, exatamente para evitar decisões dispares, caso a demanda seja proposta individualmente por cada titular do direito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Os interesses e direitos individuais homogêneos não representam uma nova categoria de direitos, mas sim uma nova forma de proteção, aliado às mudanças havidas no processo civil moderno. Com efeito, eles já existiam no plano material e no processual. A tutela se dá ainda hoje de modo individual, mas a lei processual moderna contemporânea possibilita a tutela coletiva, albergando assim um instrumental condizente com a evolução do direito processual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Alerta Teori Albino Zawacki: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Os direitos individuais homogêneos são, em verdade, aqueles mesmos direitos comuns ou afins de que trata o art. 46 do CPC (nomeadamente em seus incisos II e IV, cuja coletivização tem um sentido meramente instrumental, como estratégia para permitir sua mais efetiva tutela &lt;personname productid="em ju￭zo. Em" w:st="on"&gt;em juízo. Em&lt;/personname&gt; outras palavras, os direitos homogêneos&lt;/i&gt;”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn56" name="_ftnref56" style="mso-footnote-id: ftn56;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Arial Unicode MS&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[56]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Na análise dessas categorias de direitos, José Carlos Barbosa Moreira aponta dois tipos de interesses ou direitos: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“a) os essencialmente coletivos, que são os difusos, definidos no inciso I do parágrafo único do art. 81 e os “coletivos” propriamente ditos, conceituados no inciso II, do parágrafo único do art. 81; b) os de natureza coletiva apenas na forma em que são tutelados, que são “individuais homogêneos”, definidos no inciso III do parágrafo único do art. &lt;metricconverter productid="81”" w:st="on"&gt;81”&lt;/metricconverter&gt;&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn57" name="_ftnref57" style="mso-footnote-id: ftn57;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[57]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em conclusão ao exposto nas estruturas diferenciadas dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos, há que se reconhecer que o processo civil moderno acolheu uma nova dinâmica no que tange ao modelo de apreciação da causa. Essas estruturas processuais diferenciadas levam ao conhecimento de que o direito em debate, além de acolher os interesses do indivíduo em si mesmo considerado, acolhe também outras figuras de direitos, cujos titulares são grupos determinados e indeterminados, e que em razão dessa qualidade, ganhou do legislador um tratamento especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nas estruturas diferenciadas dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos se reconhece uma nova forma de buscar a tutela, proteção e prevenção, assumindo o processo civil contemporâneo uma nova roupagem frente às necessidades de tutelar os direitos de categorias igualmente diferenciadas no plano do ordenamento jurídico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;14. Diferenças das estruturas processuais contemporâneas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A diferença que se estabelece entre os direitos difusos e os direitos coletivos é exatamente o fato de que no primeiro caso é impossível determinar quem são os sujeitos passivos da agressão da atividade de consumo, ou outros que foram lesados ou ameaçados de lesão&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e, por conseguinte, da atividade empresarial que redundou dano ao meio ambiente, ao consumidor , etc, ao passo que na segunda - direitos coletivos - , essa determinação é possível graças ao traço característico da relação jurídica, base existente entre a categoria daqueles que foram ofendidos e o agente da agressão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Importa sublinhar que nos direitos coletivos há sempre uma entidade de classe representativa dos direitos de seus associados, ao passo que nos direitos difusos, essa representação não existe no ponto de vista prático, porquanto a representação é legal. Vale dizer, a lei confere a representação ativa aos órgãos previamente autorizados pelo sistema.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Esclarece o professor Kazuo Watanabe que: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Nas duas modalidades de interesses ou direitos coletivos, o traço que os diferencia dos interesses ou direitos difusos é a determinabilidade das pessoas titulares, seja por meio de uma relação jurídica base que as une (membros de uma associação de classe ou ainda acionistas de uma mesma sociedade), seja por meio do vínculo jurídico que às liga à parte contrária (contribuintes de um mesmo tributo, prestamistas de um mesmo sistema habitacional ou contratantes de um segurador com um mesmo tipo de seguro, estudantes de uma mesma escola etc.)”.&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn58" name="_ftnref58" style="mso-footnote-id: ftn58;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[58]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Cumpre observar na estaria de Luiz Antônio Rizzatto Nunes: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Os chamados interesses difusos” são aqueles cujos titulares não são determináveis. Isto é, os detentores do direito subjetivo que se pretende regrar e proteger são indeterminados e indetermináveis”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn59" name="_ftnref59" style="mso-footnote-id: ftn59;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[59]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 1.45pt 0pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Embora sejam direitos indeterminados ou indetermináveis, não quer dizer que um particular, igualmente consumidor, não esteja sendo lesado em razão de cometimento de ilícito por parte do fornecedor e do empreendedor da atividade econômica. O indivíduo pode, deve e tem direito a manejar a ação individual para a defesa de seus direitos e interesses.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A adoção pelo legislador de estruturas diferenciadas permite igualmente a efetivação dos direitos de modo mais amplo, apto a atingir grupos que estão eqüidistantes do evento, cujo resultado da atividade redunda em lesão ao meio ambiente, aos consumidores e à sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A tutela jurisdicional por meio da ação civil pública possibilita o aparecimento de uma série de benefícios em prol daqueles que propõem a demanda. Por ser uma ação de natureza essencialmente coletiva, ela evita que o Poder Judiciário seja abarrotado de ações individuais, o que implica em reconhecer uma economia processual extraordinária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Lembra Eduardo Arruda Alvim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“No caso específico de ações que versam interesses individuais homogêneos, outro grande benefício que as mesmas trazem é o de possibilitar que interesses individuais que isoladamente muito possivelmente não viriam a ser objeto de qualquer ação – como sempre ocorreu-, em função de sua pequena repercussão econômica, venham a, efetivamente, ser perseguidos em juízo, exatamente porque, considerados conjuntamente, assumem uma dimensão diferente”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn60" name="_ftnref60" style="mso-footnote-id: ftn60;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[60]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Mas não é só, os interesses individuais homogêneos tutelados de forma coletiva por um órgão que recebeu qualidades especiais, tem a seu favor a isenção de custas processuais e honorários advocatícios, o que por si só já representa um grande ganho, pois certamente, na imensidão das vezes, o particular é alguém que não detém suporte econômico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A forma de defesa dos direitos individuais homogêneos não se faz da mesma maneira que os direitos e interesses difusos e nem da mesma forma que os direitos e interesses coletivos. Há que se evitar distorções quanto ao mecanismo de proteção e quanto à titularidade da representação atribuída pelo sistema coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Com autoridade de quem conhece do assunto, Teori Albino Zawasck, discorrendo sobre a defesa dos interesses e direitos individuais homogêneos de forma coletiva, elucida: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“ a origem contemporânea e comum dos mecanismos de tutela de um e outro desses direitos, acima referida, se explica, talvez, a confusão que ainda persiste em larga escala, inclusive na lei e na jurisprudência. Com efeito, a partir do advento do Código de proteção e Defesa do Consumidor, que introduziu mecanismo de Proteção e Defesa do Consumidor,que introduziu mecanismo especial para a defesa coletiva dos chamados direitos individuais homogêneos, passou-se não raro, a considerar tal categoria de direitos, lançando-os todos eles na vala comum, como se lhes fossem comuns e idênticos os instrumentos processuais e as fontes normativas de legitimidade para a sua defesa &lt;personname productid="em ju￭zo. N￣o" w:st="on"&gt;em juízo. Não&lt;/personname&gt; é assim todavia”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn61" name="_ftnref61" style="mso-footnote-id: ftn61;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[61]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Esse autor elucida o equívoco da lei e a interpretação da jurisprudência: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A sua legitimidade para tutelar tais direitos, quando ocorre, se dá, não por força do art. 129, III, da constituição Federal ( já que direitos coletivos não se trata), e sim porque a sua tutela, em forma coletiva, constitui, em determinadas situações, providência que interessa à toda a sociedade, o que atrai a regra de legitimação do art. 127 da Carta Constitucional”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn62" name="_ftnref62" style="mso-footnote-id: ftn62;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[62]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Devemos compreender que o tratamento dispensado pela Constituição Federal e pelo Código de Defesa do Consumidor aos direitos e interesses individuais homogêneos se deve a natureza jurídica desses interesses e direitos, ao lado da nova dinâmica dos bens e valores contemporâneos, e também porque o cidadão em si mesmo foi sempre quem mais sofreu com a falta de um mecanismo de tutela adequada de seus direitos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;metricconverter productid="15. A" w:st="on"&gt;&lt;b&gt;15. A&lt;/b&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b&gt; coisa julgada no processo civil coletivo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Coisa julgada é a imutabilidade da sentença, quer no plano formal quanto no material. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;De acordo com a professora Thereza Celina Diniz de Arruda Alvim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A coisa julgada &lt;/i&gt;formal, que se opera no momento em que a decisão judicial não mais pode ser atacada por quaisquer recursos, nada mais é do que preclusão máxima. Por força da coisa julgada formal a decisão judicial se torna indiscutível no âmbito do processo no qual foi prolatada.”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn63" name="_ftnref63" style="mso-footnote-id: ftn63;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[63]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Entende essa autora que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(........) a estabilidade das relações jurídicas, essencial para o desenrolar normal das relações sócio-econômico-financeiras, requer mais do que essa indiscutibilidade. Para tanto, se faz essencial que o decidido não possa ser mais alterado, nem mesmo por lei ou por outra decisão judicial. Por força da política legislativa, então, foi criada por lei a coisa julgada material, objetivando a obtenção dessa estabilização, extrapolando o âmbito do processo onde foi proferida a decisão judicial”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn64" name="_ftnref64" style="mso-footnote-id: ftn64;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[64]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O sistema da coisa julgada nas ações coletivas não é aquela disciplinada pelo Código de Processo Civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; e sim aquela estabelecida pelo art. 16 da citada lei de ação civil pública, alterada que foi pelo art. 2º da Lei 9.494 de 10 de setembro de 1997.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn65" name="_ftnref65" style="mso-footnote-id: ftn65;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[65]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesse sentido, é crucial que anotemos que no sistema do Código de Processo Civil, a coisa julgada se opera entre aqueles que tenham sido parte no processo, não beneficiando e nem prejudicando terceiros, em regra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Este regime atende ao caráter individualista das relações privadas, contrapondo-se ao novo modelo de tutela de direitos regidos pelo sistema coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesse novo sistema, os interesses não são meramente privados. Há de antemão, uma série de indivíduos interligados por circunstâncias de fato que são atingidos direta ou indiretamente pela ação geradora de dano ao bem da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Quando um bem da vida é atingido e exige a tutela jurisdicional do Estado, faz-se necessário socorrer-se às regras modernas do processo civil vigente. Essas regras estão consagradas principalmente na Constituição Federal, art. 129; Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, Lei de Ação Civil Pública, Lei 7.343/85, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso, entre outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esse novo mecanismo de tutela atinge outros direitos, direitos especiais, cujos titulares são uma categoria determinada e indeterminada de pessoas (direitos e interesses, difusos, coletivos e individuais homogêneos). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A autoridade da coisa julgada na ação civil pública, disciplinada pelo Código de Defesa do Consumidor, é &lt;i&gt;secundum eventum litis (&lt;/i&gt;art. I, II do art. 103), dependendo pois, do resultado do julgamento da lide.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nos termos do art. 103, I, correspondente aquela hipótese do art. 81, parágrafo único, inciso I, do CDC, prevê que a coisa julgada, em ação cujo objeto seja os interesses difusos, será &lt;i&gt;erga omnes,&lt;/i&gt; desde que a ação seja julgada procedente. Todavia, se a ação for julgada improcedente por insuficiência de provas, qualquer legitimado poderá repropor a ação, desde que o faça com fundamento em nova prova.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com Eduardo Arruda Alvim &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“A coisa julgada somente atingirá a todos os legitimados a atuar coletivamente e a qualquer indivíduo, isoladamente considerado, tal como ocorreria com o exercício do direito individual de ação, caso seja, a ação coletiva, julgada procedente. A hipótese da possibilidade de repetição da mesma ação civil coletiva, i. e., um novo atuar no processo coletivo, dependerá da ação ter sido julgada improcedente por deficiência de prova, e, que nova prova seja produzida e havida como tal pelo juiz, numa segunda demanda coletiva”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn66" name="_ftnref66" style="mso-footnote-id: ftn66;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[66]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Segundo Kazuo Watanabe &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“À tutela jurisdicional dos interesses ou direitos difusos, que pela sua própria natureza deve ser feita molecularmnete, em benefício de todos os consumidores atingidos, será suficiente uma demanda coletiva, cuja sentença, nos termos do art.103,I, fará coisa julgada &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;erga omnes”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn67" name="_ftnref67" style="mso-footnote-id: ftn67;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[67]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Esse autor adverte: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Se a lei estabeleceu a eficácia &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;erga omnes&lt;/span&gt; da coisa julgada, não faz qualquer sentido a existência de um outro julgado sobre a mesma demanda coletiva. Na pendência dessa espécie de demandas, haveria a litispendência, e após o julgamento de uma delas, com o trânsito em julgado da respectiva sentença, a coisa julgada. Em ambas as hipóteses, a segunda ação não tem condições de prosseguir”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Ao tratarem da coisa julgada no processo civil coletivo, afirmam Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“No processo coletivo o regime é diferente: a) a coisa julgada, nas ações que versam sobre direitos &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;difusos&lt;/span&gt; (CDC 81, par. ún. I), não atinge o legitimado autônomo para a condução do processo porque foi parte na ação, mas porque a eficácia é &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;geral&lt;/span&gt;, vinculando partes, terceiros estranhos, sociedade, etc. (eficácia &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;erga omnes&lt;/span&gt; da coisa julgada – CDC 103 I); b) a coisa julgada, nas ações que versam sobre &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;direitos coletivos&lt;/span&gt; (CDC 81 par. ún. II), não atinge o legitimado autônomo em nenhuma situação porque, embora &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;ultra partes&lt;/span&gt;, seus efeitos ficam restritos ao grupo ou categoria titular do mencionado direito coletivo (CDC 103 II); c) a coisa julgada nas ações que versam sobre direitos &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;individuais homogêneos&lt;/span&gt; (CDC 81 par. ún. III), atinge o substituto processual, não porque seja ele parte, mas pela eficácia &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;erga omnes&lt;/span&gt; prevista expressamente no CDC 103 III. Essa diferença de regimes jurídicos da coisa justifica, &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;per se&lt;/span&gt;, a classificação que aqui se faz, distinguindo-se a legitimação do substituto processual (processo &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;individual&lt;/span&gt;) da legitimação do legitimado autônomo (processo &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;coletivo&lt;/span&gt; – direitos difusos ou coletivos)”.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn68" name="_ftnref68" style="mso-footnote-id: ftn68;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[68]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Como se vê, no processo civil clássico, a autoridade da cosia julgada diz respeito às partes litigantes unicamente, enquanto no processo civil contemporâneo, a coisa julgada se projeta para fora do processo e alcança toda uma classe indeterminada de pessoas, ou seja toda a coletividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;16. O processo civil contemporâneo e o acesso à justiça&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entendemos que ante a breve exposição traçada neste artigo é possível reconhecer em certa escala, o crescimento do acesso ao Poder Judiciário, com vistas à tutela dos direitos e ao alcance da paz social, por meio da entrega do bem da vida àquele que postula a defesa de seus direitos e interesses. Isso foi possível graças à modernização não só do processo civil, mas, sobretudo, pelo avanço do Direito Constitucional que é a fonte inspiradora para a defesa das prerrogativas do cidadão, estabelecendo ao lado dessas - os deveres -, com os quais se busca resguardar na mesma proporção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É importante que se reconheça que as mudanças operadas no Direito se devem aos processos sociais enfrentados pela sociedade - que serviram de fonte inspiradora para os legisladores, juristas e operadores do Direito - , buscar uma saída para apaziguar os conflitos sociais, - muitas vezes mal resolvidos -, ou porque não havia uma solução adequada para a questão posta em debate ou porque a eles não eram&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;atribuídos os valores que nos dias atuais são conferidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nessa nova tônica, o Estado, enquanto garantidor das prerrogativas mudou de estrutura, e a partir das tensões sociais deflagradas após as revoluções francesa e industrial, alterando o modelo de Estado Liberal de Direito para Estado Social de Direito e mais tarde para Estado Social Democrático de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesse novo modelo de Estado surgiram, como já se ventilou, novas perspectivas no âmbito da preservação dos direitos, e ao seu lado, novos princípios jurídicos que serviram de suporte para a construção de novos modelos legislativos, também já realçados. È nesse contexto que o princípio do livre acesso à justiça encontra conforto na norma constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 20.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O art. 5º, inciso XXXV estabelece que: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;a lei não excluirá da apreciação do poder judiciário lesão ou ameaça a direito"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. Complementando o princípio do acesso à Justiça, pode-se ver ainda o inciso LV do mesmo art. 5º: &lt;a href="http://www.blogger.com/" name="5LV"&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O acesso ao Poder Judiciário, como tônica moderna do Direito, encontra no processo civil contemporâneo os caminhos delineados pelas novas tutelas jurisdicionais como meios de se buscar um acesso à justiça e a ordem jurídica justa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O grande problema nessa seara é que não se tem certeza se aquilo que pretende o jurisdicionado é realmente aquilo que conseguirá no todo ou &lt;personname productid="em parte. Vale" w:st="on"&gt;em parte. Vale&lt;/personname&gt; dizer, não podemos nos enganar, porquanto o Estado permite e confere o livre acesso aos tribunais para se resguardar da lesão ou ameaça de lesão. Mas, o que deve ser dito é que realmente tem que haver lesão ou ameaça de lesão, se não houver, o direito não será reconhecido, e no mais das vezes, o que se terá é alguém se queixando por não ser o vencedor da demanda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A medida em que o Estado confere o acesso aos tribunais para se buscar uma solução para os conflitos sociais, há que se dizer que esse mesmo Estado não pode reconhecer um direito onde não há, ao menos é o que se espera na ordem dos fatos e acontecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O acesso à justiça não significa dizer ter o reconhecimento pelo Poder Judiciário da pretensão reclamada. Acessar significa ingressar, entrar, chegar a algum lugar e obter com essa chegada um resultado que pode ser positivo ou negativo. Com efeito, o jurisdicionado ao acessar o Poder Judiciário por meio do protocolo de seu pedido tem uma perspectiva de obter um resultado favorável, mas pode se surpreender e em contra partida, obter um resultado total ou parcialmente desfavorável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quem ingressa no Poder Judiciário tem apenas a possibilidade de alcançar um resultado favorável. Pode ser que esse resultado seja reconhecido integralmente e, nesse sentido, o resultado da demanda é pleno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ter reconhecido apenas parcialmente o pedido ou te-lo negado em parte ou por inteiro não significa dizer que não houve pleno acesso à justiça, porque aqui reside a reflexão de se aquilo que se pleiteia é totalmente justo ou injusto e encontra-se ou não guarida na ordem jurídica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Devemos ter presente que ter acesso a uma ordem jurídica justa não é ter todo o pedido conferido, que pode até ser reconhecido integralmente, mas deve encontrar ressonância no direito e no conjunto dos fatos.&amp;nbsp; A ordem jurídica justa está presente também no reconhecimento parcial do pedido, porquanto aquele a quem é atribuído o dever de distribuir justiça, não pode conferir a injustiça, pois se tal ocorrer, a instância superior pode reformar, quando cabível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em toda essa completude, a razão do Direito reside no fato de que ele atende o fim para o qual foi criado, projetado, delineado e configurado no plano da norma jurídica. A função do direito é tornar útil o exercício da garantia conferida pelo ordenamento jurídico, conferindo ao titular aquilo que de fato é seu, ou seja, o processo civil contemporâneo existe para restaurar uma situação que alguém violou por desnaturar a tutela de um direito alheio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;metricconverter productid="17. A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;17. A&lt;/b&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; função social da justiça no processo civil contemporâneo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A função social da justiça é apaziguar os conflitos, conduzir as partes sempre que possível a uma composição amigável e, em havendo divergência ou a não aceitação da composição, aquela que se irresignou e não provou o seu direito deverá sofrer o veto do Estado. Em outras palavras, quem tem direito ganha, quem não tem perde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Sabemos também que nem sempre alguém fica satisfeito com o resultado de uma demanda. Muitas vezes, a parte insatisfeita maneja recursos para tardar a solução do litígio, não como modo de usar o princípio do acesso à justiça, mas uma forma de procrastinar a solução da contenda. Esse manejo conduz à injustiça, fazendo com que a parte vencedora fique no aguardo, de no futuro, ver satisfeito seu direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A justiça se faz presente quando o direito lesado é reconhecido não apenas porque o ordenamento confere tal premissa, mas porque a natureza do direito permite ao órgão judicante reconhecer o direito daquele que pleiteia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Fazer justiça no caso concreto é entregar o bem da vida ao seu real dono. É lhe atribuir àquilo que por natureza já deveria ter ocorrido espontaneamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O irresignado, muitas vezes maneja o Poder Judiciário para fazer valer a própria justiça, construindo teses injustas para se enriquecer e promover as desigualdades, essa prática contraria o processo civil contemporâneo e o Estado Social Democrático de Direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;O Poder Judiciário, por meio do magistrado deve impor veto as atitudes de certos espertalhões que usam a lei, norma jurídica e o processo civil para o próprio prevalecimento, em detrimento de quem realmente tem o direito à prestação jurisdicional.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Veja-se, por exemplo, um caso de plena injustiça. A Lei 11.232/2005, permite no nosso entender, uma maior celeridade judicial no que tange a fase de cumprimento da sentença. Todavia, o devedor maneja o resgate de seus rendimentos, evitando a penhora &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;on line, ou seja, sabe que deve, mas não paga, &lt;/i&gt;isso sim é injustiça&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Essa injustiça não é do processo e nem do Poder Judiciário, pois ela está contida no interior do homem, em seus atos injustos.&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A atitude de certos devedores beira a má-fé processual, conduz a que a justiça seja vencida pela injustiça, consistente nas práticas de atos incompatíveis com o desejo de atender ao princípio da função social do direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim, o magistrado deve a todo o tempo valer-se da evolução dos processos sociais e do próprio direito, e ao deferir este ou aquele pedido, adequar no caso concreto, os novos valores sociais que a sociedade absorveu com a evolução dos processos, antes realçados. De fato, aumentou a responsabilidade dos magistrados, na medida em que de um lado, se do juiz se exige que esteja preparado para analisar todas as questões colocadas em pauta em cada um dos processos, esta exigência se faz cada vez mais presente na medida em que o avanço das tecnologias permitem que se dinamização dos processos sociológicos, fazendo-se com que cada dia mais, o jurisdicionado também procure um profissional cada vez mais preparado para pleitear a defesa de seus direitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De acordo com Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Com isso cresce, na mesma proporção, a responsabilidade do magistrado e a necessidade não apenas de sua contínua atualização e capacitação técnicas, mas de sua formação mais completa e integrada com o contexto da realidade social, política, econômica e cultural dos tempos atuais, que lhe permitirá uma atuação voltada para a implementação da justiça no caso concreto, sabendo avaliar e proceder à adequada ponderação dos interesses em jogo, oportunizado a almejada solução justa e razoável às demandas judiciais”&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn69" name="_ftnref69" style="mso-footnote-id: ftn69;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[69]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O art. 83 e 84 do Código de Defesa do Consumidor são exemplos do aumento da responsabilidade do magistrado nos dias correntes. Veja-se que ao Magistrado foi atribuído um poder que antes o ordenamento não conferia. Isso se deve, como demonstramos, ao avanço dos bens, valores, interesses e direitos que foram reconhecidos pelo ordenamento jurídico, frutos do avanço dos processos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Com efeito, estabelecem os citados artigos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Art. 83. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Art. 84. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&amp;nbsp; § 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível à tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&amp;nbsp; § 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. 287, do Código de Processo Civil).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz determinar as medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas, desfazimento de obra, impedimento de atividade nociva, além de requisição de força policial.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Veja-se, portanto, que cada disposição legal exige do magistrado a adoção de uma postura que está relacionada à natureza dos bens, valores, interesses e direitos tutelados pelo ordenamento jurídico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nos termos do art. 83 do CDC, é deferível toda espécie de tutela para proteger e atender a pretensão da parte, ou seja, aos direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos. Vale dizer, o juiz não pode se abster de conferir a tutela útil e necessária a preservar o direito lesado ou ameaçado de lesão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por seu turno, o art. 4º do CDC impõe ao magistrado o dever de atribuir a tutela específica ao jurisdicionado, a fim de garantir a efetividade do provimento jurisdicional.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com efeito, caso o provimento pleiteado não seja útil ao resultado da demanda, o magistrado deve conferir um provimento favorável para assegurar o resultado do provimento pretendido, podendo inclusive conceder uma medida que assegure o resultado prático da defesa e proteção ao direito lesado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De fato, deve-se reconhecer que entre os vários pedidos postulados pelo jurisdicionado em sede de ação civil pública, ação popular ou até mesmo mandado de segurança coletivo, caso não mais seja possível atender os termos do pedido, quer pelo perecimento do objeto da demanda, que por que o pedido não se adeque ao resultado prático da tutela pretendida, o magistrado, pelo poder de cautela e pelo poder que lhe foi atribuído pelo Estado Social de Direito tem o dever de atribuir um provimento jurisdicional capaz de atender a pretensão do jurisdicionado ou a defesa do direito reclamado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esse poder conferido pelo processo civil moderno está em sintonia com o que já dissemos e ainda, com a disposição do § 4º do art. 84 do CDC, pois o juiz deve mesmo, ainda que a parte não pleiteie, fixar multa, a fim de que o réu seja compelido a cumprir a obrigação, tornando útil a tutela deferida e evitando o aumento do risco ou da lesão, quando está já estiver deflagrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A tutela jurisdicional coletiva exige do magistrado a adoção de outras medidas úteis e urgentes, tendentes a efetivar a pretensão deduzida e evitar o perigo de dano ou à sua ampliação, é a exegese que se pode fazer da leitura do parágrafo 5º do art. 84 do CDC.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não é só. Na linha das ponderações trazidas nesse artigo, podemos também vislumbrar, a teor do art. 461 do Código de Processo Civil&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn70" name="_ftnref70" style="mso-footnote-id: ftn70;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[70]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;, que o legislador conferiu ao magistrado, a mesma atribuição da força do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;caput&lt;/i&gt; do art. 84 do CDC, permitindo a completa sintonia dos dois sistemas jurídicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Portanto, pode-se concluir que o processo civil contemporâneo, formado pela Constituição Federal, pelas leis especiais, leis infraconstitucionais, entre elas o Código de Processo Civil, com suas subseqüentes reformas, atualmente, exige muito mais do magistrado do que no passado, à medida que foi atribuído ao aplicador da lei, maiores poderes no exercício da judicatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No processo civil contemporâneo o magistrado deve exercer o poder de cautela contra aqueles que manejam subterfúgios, e a pretexto de serem legais, retardam a entrega do bem da vida, violando um direito fundamental daquele que foi vencedor e que tem o direito de receber do Estado, a tutela jurisdicional pretendida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por outro lado, igualmente, o patrono da causa deve deixar o constituído ciente das conseqüências do desatendimento da ordem jurídica, evitando que seu cliente retarde a entrega do bem da vida à parte vencedora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;18. Práticas contrárias à justiça no processo civil contemporâneo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;No exercício da atividade jurisdicional, muitos manejam subterfúgios para alcançar fins não albergados pelo direito ou apenas para protelar e procrastinar o cumprimento de um dever, determinado pela lei ou pela autoridade judicante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;Exemplo clássico de prática de atos contrários à administração da justiça é aquela do devedor que condenado a pagar, não paga e ainda maneja instrumentos para evitar o cumprimento de decisão judicial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Esses, muitas vezes defendem que sua dignidade foi lesada, mas se esquecem que seu comportamento fere a dignidade de outrem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Aquele que não cumpre a lei ou comandos dos órgãos jurisdicionais não atende ao predicado da justiça que é por fim aos conflitos sociais. Resistir à força da lei e da autoridade judicante é desrespeitar o comando contido na norma e abrir caminho para que o Estado deixe de entregar o bem da vida a àquele que é o efetivo titular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Não cumprir a lei e os comandos normativos e nem cumprir o poder da autoridade jurisdicional é desrespeitar o comando contido na norma, logo, há que ser imposta uma penalidade, seja de cunho sancionatório civil ou penal para que sirva de meio coercitivo para que aquele que desrespeita se sinta coagido a cumprir o que já deveria ter feito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O vencido quando não cumpre o que foi determinado se vale ardilosamente, manejando a máquina malévola da própria consciência para impedir que o vencedor receba aquilo que já era dele por direito, não reconhece a justiça alheia, somente à própria, é na maioria das vezes aquele que está sempre a exigir do Estado e de outrem, o atendimento de seus direitos. É em resumo, um injusto e insensato.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn71" name="_ftnref71" style="mso-footnote-id: ftn71;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[71]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O processo civil contemporâneo está voltado mais do que nunca para fazer valer à justa e não para albergar a injusta. Aquele que não entender, não compreender e não quiser se adequar a essa realidade há que sofrer a força dos instrumentos legais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A tutela das obrigações de fazer e de não fazer, ao lado da imposição de multa para aquele que desrespeita os comandos normativos são exemplos contemporâneos de que numa situação de emergência em que se exige a pronta e irremediável entrega do bem da vida, não se pode esperar senão o pronto atendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Portanto, a força do Estado por meio do regular processo civil moderno está delineada nas premissas básicas de que não se pode deixar para o amanhã aquilo que deve ser feito hoje, respondendo à ordem legal e da autoridade incumbida de distribuir justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Ao insatisfeito, o Estado e o mesmo processo civil contemporâneo garante a viabilidade de se opor as certas decisões que não são aquelas esperadas por quem tem que as cumprir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;19. Uma medida de força do processo civil contemporâneo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O processo civil contemporâneo não se coaduna com as práticas ardilosas de certos postulantes, que só reconhecem seus próprios direitos e sua própria justiça. Contra as injustiças, o Estado Social Democrático de Direito deve adotar e exercer uma medida de força, útil e necessária para fazer valer a lei, a ordem e o direito, especialmente para a parte vencedora do litígio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Todo aquele que foi vencedor no processo civil &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;clássico&lt;/i&gt; ou contemporâneo é credor daquele que foi vencido, cabendo a este o dever de cumprir o conteúdo da vitória daquele. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn72" name="_ftnref72" style="mso-footnote-id: ftn72;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[72]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn73" name="_ftnref73" style="mso-footnote-id: ftn73;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[73]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nas demandas judiciais, o Estado deve, quando o devedor insistir em não cumprir suas obrigações, conceder ao credor uma medida de força. A medida de força é uma medida condizente com a evolução do direito e com a evolução do processo de execução moderno, máxime das necessidades de se apaziguar as relações jurídicas havidas entre as partes, quando no mais se sabe que o devedor, de algum modo, maneja meios de frustrar o cumprimento das decisões judiciais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;Assim não se pode permitir que o credor que foi o vencedor, fique com um título judicial executivo a mercê da atitude do devedor que não satisfaz o crédito. Há que se impor veto as atitudes dos espertalhões de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para evitar atitudes desse jaez, ninguém melhor do que o Estado, para com a força que o Estado Social Democrático de Direito consagrou com a Constituição Federal de 1.988, confira o direito de crédito aquele que tem o direito a receber.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&amp;nbsp;Nisso, o ordenamento jurídico, ao lado do processo civil contemporâneo tem enfrentado nas últimas três décadas, enormes dificuldades de se compatibilizar com a realidade do mundo globalizado, que clama pela prestação jurisdicional diferenciada e eficaz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nessas ocasiões, o Estado deve exercer o seu Poder.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Poder de dizer o direito e dizer com a autoridade que o Estado Social lhe conferiu com o evoluir dos tempos&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn74" name="_ftnref74" style="mso-footnote-id: ftn74;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[74]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, máxime da necessidade inadiável de apaziguar os conflitos sociais, frutos das contendas e litígios que brotam quando uma das partes, numa relação jurídica, prefere descumprir as disposições da avença, a imposição legal ou a autoridade judiciária.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A prestação jurisdicional diferenciada e eficaz conduz a assertiva de que o Estado deve possibilitar por meio de instrumentos legais, que seja entregue a parte vencedora, o bem da vida, sem o qual, não há pleno acesso à justiça, célere, eficaz e condizente com o Estado Social Democrático de Direito, cujo marco inaugural foi a Constituição de Weimar de 1.919 e a Constituição do México de 1.917.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesse diapasão, o Estado deve deferir, por meio do pedido da parte, um instrumental que viabilize e torne possível ao credor obter o bem da vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Elencamos alguns casos em que o Estado deve exercer uma medida de força para fazer com que o vencido cumpra as decisões judiciais:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a) Devedor, condenado a pagar, quando não cumpre o determinado - o juiz deve deferir o pedido de penhora &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;on line&lt;/i&gt;, penhorando os valores constantes das contas em nome do executado;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;b) Devedor, pessoa física, intimada para pagar, não paga - não havendo valores a serem penhorados pelo sistema Bacen-Jud, a autoridade judiciária, a pedido da parte vencedora, deve deferir o pedido de demonstração dos bens constantes dos arquivos da Receita Federal, para uma vez tomando conhecimento, requerer a penhora;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;c) Devedor, pessoa jurídica condenada a pagar - não paga, a autoridade judiciária deve deferir o pedido de inclusão do sócio no pólo passivo da ação para que responda com seus bens. Isso pode ocorrer desde logo, na citação inicial, ou não fase de execução;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;A justificativa reside no fato de que o sócio tem a obrigação legal de zelar pelo cumprimento das obrigações da empresa. Logo, não se pode permitir que os sócios se escondam debaixo do véu da personalidade jurídica da empresa, ficando a empresa devendo e ele não. Há que se dividir a responsabilidade patrimonial. &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn75" name="_ftnref75" style="mso-footnote-id: ftn75;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[75]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Nesses casos, não há lugar para o acolhimento da defesa do sócio de que o patrimônio da pessoa jurídica não se confunde com o dele. Isso é um pretexto para se valer da reprimenda da lei e da autoridade judiciária. Esse tipo de defesa não se coaduna com os consectários do Estado Social Democrático de Direito, porque sabidamente tinha o sócio alternativa para quitá-lo, ou requerendo o parcelamento, ou oferecendo uma das formas de extinção do pagamento albergado pelo ordenamento jurídico..&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;d) Nos casos em que o vencido é uma pessoa jurídica de fato, o cumprimento da sentença fica cada vez mais difícil, não havendo como o vencedor indicar o número de registro junto à receita federal, porque este não há, cabendo a autoridade judiciária, seja deferido, por exemplo, o pedido de penhora de valores diretamente &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“na boca do caixa”&lt;/i&gt; da empresa, quando o estabelecimento comercial estiver funcionando. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Não há nessa hipótese como prevalecer qualquer queixa da empresa de que tal ato é ilegal, constritivo de patrimônio e que ele fere a honra objetiva da empresa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Justifica-se porque a empresa constituída sob o manto da irregularidade fiscal, tem obrigações legais perante os órgãos públicos e com todos aqueles com quem contrata, deixando no caso da União, Estados ou Municípios, de recolher tributos. Não pode também, usar desse mecanismo para ferir direitos de outrem. Infelizmente, há toda sorte de espertalhões de plantão que preferem manter atividades clandestinas, sonegando impostos, criando uma cadeia de inadimplemento, e inviabilizando com a irregularidade da empresa, que o credor encontre a empresa e seus sócios para receber o que tem direito. Ora, não pode a autoridade judiciária em pleno terceiro milênio não deferir um pedido que antes de encontrar respaldo na lei, encontra ressonância na ordem fática e no próprio direito natural, porquanto, a injustiça perpetrada nesses casos leva a crer que se nada for feito, estar-se-á eternizando o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;inadimplemento e leva a crer que a justiça estará sendo vencida pela injustiça, o que jamais pode ocorrer no processo civil contemporâneo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;De outro lado, quando a empresa encerra suas atividades, deixando créditos a serem satisfeitos, o Poder Judiciário tem a obrigação de conferir a parte postulante, um instrumental condizente com o Estado de Direito, não permitindo o locupletamento sem causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Esse instrumental no nosso entender pode ser o deferimento a que o sócio integre a relação jurídica processual, seja desde o inicio da ação, seja na fase da execução, isso se justifica pelo fato de que era o sócio, ao tempo do vencimento da prestação, quem tinha a obrigação legal de zelar pela satisfação do crédito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Uma medida de força necessária, nos casos em que a sociedade e o sócio não pagam seus débitos é o seqüestro dos bens, que pode ser deferido por meio de uma tutela antecipada ou por meio do cumprimento de obrigação de fazer e não fazer, ou ainda, o arresto cautelar. Com isso, o Judiciário confere a tutela de urgência conferida pelo direito positivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Há que se dar um basta ao imobilismo do devedor, que a despeito do direito de crédito, fica se regozijando a custa do credor, eternizando sua situação de inadimplemento, frustrando o direito fundamental do credor de receber seu crédito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Outro instrumento que entendemos legal que pode e deve ser deferido ao credor é a desconsideração da personalidade jurídica da empresa para alcançar os bens dos sócios, na medida em que eles tinham e tem ao tempo do vencimento da obrigação, o dever legal de zelar pelo pagamento das dívidas das empresas. Logo, qualquer sócio pode ter contra si a desconsideração da empresa, porquanto cada sócio é fiscal do fiel cumprimento das obrigações da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt -7.1pt; text-indent: 43.1pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A empresa que não cumpre suas obrigações e nem as decisões judiciais, não cumpre a função social da empresa, que é compatibilizar o exercício de suas atividades, ao lado da produção de riquezas, tornando frutífera a produção por ela empreendida e fazendo com que toda a coletividade se beneficie dos frutos, produtos e rendimentos da produção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt -7.1pt; text-indent: 7.1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="BodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt -7.1pt; text-indent: 7.1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;20. O objeto da justiça no processo civil contemporâneo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Todo o agir humano, desde que pautado por uma conduta escorreita, serena, cuja tônica seja o respeito aos direitos alheios e ao cumprimento dos deveres frente às normas legais do Estado Social Democrático de Direito pode e deve ser objeto da justiça. Com efeito, o comportamento humano, do cidadão, do homem, da empresa e do empresário deve ser destinado a produzir a paz social.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os atores sociais devem promover a paz por meio de um agir sereno, reto e correto, sem a farsa, sem o engodo e sem a predisposição de causar dano a outrem. Quem age fora da lei e das regras morais de experiência está se predispondo a causar um dano. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É preciso que o indivíduo não planeje obter vantagens usando de direitos que sabidamente não é titular. Para isso não pode macular a verdade, a encobrindo com o véu da esperteza e da malandragem, fazendo com que o seu próximo seja induzido ao erro e lhe ceder parte ou o todo do que não é seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Quem pratica a esperteza e usa de subterfúgios maliciosos e engodos em seu benefício não está autorizado a clamar a justiça a seu favor. A própria justiça nessa hora se encarregará de ficar bem longe daquele que a usa apenas para satisfazer seus próprios interesses.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A justiça não se compadece com aquele que sabendo que sua atitude causará prejuízo a outrem, prefere obter vantagens com cortesias que não lhe pertence.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn76" name="_ftnref76" style="mso-footnote-id: ftn76;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[76]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Tudo quanto pode ser objeto de atos e fatos humanos ou naturais pode ser objeto da indagação da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A justiça resulta da verificação de fenômenos humanos e naturais para cuja indagação o homem se lança na tentativa de encontrar uma resposta justa, muitas vezes para aquilo que considera ser injusto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O agir do homem muitas vezes injusto leva a indagar se o que lhe fazem não é igualmente injusto. O homem quer que lhe façam justiça, mas no mais das vezes, não faz justiça com o outro. Com efeito, a justiça não pode gerar a injustiça, pois seu predicado é tornar algo visível, útil, favorável, real e perceptível àquele que tem no âmbito da própria existência, o direito de usufruir e receber alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Existem homens e empresas que praticam ações conscientes e inconscientemente que fazem com que a justiça em dado caso, momento e situação, seja vencida pela injustiça.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn77" name="_ftnref77" style="mso-footnote-id: ftn77;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[77]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O processo civil contemporâneo não se coaduna com as práticas injustas, exatamente porque ele está sedimentado em regras constitucionais que tem por desiderato promover o bem comum e a justiça social. &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn78" name="_ftnref78" style="mso-footnote-id: ftn78;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[78]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;De fato, ninguém está autorizado a manejar o processo para retardar a entrega do bem da vida à parte vencedora. Se o Estado confere um instrumental capaz de deferir à parte vencedora o bem da vida, a autoridade judiciária não pode se amedrontar e achar que o pedido não pode ser deferido. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A luz do resultado da demanda, toda força exercida pelo Estado por meio da autoridade judiciária para entregar a parte vencedora o bem da vida, não é mais do que conferir à justiça a quem tem que desfrutar, evitando que o vencido pratique atos contrários a ela, prevalecendo-se de situações que não condizem com o resultado da demanda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O objeto da justiça também se realiza por meio do processo civil que como instrumental que é possibilita que o jurisdicionado manifeste o interesse de postular a tutela de seu direito. Vale dizer, pelo princípio da inafastabilidade do acesso ao Poder Judiciário, o Estado promove e permite que o cidadão, o homem a empresa e o empresário ingressem em juízo na defesa de seus direitos. &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftn79" name="_ftnref79" style="mso-footnote-id: ftn79;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[79]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;CONCLUSÃO&lt;/b&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É possível compreender que o processo civil contemporâneo está sedimentado em premissas igualmente contemporâneas, ou seja, novas, capazes de levar o Estado à tutela de direitos nunca antes admitidos pelo ordenamento jurídico. Em realidade, o que a ciência &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;jurídica fez foi adotar os processos sociológicos como marca da evolução do direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nisso há que se reconhecer que no atual estágio do avanço do direito não mais se permite apenas uma interpretação do processo civil no âmbito dos direitos individuais. É exigível do operador do direito que reformule sua interpretação a partir dos valores sociais adotados pelo sistema jurídico, fazendo com que essa dinâmica ressoe também no resultado prático das decisões judiciais, antes é claro, transformando o agir do próprio homem e dos entes, com ou sem personalidade jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeading7" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ARRUDA ALVIM&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, José Manoel de. A Ação Civil Pública após 20 anos, editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 2.005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;_______________&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; Anotações sobre a perplexidade e os caminhos do processo civil contemporâneo: sua evolução ao lado da do direito material. Revista da Escola Paulista da Magistratura: São Paulo, v.2, nº 1 – p.93-114, jan/jun., 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ARRUDA LVIM&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, Eduardo Arruda. Processo Civil Coletivo, Editora Quartier Latin, 1ª Edição, São Paulo, 2.005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ARRUDA ALVIM&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, Thereza Celina Diniz de. Repensando a Coisa Julgada. Artigo publicado &lt;/span&gt;no Web-sit. &lt;a href="http://www.arudalavim.com.br/"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;WWW.arudalavim.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;BARBOSA MOREIRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, José Carlos.&lt;/span&gt; Tutela Jurisdicional dos interesses coletivos ou difusos, in Temas de direito Processual, 3ª série, Editora Saraiva, São Paulo, 1.984&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;____________. Ações coletivas na Constituição Federal de 1.988. Revista de Processo, nº 61, janeiro-março de 1.991, p. 198. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;BRANDÃO, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Paulo de Tarso. Ação Civil Pública. Obra Jurídica Editora, 2ª Edição, Florianópolis, 1.998.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText3" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;CARVALHO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;, Francisco José. Atualidades no Processo Civil. Coordenação José Manoel de Arruda Alvim Netto e Eduardo Arruda Alvim, Curitiba - Pará - editora Juruá, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionList" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;________. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Teoria da Função Social do Direito. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;In&lt;/i&gt; WWW.funcaosocialdodireito.com.br, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;________. Curso de Direito Ambiental. Curitiba: Juruá, 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionList" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: both; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;FIORILLO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: both; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;. Celso Antônio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro, Editora Saraiva, São Paulo, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionList" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;___________Manual de Direito Ambiental e legislação Aplicável em co-autoria, Editora Max Limonad, 2ª edição, São Paulo, 1.999. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionList" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;GUEDES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;, Clarissa Diniz. Processo Civil Coletivo. Coordenação de Rodrigo Mazzei e Rita dias Nolasco. Editora Quartier Latim. São Paulo, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionList" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;LOPES&lt;/b&gt;, João Batista. Tutela Antecipada No Processo Civil Brasileiro. São Paulo: Editora Saraiva, 2ª ediça~´o, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div class="DefinitionTerm" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;MACHADO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 9ª Edição. São Paulo: Malheiros; 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MANCUSO&lt;/b&gt;, Rodolfo de Camargo. Ação Civil Pública em Defesa do Meio Ambiente, do Patrimônio Cultural e dos Consumidores, Editora Revista dos Tribunais, 8ª edição, São Paulo, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;_____________Interesses Difusos, Editora Revista dos Tribunais, 5ª Edição, São Paulo, 2.000.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MARQUES&lt;/b&gt;. Alberto Carneio. Dissertação de Mestrado: Acesso à Justiça e Processo Coletivo - Faculdade Autônoma de Direito&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;-&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fadisp. São Paulo, 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MAZZILLI&lt;/b&gt;, Hugo Nigro. A defesa dos interesses difusos em juízo: meio ambiente, consumidor, patrimônio cultura, patrimônio público e outros interesses. 15ª Edição. São Paulo: Saraiva; 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;MILARÉ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, Edis. Direito do Ambiente, 2ª Edição. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2001.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;NELSON JUNIOR&lt;/b&gt;, Nelson Nery e Rosa Maria de Andrade Nery Jr. Direito do Ambiente. Revista do Advogado AASP 1992.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;NERY &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;Jr, Nelson, &lt;/span&gt;e Rosa Maria de Andrade Nery&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;. Código de Processo Civil Comentado e Legislação Processual Civil Extravagante em Vigor, 6ª Edição.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Revista dos Tribunais. São Paulo, 2001. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;NERY&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, Rosa Maria de Andrade Código Civil Anotado e Legislação Extravagante. 2ª Edição. Revista dos Tribunais. São Paulo, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;______________. Código de Processo Civil Comentado e Legislação Processual Civil Extravagante em Vigor, 9ª Edição.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Revista dos Tribunais. São Paulo, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;RIZZATTO NUNES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, &lt;/span&gt;Luiz Antônio. Curso de Direito do Consumidor. Editora Saraiva, 1ª edição, editora Saraiva, São Paulo, 2.004.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;RODRIGUES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="layout-grid-mode: line;"&gt;, Marcelo Abelha. &lt;/span&gt;Elementos de Direito Ambiental, Parte Geral, Editora Revista dos Tribunais, 2ª edição, São Paulo, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;VIGLIAR&lt;/b&gt;, José Marcelo Menezes. Interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. Coleção Temas de Processo Civil. Editora Podivm. Salvador - Bahia. 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;VICENTINO&lt;/b&gt;, Cláudio e &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;DORICO&lt;/b&gt;, Gianpaolo. História para o ensino médio. Editora Spicione,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2004, 1ª edição, São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;YOSHIDA&lt;/b&gt;, Consuelo Yatsuda Moromizato. Execução Por Título Judicial e a Duração Razoável do Processo: As Reformas Serão Frutuosas?. Execução Civil - Estudos em Homenagem ao Professor Humberto Theodoro Junior. Coordenação de Ernani Fidélis dos Santos, Luiz Rodrigues Wambier, Nelson Nery Junior e Teresa Arruda Alvim Wambier: São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 2007.&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;ZAWASCKI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;, Teori Albino. Processo Coletivo: tutela de direitos coletivos e tutela coletiva de direitos: Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 1ª edição, 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;WATANABE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;, Kasuo. Código de Defesa do Consumidor Comentado pelos Autores do Anteprojeto.Editora Forense Universitária, 8ª edição, Rio de Janeiro, 2.004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;De acordo com Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorico: &lt;i&gt;“Surgidas com o Iluminismo e lançadas pelos fisiocratas franceses, as bases do liberalismo eram a propriedade privada, o individualismo econômico, a liberdade de comércio, de produção e de contrato de trabalho (salários e jornada sem controle do Estado ou pressão dos sindicatos. O pensamento liberal ganhou contornos definidos com Adam Smith (1723-1790). Em sua obra “A riqueza das nações” mostrava a divisão do trabalho como elemento essencial para o crescimento da produção e do mercado, e cuja aplicação eficaz depende da livre concorrência, que forçaria o empresário a ampliar a produção, buscando novas técnicas, aumentando a qualidade do produto e baixando ao máximo os custos de produção”In&lt;/i&gt; VICENTINO, Cláudio e DORICO, Gianpaolo. História para o ensino médio. Editora Spicione,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2004, 1ª edição, São Paulo, p. 340-3&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Lembram Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo que nessa época: &lt;i&gt;“A Inglaterra adquirira uma nova configuração social com a industrialização e o êxodo rural, com predomínio dos latifúndios no campo e das fábricas nas cidades, onde vivia grande contigente de miseráveis. Não existindo qualquer legislação trabalhista ou inspeção estatal, as jornadas de trabalho nas fábricas, instaladas em locais insalubres, eram muitas vezes superiores a 14 (quatorze)&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;horas”, &lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;In:&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="IT" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: IT;"&gt;VICENTINO, Cláudio e DORICO, Gianpaolo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;História para o ensino médio. Editora Spicione, 2004, 1ª edição, São Paulo, p. 340-341.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;Desastres ecológicos no Mundo: &lt;/span&gt;- Bretanha/ 12.12.99: O Erika, bandeira de Malta, rompe-se na Costa da Bretanha e vaza 20 mil toneladas de óleo combustível; - Gales/ 15.2.96: O Sea Empress, da Libéria, colide com uma rocha ao sul de Gales e verte 80 mil toneladas de petróleo cru;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Ilhas Shetland/ 5.1.93: O Braer, bandeira da Libéria, afunda nas costas das Ilhas Shetland, inglesas e despeja 98 mil toneladas de petróleo cru;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Galícia/ 3.12.92: O Aegean Sea, badeira grega, encalha na Galícia espanhola e vazam 72 mil toneladas de óleo cru; - Alasca/ 24.3.89: O Exxon Valdez, americano, despeja 42 mil toneladas de petróleo cru. Morreram 580 mil aves marinhas, 5.500 nutrias, baleias cinza e leões marinhos.&amp;nbsp; &lt;u&gt;&lt;a href="http://www.aultimaarcadenoe.com/direitodesastres.htm:Acesso"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;http://www.aultimaarcadenoe.com/direitodesastres.htm:Acesso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em 06/12/2007, às 06:47.&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Desastres ecológiocs no Brasil: -&amp;nbsp; Terminal Almirante Barroso/São Sebastião/SP, 1970-1980, com mais de 80 derramamentos;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Vila Socó, Cubatão/SP- 1984, ocorrendo explosão e morte de 98 pessoas; -&amp;nbsp; Santos/SP- 1987, com o vazamento de 120 mil litros de óleo;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Refinaria de Paulínia/SP- 1988, com o vazamento de 100 mil litros de óleo;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Plataforma de Enchova/Rio- 1988, ocorrendo explosão e 32 mortes; - Baía de Todos os Santos/Ba- 1988, com o vazamento de 700 mil litros de óleo; - Marechal Deodoro/AL- 1991, infiltração de um poluente organoclorado no solo, atingindo as nascentes de água; - Salvador/BA- 1991, vazamento de 20 mil litros de óleo diesel, contaminando lençóis freáticos; - Salvador/BA- Abril/1991, vazamento de 50 t de amônia no porto de Aratu, matando parte da fauna e da flora dos manguezais de Salvador; - Baía do Guanabara/RJ- 1997, derramamento de 600 mil litros de óleo; - Baía do Guanabara/RJ- Jan/2000, derramamento de 1,3 milhão de litros de óleo; - Terminal Almirante Barroso/São Sebasião/SP- Março/2000, derramamento de 7 mil litros de óleo;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tramandaí/RS-Março/2000,vazamento de 18 mil litros de óleo; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;- Paraná- Julho 2000, vazamento de 4 milhões de litros de óleo, Idem, ibdem, mesma presquisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ARRUDA ALVIM NETTO, José Manoel de. in A Ação Civil Pública após 20 anos. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2005, p. 77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Nessa nova realidade, os consumidores passam a ter um papel importante no contexto social, que é exatamente ter o direito à informação dos riscos a que estão sujeitos determinados produtos e serviços colocados no mercado de consumo. Podem exigir do fabricante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;do produto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;daquele que oferece o serviço, todas as informações úteis e necessárias ao pleno conhecimento dos ricos das mercadorias que estão adquirindo.ou &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ARRUDA ALVIM NETTO, José Manoel de Anotações sobre a perplexidade e os caminhos do processo civil contemporâneo: sua evolução ao lado da do direito material. Revista da Escola Paulista da Magistratura: São Paulo, v.2, nº 1 - p.93-114, jan/jun., 2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref8" name="_ftn8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;De tudo o que foi dito, é importante compreender esse fenômeno também a partir das lições de Kazuo Watanabe, que assevera: “O que aconteceu de mais importante, em razão dessas transformações revolucionárias do processo civil pátrio, foi a facilitação do acesso à Justiça por parte do conflitos individuais, de competência dos Juizados de Pequena Causas, além da abertura de acesso para os interesses difusos e coletivos stricto senso, que constituem o objeto do processo d interesse público”. O advento da Lei dos Juizados de Pequenas Causas (Lei nº 7.244, de 7 de novembro de 1984), anos mais tarde substituída pela Lei dos Juizados Especiais Civis e Criminais (Lei 9.099, de 29 de setembro de 1.995)&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;representou sem dúvida alguma, um grande potencial de acesso à justiça. Todavia, não raras às vezes, nos deparamos com processos também que demoram sobremaneiramente para se obter à plena satisfação do direito reclamado com a entrega do bem da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref9" name="_ftn9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; Em resumo, o Processo Civil Coletivo se dá com a (Lei de Ação Civil, Lei 7347/85, Art. 1º e ss), (Lei de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, Art. 81, parágrafo único, I, II, III e ss), (Constituição Federal, Art. 129, III), etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn10" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref10" name="_ftn10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; ARRUDA ALVIM. O Indivíduo e a Coletividade em Face da Justiça: Aula de Medrado proferida em 14 de março de 2006, na Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo - FADISP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn11" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref11" name="_ftn11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; ARRUDA ALVIM, mesma aula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn12" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref12" name="_ftn12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; De acordo com esta lei, considera-se patrimônio público, os bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico, (art. 1º, § 1º). Este conjunto de bens abrange os bens ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn13" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref13" name="_ftn13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ARMELIN, Donaldo. Tutela Jurisdicional diferenciada: Revista de Processo, nº 65, 65:46.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn14" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref14" name="_ftn14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;LOPES, João Batista. Tutela Antecipada no Processo Civil Brasileiro: Editora Saraiva, 2ª edição, São Paulo, 2003,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;p. 39.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn15" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref15" name="_ftn15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 8pt; mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt; Ob.Cit. p. 40.&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language: ES-TRAD;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn16" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref16" name="_ftn16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;De acordo com esta lei, considera-se patrimônio público, os bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico.(art. 1º, § 1º). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn17" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref17" name="_ftn17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;MARQUES. Alberto Carneio. Dissertação de Mestrado: Acesso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; à Justiça e Processo Coletivo - Faculdade Autônoma de Direito -&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fadisp. São Paulo, 2007. p. 106.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn18" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref18" name="_ftn18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ARUDA ALVIM NETTO, José Manoel de A ação Civil Pública após 20 anos. Revista dos Tribunais, São Paulo, 2005. p.77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn19" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref19" name="_ftn19" style="mso-footnote-id: ftn19;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ZAWASCKI, Teori Albino. Processo Coletivo: tutela de direitos coletivos e tutela coletiva de direitos. Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 2006,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;1ª edição, p. 38.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn20" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref20" name="_ftn20" style="mso-footnote-id: ftn20;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;BRANDÃO, Paulo de Tarso. Ação Civil Pública, 2ª edição. Obra Jurídica Editora, 1998. Florianópolis/SC. p. 16.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn21" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref21" name="_ftn21" style="mso-footnote-id: ftn21;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; Mas, devemos ter presente também que no plano material, o direito difuso no que concerne ao meio ambiente já possuía uma proteção no âmbito material, por meio da Lei 6.938/81(Política Nacional do Meio ambiente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn22" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt 9pt; text-align: justify; text-indent: -9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref22" name="_ftn22" style="mso-footnote-id: ftn22;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;FIORILLO, Celso Antônio Pacheco Curso de Direito Ambiental Brasileiro, editora Saraiva, São Paulo, 2000, p.6&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn23" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref23" name="_ftn23" style="mso-footnote-id: ftn23;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; Idem, loc. cit.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn24" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref24" name="_ftn24" style="mso-footnote-id: ftn24;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 8pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; idem, Ibidem, p. 6.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn25" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=636620079637108039#_ftnref25" name="_ftn25" style="mso-footnote-id: ftn25;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="fo
